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MOVIMENTO IMPARCIALISTA

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IMPARCIALISMO

domingo, 9 de julho de 2017

Pelo caminho encontrei o essencialismo

Na Essência

Esqueça à análise psicológica,
Viver e sentir a vida é ilusão,
Vou por essa lógica
De que tudo é transitório e efêmero,
Ao mesmo tempo paradoxalmente eterno.

A vida se multiplica como ondas
Que quebram incessantemente na praia,
A beleza  é vida e morte a cada instante,
Feito gotas de nevoa
Que nascem e morrem, feito estrelas,
Feito  vagalume que acendem
E apagam na escuridão da noite.

A eternidade assimila todas as coisas,
Envolvi tudo para a composição da vida
Do passado, do futuro e do presente
E da eternidade...
O presente é tão vasto
Quando o espaço,
Quando a noite da ressurreição e da morte.

O futuro, com relação ao presente,
É miragem e realidade palpável.
Tenho a multiplicidade dos pensamentos,
Tenho a unidade em mim mesmo
E a infinitude do universo,
Tenho um ponto de partida
Para não dispersar dentro dos cosmos.

Tenho uma noção de tempos,
 De relatividade do tempo
E de eternidade dentro do tempo
Em contradição, num paradoxo subjetivo,
Tenho a consciência que o tempo não existe,
E existe dentro de si mesmo.

Estamos dentro da vida
E fora dela ao mesmo tempo,
Estamos dentro dos fatos
E fora deles no mesmo instante.

A vida se dá numa profundidade imensa,
Em um emaranhando absurdo de teses,
Lei, acontecimentos, ilusões, considerações e conceitos...
Sou como essa planta que existe além da matéria.

Tudo se processa de muitas maneiras
E dentro de outras dimensões,
Assim as coisas podem ser e não ser ao mesmo tempo.
Estou em meu leito e fora dele.
Tudo se processa e se move com tanta intensidade
E com tanta profundeza
Que fica impossível não se perder
E não se dissolver nesse mar de inconsciência e inconsistência.

Posso estar estático e em movimento ao mesmo instante,
Uso palavra tempo por falta de uma que expresse melhor
Esse entra e sai de acontecimentos.

Estou preso e livre ao mesmo tempo, e com a mesma intensidade.
Eu me fixo em um vício ou em um pecado
Para não dissipar dentro dos mundos.

Sou mais insignificante que um grão de areia na praia,
Sou apenas invisível diante do universo infinito.
Sou de uma insignificância assombrosa,
E de uma importância sublime
 Quando tenho consciência de existir
Na partícula e na vastidão de Deus.

Me agarro na ilusão e na fantasia
Do mesmo modo que o público do cinema é engolido pela ilusão
De tal modo que esquece que o cinema
É a encenação e imitação da vida,
Ilusão da ilusão.

Não me peça que considere os seus conflitos na vida,
Nunca lhe ocorreu pensar
Que, talvez,
Outros não têm os seus mesmos conflitos.

O meu conflito é com os cosmos e com a mística  
É com o medo de estar nesse estado de alma
Que pode ser absorvido pelas dimensões e os mistérios,
Por isso me agarrei à vida através de um vício e um pecado,
Agora estou pronto para deixar o pecado
E dissolver na gloria e no reino de Deus.
  
Aprofundo nesse caminho rumo à unidade
E pelo caminho encontrei o essencialismo,
A essência das coisas.  

J.Nunes   09-07-2017   
    


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