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Mostrando postagens de Maio 17, 2015

Esse gato

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Como cair de pé Tenho que aprender Com esse gato Como cair de pé. Tenho caído muitas vezes, Mas nunca com essa elegância toda Essa compostura  toda. Tenho que aprender esse jeito de olhar, Esses modos elegantíssimos, Essa beleza invejável Mesmo na preguiça de um bocejo . Quem sabe eu não possa aprender, Com esse gato, A pelo menos disfarçar  um tropeço, Ou ao menos me levantar Com dignidade e decência. Abílio Santana J.Nunez

Poesias espiritualistas

Guarita
Meu coração é guarita, Ponto estratégico, Posto de ataque, Ponto de partida.
Pensamentos vagabundos, Libertinos e cotidianos Passam e me levam.
Minha alma é coisa eterna e cara. Não pode ir por ai Com qualquer pensamento vulgar.  
Preciso me lembrar a todo tempo Que eu sou o vigia E não posso abandonar o posto, E passar o dia vagando por ai... Junto com esses pensamentos vagabundos.
Jonas Corrêa Martins J.Nunez

Poesia imparcialista

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Tempus fugit
A cerveja veio com muita espuma, O mar em ressaca, a onda quebra na praia, A espuma se desfaz e o mar continua.
O cigarro, a fumaça do cigarro... O vento passa feito o tempo Que dissipa a fumaça.
A alma é essa eternidade invisível O corpo é como essa espuma na borda do copo, Ou aquela que desaparece Quando a onda se quebra lá na praia.
Prefiro o silêncio A essa vida boemia, A essa melancolia... O tempo é um deus que cria Seus filhos e os devora. Fujo do tempo Sei da eternidade da alma E de um céu tão perto!
Carlos Ferreira Santos J.Nunez
Carlos Ferreira Santos, o mais humano dos poetas imparcialistas, o poeta do pé no chão, literalmente, poeta da consciência de existir fixo e das asas do pensamento, que tem o corpo físico como ponto de partida e pouso. Poeta da metáfora da consciência de estrutura, da consciência de estar na terra e do prazer de desfrutar da natureza com seu cheiro, cores, sabores e humanismo.  Poeta que não se dispersas em um mundo abstrato. Carlos Ferreira Santos é o enc…

Globalização

Tráfico e tráfego
Lá na calçada, No cais do Porto, No mundo virtual, Em todos os lugares:
Tráfego de turistas sexuais,  Tráfico de escravos, Tráfico de influência, Tráfico, tráfego de gente, Tráfego de dados, Tráfico de órgão, Tráfico, tráfego de carro, Tráfico de putas, Tráfico, tráfego aéreo, Tráfico de drogas, Tráfico de produtos; Globalização.
Nessa madrugada Lá na calçada tráfego De vagabundos e putas. Eu só quero silêncio!
Salomão Alcantra J.Nunez



O relativismo ignora a bondade, a virtude e a maldade.

Fronteira da bestialidade
O conceito exacerbado de liberdades Nos colocou na fronteira, estamos por um triz   De todas as bestialidades e maldades.
O relativismo, com a intenção de dignificar o abominável,   Considera tudo a mesma coisa, Para isso não se importou em destruir Os parâmetros da pureza e da impureza, Da sanidade e da sensatez, do profano e do sagrado, Do sublime e do abominável... O relativismo ignora a bondade, a virtude e a maldade.
Temos a nossa juventude colocada Na fronteira, por um triz da bestialidade, Da tragédia e da maldade.
Albano Morais
J.Nunez

A exacerbação do conceito de liberdades ignora o perigo.

Liberdade exacerbada
 Pós-modernidade,  Valores pautados nas liberdades sexuais,  Exacerbação do conceito de liberdades.
Pelas ruas casais do mesmo sexo desfrutam as liberdades sexuais, Pais heterossexuais escondem seus filhos das encenações eróticas. Manchetes do jornal: Homens espancam homem que cometiam crimes sexuais. Usuários de drogas não respeitam minhas narinas.  
O homem sempre foi o poder e a perigo na sociedade.   A mulher está no poder O homem está no poder, O homem sempre protegeu a mulher do perigo Dos próprios homens Que sempre foram o perigo e o poder na sociedade. A exacerbação do conceito de liberdades ignora o perigo.
Albano Morais J.Nunez


Eu e os poetas imparcialistas

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Eu e eles
Sou eles, Sou eu... Eu quem? Eu imparcial Eu a procura da unidade Que acabe com essa divisão por dois Entre eu e eles... Dessa divisão não sobra nada, E o vazio iluminador É muito mais produtivo que eu e eles.
Jonas Corrêa Martins J.Nunez

Lei da impermanência das coisas

Impermanências
Sem mistérios tenho essa força E essa lentidão de touro ou urso... Não há mistério, sou o que se vê, Sou o reflexo do que sou...
Estou aprendendo a viver na terra, Ter os pés nesse mundo, Um propósito e nele ser produtivo Mesmo com essa consciente De impermanência das coisas.
Como diz Saulo Menezes: “Na lei da impermanência as coisas Se eternizam por seus frutos.”
Como diz Murilo Santiago: “O outro é o espelho para o meu reflexo, Me vejo no outro e em mim mesmo.”
Tenho esse touro na alma Esse sagitário na vida e na alma, Essa alegria na vida, Esse desejo de solidão.
Compreendi que tenho o caminho mais difícil: Construir na solidão, no silêncio e na vida, Com essa gente amiga e companheira.  
Saturnino Queiros
J.Nunez