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MOVIMENTO IMPARCIALISTA

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IMPARCIALISMO

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Modernidade e insanidade

Sintomas de loucura

No pátio das insanidades
Falo comigo mesmo
E ainda respondo...

Crio situações nas dimensões mentais
E as discuto e as soluciono.
Bastaria que eu perdesse o contato
Com a minha realidade física,
E pronto!...

Seria eu um louco 
Caminhando de um lado para o outro
Aqui no pátio das insanidades,
Em meu mundo particular e mental.

Basta um passo e a fronteira de saber,
Minimamente, quem eu sou,
E pronto! Sou um louco.

Vejo multidões no pátio dos insanos,
Criando lógicas e razões
Dentro de suas mentes enlouquecidas,
Dentro de suas  insanidades modernas. 

Murilo Santiago
J.Nunez


terça-feira, 28 de abril de 2015

Poesia de SAULO MENEZES CASTRO

A eternidade da beleza

A beleza da flor
Se perpetua em outras flores,
A beleza da mulher
Se perpetua na beleza de outras mulheres.
A beleza dos corpos se afunda na genética
E se propaga eternamente.

Sem precisar da beleza hereditária,
A grande ambição da beleza
É perpetuar a própria juventude e formosura...
Igual a uma linda feiticeira.

A beleza não seria frívola
Se ela se eternizasse no individuo,
Igual em uma deusa do amor e da beleza.

Saulo Menezes Castro

J.Nunez 

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Poesia Social

Corrupção

Eu o conheci entre nós, veio a essa ruela escura
De prostitutas, viciados e ladrões
Recordar seus dias de homem do povo.
Ele me reconheceu e me recebeu com um grande abraço;
Ainda é aquele homem carismático e fervoroso,
Porém não brada mais aquelas ideologias marxistas,
Não fala mais de Lênin e Stalin.
Perguntei a ele onde estava aquele outro homem
Cheio de ideologias, ética, moral e utopias...
Ele me respondeu com resposta pronta:
“_ Não há moral, ética e ideologia que o poder e o dinheiro não corrompa.
O poder, meu amigo, traz a vaidade e o orgulho
Que nos dá o direito de satisfazer nossos caprichos e desejos a custa do povo.”
 Certamente  não era o mesmo homem, 
No entanto ele se dignifica com sua imparcialidade consigo mesmo.

Entramos em um bar, ele pediu que o dono  baixasse a porta,
Puxou uma cadeira, pediu duas cervejas e continuou a mesma conversa.
Meu amigo, Abílio, somente os santos “mortos para o pecado”
Podem ser incorruptíveis, qualquer um pode ser corrompido
Pelo desejo, vício, capricho,  dinheiro e poder.
Quando chegamos ao poder, o tomamos feito cachorros raivosos
Não largamos o osso, com muita carne.

Perguntei se não lhe incomoda mais essa realidade.
Ele respondeu: _ Caro poeta da estagnação, aqui a nosso volta o mundo se estagnou
Dentro desse contexto e dessa realidade,
Lá em cima as coisas se estagnam de um modo mais “refinado”.
Aqui a nossa volta o mundo se estagnou no sexo, no vício e na boemia,
Lá em cima, no poder, as coisas se estagnam sustentadas com o dinheiro do povo.

Como você mesmo diz, poeta:
 _ “A estagnação é um lugar interior onde os homens vivem;
Existe um mundo similar a esse lugar interior nessas ruas”
“É preciso que exista lugares como esse no mundo 
Para chafurdarmos feitos porcos na lama.
Sou feliz aqui, porque aqui está o mundo paralelo ao meu mundo interior.”

_Meu amigo, o poder e o dinheiro te dá à segurança para fazer o que dá vontade.
Os homens do povo, quando ainda não estão no poder,  
Quando ainda não foram corrompidos, são sinceros em suas ideologias. 
Quando chegam ao poder, o que resta a eles, 
É preservá o poder em suas mãos e usufruir com muita ganância.
Agora  amigo, me esqueça, me fale de você!

Abílio Santana
J.Nunez



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