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MOVIMENTO IMPARCIALISTA

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IMPARCIALISMO

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Esse gato



Como cair de pé
Tenho que aprender
Com esse gato
Como cair de pé.
Tenho caído muitas vezes,
Mas nunca com essa elegância toda
Essa compostura  toda.
Tenho que aprender esse jeito de olhar,
Esses modos elegantíssimos,
Essa beleza invejável
Mesmo na preguiça de um bocejo .
Quem sabe eu não possa aprender,
Com esse gato,
A pelo menos disfarçar  um tropeço,
Ou ao menos me levantar
Com dignidade e decência.
Abílio Santana
J.Nunez


Poesias espiritualistas

 Guarita

Meu coração é guarita,
Ponto estratégico,
Posto de ataque,
Ponto de partida.

Pensamentos vagabundos,
Libertinos e cotidianos
Passam e me levam.

Minha alma é coisa eterna e cara.
Não pode ir por ai
Com qualquer pensamento vulgar.  

Preciso me lembrar a todo tempo
Que eu sou o vigia
E não posso abandonar o posto,
E passar o dia vagando por ai...
Junto com esses pensamentos vagabundos.

Jonas Corrêa Martins
J.Nunez


quarta-feira, 20 de maio de 2015

Poesia imparcialista



Tempus fugit

A cerveja veio com muita espuma,
O mar em ressaca, a onda quebra na praia,
A espuma se desfaz e o mar continua.

O cigarro, a fumaça do cigarro...
O vento passa feito o tempo
Que dissipa a fumaça.

A alma é essa eternidade invisível
O corpo é como essa espuma na borda do copo,
Ou aquela que desaparece
Quando a onda se quebra lá na praia.

Prefiro o silêncio
A essa vida boemia,
A essa melancolia...
O tempo é um deus que cria
Seus filhos e os devora.
Fujo do tempo
Sei da eternidade da alma
E de um céu tão perto!

Carlos Ferreira Santos
J.Nunez

Carlos Ferreira Santos, o mais humano dos poetas imparcialistas, o poeta do pé no chão, literalmente, poeta da consciência de existir fixo e das asas do pensamento, que tem o corpo físico como ponto de partida e pouso. Poeta da metáfora da consciência de estrutura, da consciência de estar na terra e do prazer de desfrutar da natureza com seu cheiro, cores, sabores e humanismo.  Poeta que não se dispersas em um mundo abstrato.
Carlos Ferreira Santos é o encontro da terra e do céu no homem, sem que se confundam, porém tendo a terra, o chão e o corpo físico com o ponto de partida e a consciência de existir fixo e estruturado.





terça-feira, 19 de maio de 2015

Globalização

Tráfico e tráfego

Lá na calçada,
No cais do Porto,
No mundo virtual,
Em todos os lugares:

Tráfego de turistas sexuais, 
Tráfico de escravos,
Tráfico de influência,
Tráfico, tráfego de gente,
Tráfego de dados,
Tráfico de órgão,
Tráfico, tráfego de carro,
Tráfico de putas,
Tráfico, tráfego aéreo,
Tráfico de drogas,
Tráfico de produtos;
Globalização.

Nessa madrugada
Lá na calçada tráfego
De vagabundos e putas.
Eu só quero silêncio!

Salomão Alcantra
J.Nunez




segunda-feira, 18 de maio de 2015

O relativismo ignora a bondade, a virtude e a maldade.

Fronteira da bestialidade

O conceito exacerbado de liberdades
Nos colocou na fronteira, estamos por um triz  
De todas as bestialidades e maldades.

O relativismo, com a intenção de dignificar o abominável,  
Considera tudo a mesma coisa,
Para isso não se importou em destruir
Os parâmetros da pureza e da impureza,
Da sanidade e da sensatez, do profano e do sagrado,
Do sublime e do abominável...
O relativismo ignora a bondade, a virtude e a maldade.

Temos a nossa juventude colocada
Na fronteira, por um triz da bestialidade,
Da tragédia e da maldade.

Albano Morais

J.Nunez

domingo, 17 de maio de 2015

A exacerbação do conceito de liberdades ignora o perigo.

Liberdade exacerbada

 Pós-modernidade,
 Valores pautados nas liberdades sexuais,
 Exacerbação do conceito de liberdades.

Pelas ruas casais do mesmo sexo desfrutam as liberdades sexuais,
Pais heterossexuais escondem seus filhos das encenações eróticas.
Manchetes do jornal:
Homens espancam homem que cometiam crimes sexuais.
Usuários de drogas não respeitam minhas narinas.  

O homem sempre foi o poder e a perigo na sociedade.  
A mulher está no poder
O homem está no poder,
O homem sempre protegeu a mulher do perigo
Dos próprios homens
Que sempre foram o perigo e o poder na sociedade.
A exacerbação do conceito de liberdades ignora o perigo.

Albano Morais
J.Nunez



Eu e os poetas imparcialistas

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Eu e eles

Sou eles,
Sou eu...
Eu quem?
Eu imparcial
Eu a procura da unidade
Que acabe com essa divisão por dois
Entre eu e eles...
Dessa divisão não sobra nada,
E o vazio iluminador
É muito mais produtivo que eu e eles.

Jonas Corrêa Martins
J.Nunez


Lei da impermanência das coisas

Impermanências

Sem mistérios tenho essa força
E essa lentidão de touro ou urso...
Não há mistério, sou o que se vê,
Sou o reflexo do que sou...

Estou aprendendo a viver na terra,
Ter os pés nesse mundo,
Um propósito e nele ser produtivo
Mesmo com essa consciente
De impermanência das coisas.

Como diz Saulo Menezes:
“Na lei da impermanência as coisas
Se eternizam por seus frutos.”

Como diz Murilo Santiago:
“O outro é o espelho para o meu reflexo,
Me vejo no outro e em mim mesmo.”

Tenho esse touro na alma
Esse sagitário na vida e na alma,
Essa alegria na vida,
Esse desejo de solidão.

Compreendi que tenho o caminho mais difícil:
Construir na solidão, no silêncio e na vida,
Com essa gente amiga e companheira.  

Saturnino Queiros

J.Nunez 

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