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Mostrando postagens de Maio 24, 2015

Cronopoema do dia

Protestos livres de blusas
Mulheres queimaram sutiãs em praça pública, Mesmo que no sentido figurado; Dizem que na verdade não houve a queima de sutiãs.
As mulheres da Marcha das Vadias conseguiram tanta liberdade Que não precisam nem ir mais de sutiã aos protestos.
A liberdade da liberdade, hipocrisia da hipocrisia Aproveita os seios, gratuitamente amostra, Sensualiza o protesto e não escuta o que elas estão tentando dizer, E os homens estão tentando escutar... Elas vão ter que colocar sutiã para que os homens a escutem!
Salomão Alcantra J.Nunez




Um poesia e dois poetas Imparcialistas: Albano Morais e Abdias de Carvalho.

Tolerâncias
Na Rua Brasília, na parte baixa da cidade, Nas portas dos bares, nas esquinas, Nos hotéis de quinta, Nas casas de gente tolerante Prostituição de meninas, mulheres, Garotos, garotas e coroas. Meu amigo e poeta Albano Morais Caminhando por essa rua, com sua imparcialidade detestável, disse-me:
“Cuidado amigo!  O excesso de tolerância te faz  menos homem. A tolerância é própria de gente necessitada, Que não pode se dar o direito de ser mais intolerante E fiel aos seus princípios. A tolerância é própria de gente muito abastada, Que dá a si mesmo o capricho e o direito de ignorar todos os princípios Em nome de seus desejos e prazeres.” Aqueles que não pertencem a nem um desses extremos São mais sensatos, mais equilibrados e com mais princípios E sustentam a sanidade social. Aqueles que estão nesse grupo mais equilibrado, E não pertence a esse equilíbrio, Sentem-se pouco aceitos pelo grupo equilibrado.”
“O excesso de tolerância te faz menos homem” A estagnação é o inferno dos homens, Nesse mund…

CircleCount JOSÉ NUNES PEREIRA POETA

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Poeta Albano Morais

Aplausos
Sou mais insuportável do que parece. Tenho moderado muito... Não sou um menino que precisa de sua aprovação, Não sou o artista esperando aplausos do público, Quem sabe de si, o que quer E aonde quer chegar, não precisa de aceitação...
Sou um olhar imparcial sobre mim, Sobre os outros, Sobre esse tempo E sobre a sociedade... Contra o que vejo não há argumentos! A minha consciência não se dobra e nem é subjugada. Só para olhar já vale apena ter nascido. Não espere que eu não olhe, que eu não veja...
Albano Morais J.Nunez


Um mundo louco que passa despercebido.

Minha leitura de Nietzsche
Olho para a televisão na sala, percebo Um mundo de celebridades “Inventando modas” E educando nossos filhos segundo suas aptidões sexuais, Um mundo de ídolos e seus marketings Representando um abismo social alarmante, O capitalismo manipulando tudo em nome do lucro,  A indústria do entretenimento E dos esportes movimentando fortunas incalculáveis, A indústria da notícia segue aquela máxima:   “Paga que eu não conto” Eu, homem comum, sustento tudo isso Quando sento em frente à televisão Para assistir essa tolice alienadora, Por um instante sou essa gente tola Que sustenta a indústria cultural, O glamour das celebridades, Esses estereótipos de país do futebol, De sensualidade selvagem e exótica Onde toda forma de putaria é permitida, Um mundo louco que passa despercebido.    A claridade e o som da tela da TV Estava atrapalhando a minha leitura de Nietzsche: “Nos indivíduos, a loucura é algo raro – mas nos grupos, nos partidos, nos povos, nas épocas, é regra.” (NIETZSCHE)
Albano Morais J…

Belle Époque contemporânea

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Belle Époque contemporânea
Há muita tensão no ar! Estou na idade de rever algumas coisas. Estou revendo se o valor e as qualidades Que os outros tem admirado em mim, Vale realmente apena cultivá-las.
Tudo sempre passa de um modo ou do outro. Me ligo ao silêncio como uma forma de escape, Como uma espera pela voz da eternidade.

