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MOVIMENTO IMPARCIALISTA

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IMPARCIALISMO

sábado, 30 de maio de 2015

Cronopoema do dia

Protestos livres de blusas

Mulheres queimaram sutiãs em praça pública,
Mesmo que no sentido figurado;
Dizem que na verdade não houve a queima de sutiãs.

As mulheres da Marcha das Vadias conseguiram tanta liberdade
Que não precisam nem ir mais de sutiã aos protestos.

A liberdade da liberdade, hipocrisia da hipocrisia
Aproveita os seios, gratuitamente amostra,
Sensualiza o protesto e não escuta o que elas estão tentando dizer,
E os homens estão tentando escutar...
Elas vão ter que colocar sutiã para que os homens a escutem!

Salomão Alcantra
J.Nunez





Um poesia e dois poetas Imparcialistas: Albano Morais e Abdias de Carvalho.

Tolerâncias 

Na Rua Brasília, na parte baixa da cidade,
Nas portas dos bares, nas esquinas,
Nos hotéis de quinta,
Nas casas de gente tolerante
Prostituição de meninas, mulheres,
Garotos, garotas e coroas.
Meu amigo e poeta Albano Morais
Caminhando por essa rua, com sua imparcialidade detestável, disse-me:

“Cuidado amigo!  O excesso de tolerância te faz  menos homem.
A tolerância é própria de gente necessitada,
Que não pode se dar o direito de ser mais intolerante
E fiel aos seus princípios.
A tolerância é própria de gente muito abastada,
Que dá a si mesmo o capricho e o direito de ignorar todos os princípios
Em nome de seus desejos e prazeres.”
Aqueles que não pertencem a nem um desses extremos
São mais sensatos, mais equilibrados e com mais princípios
E sustentam a sanidade social.
Aqueles que estão nesse grupo mais equilibrado,
E não pertence a esse equilíbrio,
Sentem-se pouco aceitos pelo grupo equilibrado.”

“O excesso de tolerância te faz menos homem”
A estagnação é o inferno dos homens,
Nesse mundo estagnado não sou um tolerante
Sou o poeta imparcialista, sou Virgílio e Dante no inferno
Aprendendo sobre os homens e as almas.

Abdias de Carvalho
J.Nunez  



quinta-feira, 28 de maio de 2015

Poeta Albano Morais

Aplausos

Sou mais insuportável do que parece.
Tenho moderado muito...
Não sou um menino que precisa de sua aprovação,
Não sou o artista esperando aplausos do público,
Quem sabe de si, o que quer
E aonde quer chegar, não precisa de aceitação...

Sou um olhar imparcial sobre mim,
Sobre os outros,
Sobre esse tempo
E sobre a sociedade...
Contra o que vejo não há argumentos!
A minha consciência não se dobra e nem é subjugada.
Só para olhar já vale apena ter nascido.
Não espere que eu não olhe, que eu não veja...

Albano Morais
J.Nunez



Um mundo louco que passa despercebido.

Minha leitura de Nietzsche

Olho para a televisão na sala, percebo
Um mundo de celebridades
“Inventando modas”
E educando nossos filhos segundo suas aptidões sexuais,
Um mundo de ídolos e seus marketings
Representando um abismo social alarmante,
O capitalismo manipulando tudo em nome do lucro, 
A indústria do entretenimento
E dos esportes movimentando fortunas incalculáveis,
A indústria da notícia segue aquela máxima:  
“Paga que eu não conto”
Eu, homem comum, sustento tudo isso
Quando sento em frente à televisão
Para assistir essa tolice alienadora,
Por um instante sou essa gente tola
Que sustenta a indústria cultural,
O glamour das celebridades,
Esses estereótipos de país do futebol,
De sensualidade selvagem e exótica
Onde toda forma de putaria é permitida,
Um mundo louco que passa despercebido.   
A claridade e o som da tela da TV
Estava atrapalhando a minha leitura de Nietzsche:
“Nos indivíduos, a loucura é algo raro –
mas nos grupos, nos partidos, nos povos, nas épocas, é regra.”  (NIETZSCHE)

Albano Morais
J.Nunez



quarta-feira, 27 de maio de 2015

Belle Époque contemporânea

2 The Ball, 1906 Charles Wilda

Belle Époque contemporânea

Há muita tensão no ar!
Estou na idade de rever algumas coisas.
Estou revendo se o valor e as qualidades
Que os outros tem admirado em mim,
Vale realmente apena cultivá-las.

Tudo sempre passa de um modo ou do outro.
Me ligo ao silêncio como uma forma de escape,
Como uma espera pela voz da eternidade.


