Último poema para o silêncio

Último poema para o silêncio

Se eu fumasse um cigarro,
Se eu tomasse um café,
Se eu olhasse a chuva...
Pensando no que farei daqui à uma hora,
Duas horas, amanhã,
Ou se eu tomasse esse café
Pensando no que me falaram ontem...
Pensamento no que virá, é viver
Na imaginação uma mentira,
Uma incerteza, ou uma realidade possível.
De qualquer maneira o pensamento no passado
Ou no futuro é a inconsciência do agora;
Que não pode mais ser mudado
Ou não passa de uma mentira
Porque o futuro não ocorrerá como pensamos...

A noite chegou e não sei o que virá...
Espero que do silêncio de cada momento,
Da consciência de cada momento,
Acordado ou dormindo,
Possa nascer algo novo...

Para por fim nesses poemas imparcialistas
E ficar em silêncio esperando por algo menos medíocre;
Quero falar desse tempo de relativismos e nivelamentos:
A indústria da cultura descartável classifica como gênio
Aquelas celebridades que em pouquíssimo tempo serão esquecidas;
Como é que classificaremos os grandes gênios da humanidade,
Se os nivelamos com gente de talento medíocre, sem talento,
Ou gente que é mera oportunidade
De exploração do capitalismo do momento.
Quais palavras nos sobram para diferenciar
Os verdadeiros gênios da humanidade
E suas obras imortais,
Da maioria dos mortais e dos “gênios”de talentos medíocres.
Cansei, fim!

J.Nunez


12-01-2016

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