Um quadro parnasiano na parede,  Belle Époque: Luxo europeu sustentado com espólio imperialista, Can-can, moças e velhas dissimuladas,  
Putas de luxo, bailes, capricho burguês, Teatros, cabarés,  boulevards  e cafés de Paris... Tensão política e social, O céu negro das guerras estava no ar, Negligências com a miséria do mundo lá fora.
Belle Époque contemporânea. Na avenida uma cena retrata O contexto e a hipocrisia moderna: Um menino mulato pede no sinal de trânsito, A senhora de automóvel, Fecha o vidro do carro para o menino miserável,   O cachorrinho de madame

Tempos de nivelamentos.

Indignados
As portas das casas de gente boa, Trabalhadora e cristã Estão fechadas para a noite...
Os boêmios sem intelecto e romantismo Estão deixando o dia... Eu estou deixando o sol E espero a próxima lua, O que você pensa de mim?
Uma vagabunda indignada Por ter sido chamada de vagabunda Faz escândalos na rua do mercado velho. Me faz rir muito! Uma vagabunda indignada...
É o mesmo que o padre da Igreja de Santo Expedito Se ofendesse por ter sido chamado de padre, Por ignorar que ele de fato é um pároco. Indignação de vagabunda me faz rir... Tempos de nivelamentos.
Abílio Santana
J.Nunez

Sociedade dos nivelamentos e dos relativismos

Tudo está perdido...
Tudo está perdido... É melhor assim Que tudo esteja perdido. Ser superior dá muito trabalho, Ser sublime dá muito trabalho...
Tudo está perdido... É melhor assim Que tudo esteja perdido. O relativismo e o nivelamento Destrói os parâmetros, De ser casto ou libidinoso, De ser sublime ou profano... E não dá trabalho nem um ser isso ou aquilo. É tudo a mesma coisa...
Eu sou desvalido Mas dizem que eu sou igual aos meus superiores, Igual a quem me espelho, Logo não tenho horizontes na vida.
Basta estar aqui entre essa gente marginalizada, Essas mulheres de esquina Tão santas e dignas quanto à mãe de seus filhos. Uma santa está subindo a escada.
Para que eu seja não inferiorizado É melhor que tudo esteja perdido, O relativismo e o nivelamento Me valoriza e me equipara aos meus superiores.
Abílio Santanas
J.Nunez

O NOVO REI

Novos amigos do Rei
Há no ar um grande ódio de classes... Novo Rei, Novos amigos do Rei...
O Poder e o Governo Não é mais uma pessoa, Agora o Poder e o Governo São pessoas jurídicas, celebridades E de vastos recursos monetárias. Grandes amigos do novo Rei.
Albano Morais J.Nunez


A verdadeira cultura brasileira é holística...

A holística das culturas e a cultura consumista
A cultura capitalista é a transformação De tudo em mercadoria e público consumidor. A cultura brasileira é estereotipada com o futebol e o carnaval, Que são apenas fachadas de nossa cultura holística herdada do negro e do índio.
A verdadeira cultura brasileira é holística; Atrás dessa cultura de consumo e capitalista Está às bases da verdadeira cultura brasileira, Que é a mística da cultura africana, a holística da cultura indígena, A magia da natureza dentro dessas duas culturas E o cristianismo como religião oficial.
Afirmar e retomar as origens das culturas holísticas do mundo É enfrentar a invasão capitalista, Que transformou algumas gerações, Para criar uma sociedade de mercado consumidor globalizado.
O mundo das tecnologias, das ciências e da cultura de consumo Não pode tomar o lugar das tradições E das diversidades religiosas e culturais no mundo E transformar o mundo em uma cultura de capitalismo globalizado.
O ser humano não é apenas co…