Um quadro parnasiano na parede,  Belle Époque: 
Luxo europeu sustentado com espólio imperialista,
Can-can, moças e velhas dissimuladas,  
Putas de luxo, bailes, capricho burguês,
Teatros, cabarés,  boulevards  e cafés de Paris...
Tensão política e social,
O céu negro das guerras estava no ar,
Negligências com a miséria do mundo lá fora.

Belle Époque contemporânea.
Na avenida uma cena retrata
O contexto e a hipocrisia moderna:
Um menino mulato pede no sinal de trânsito,
A senhora de automóvel,
Fecha o vidro do carro para o menino miserável,  
O cachorrinho de madame
Do banco de traz olha a paisagem da cidade...  

Tensão política, ambiental e social,
Frivolidades consumistas, exacerbação das liberdades sexuais,  
Abismos e contrastes sociais alarmantes, materialismo capitalista,
Exploração de tudo como mercado e público consumidor...
Há muita tensão no ar!

Albano Morais
J.Nunez   



Tempos de nivelamentos.

Indignados

As portas das casas de gente boa,
Trabalhadora e cristã
Estão fechadas para a noite...

Os boêmios sem intelecto e romantismo
Estão deixando o dia...
Eu estou deixando o sol
E espero a próxima lua,
O que você pensa de mim?

Uma vagabunda indignada
Por ter sido chamada de vagabunda
Faz escândalos na rua do mercado velho.
Me faz rir muito!
Uma vagabunda indignada...

É o mesmo que o padre da Igreja de Santo Expedito
Se ofendesse por ter sido chamado de padre,
Por ignorar que ele de fato é um pároco.
Indignação de vagabunda me faz rir...
Tempos de nivelamentos.

Abílio Santana

J.Nunez 

Sociedade dos nivelamentos e dos relativismos

Tudo está perdido...

Tudo está perdido...
É melhor assim
Que tudo esteja perdido.
Ser superior dá muito trabalho,
Ser sublime dá muito trabalho...

Tudo está perdido...
É melhor assim
Que tudo esteja perdido.
O relativismo e o nivelamento
Destrói os parâmetros,
De ser casto ou libidinoso,
De ser sublime ou profano...
E não dá trabalho nem um ser isso ou aquilo.
É tudo a mesma coisa...

Eu sou desvalido
Mas dizem que eu sou igual aos meus superiores,
Igual a quem me espelho,
Logo não tenho horizontes na vida.

Basta estar aqui entre essa gente marginalizada,
Essas mulheres de esquina
Tão santas e dignas quanto à mãe de seus filhos.
Uma santa está subindo a escada.

Para que eu seja não inferiorizado
É melhor que tudo esteja perdido,
O relativismo e o nivelamento
Me valoriza e me equipara aos meus superiores.

Abílio Santanas

J.Nunez

segunda-feira, 25 de maio de 2015

O NOVO REI

Novos amigos do Rei

Há no ar um grande ódio de classes...
Novo Rei,
Novos amigos do Rei...

O Poder e o Governo
Não é mais uma pessoa,
Agora o Poder e o Governo
São pessoas jurídicas, celebridades
E de vastos recursos monetárias.
Grandes amigos do novo Rei.

Albano Morais
J.Nunez



A verdadeira cultura brasileira é holística...

A holística das culturas e a cultura consumista

A cultura capitalista é a transformação
De tudo em mercadoria e público consumidor.
A cultura brasileira é estereotipada com o futebol e o carnaval,
Que são apenas fachadas de nossa cultura holística herdada do negro e do índio.

A verdadeira cultura brasileira é holística;
Atrás dessa cultura de consumo e capitalista
Está às bases da verdadeira cultura brasileira,
Que é a mística da cultura africana, a holística da cultura indígena,
A magia da natureza dentro dessas duas culturas
E o cristianismo como religião oficial.

Afirmar e retomar as origens das culturas holísticas do mundo
É enfrentar a invasão capitalista,
Que transformou algumas gerações,
Para criar uma sociedade de mercado consumidor globalizado.

O mundo das tecnologias, das ciências e da cultura de consumo
Não pode tomar o lugar das tradições
E das diversidades religiosas e culturais no mundo
E transformar o mundo em uma cultura de capitalismo globalizado.

O ser humano não é apenas consumidor de produtos e serviços.
Os seres humanos possuem uma relação holística com a terra,
Com o espírito, com o universo e consigo mesmo.

Resgatar a visão holística das culturas
É um enfrentamento a cultura de exploração do planeta
E de desvalorização do ser humano,
Que se tornaram banais consumidores de produtos e serviços.

Saulo Menezes Castro
J.Nunez



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