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Mostrando postagens de Abril 12, 2015

“o salário do pecado é a morte” (Rm 6:23)

“o salário do pecado é a morte” (Rm 6:23)
Pecado Mortal
O mundo foi concebido com o pecado original
Mesmo que seja destruída a doutrina do pecado o ato sempre existirá.
O mundo será destruído pelo mesmo pecado mortal.
Octávio Guerra J.Nunez

Sociedade tradicional e Sociedade do Prazer

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A Mulher de Ló
A mulher de Ló virou estátua de sal.  O sal purifica. A Sociedade do Prazer, do vício e do entretenimento Acredita, sinceramente, que pode se entregar A toda a forma de vícios e prazeres Que escravizam, bestializam e destroem os parâmetros E bases da sociedade tradicional; E ainda, ser mais íntegra, Mais sensata, mais equilibrada, Mais bela, mais pura, mais civilizada,    Mais elevada que a sociedade tradicional.
Octávio Guerra
J.Nunez

Sociedade da Inclusão e do consumismo.

Ilusão de inclusão
Quando eu era menino, pobre comprava no bar da vila, O rico nos grandes supermercados, Pobre ia a lugares de pobre, Rico ia a lugares de rico... Isso o senhor Mariano me disse ali no balcão, Não pude deixar de dar ouvido a essa verdade simples.
Foi preciso iludir essa gente igual a mim, Gente sem bitola, sem bala na agulha; Foi preciso dizer que elas estão muito melhores socialmente, E que podem frequentar lugares de rico, ter coisas de rico E um estilo de vida padronizado pelo consumismo, Mas que não podem sustentar. E assim, criar a ilusão de progresso e inclusão social, Através do fiado pós-moderno: o cartão de crédito.
Não tenho essa bitola toda, não tenho bala na agulha... Aqui é o meu lugar, não preciso estar em lugar de rico, Ou ter coisas de rico...para ter um estilo invejável de vida. Não gosto dessa suposta inclusão social padronizando pobres Para formar público consumidor.
Deixei por um instante o copo sobre o balcão; A manchete de uma notícia me chamou a atenção: Criminos…

Poesia contemporânea Imparcialista.

Dia de Protesto
O que dizem é que o mundo está em crise. Neste instante tenho tudo que preciso; Uma garrafa, um copo, um cigarro, Caneta, língua afiada, muito tempo livre E uma imparcialidade com o mundo.
Lá na praça o protesto, o circo, o carnaval; Reivindicações, espetáculo, oportunistas, possibilistas, Cachorro quente, água mineral, Ciclistas nus,  mulher maravilha, mulher semi-nua E o deus grego dos protestos.
Lá na praça reivindicações de direita, de esquerda; Ao gosto e ao desejo de todos. Lá na praça reivindicações sexuais, Direitos sexuais e direito aos narcóticos.
Lá na praça pais de família não pede nada, Apenas brinca com suas crianças nos finais de semana. Se acaso pedissem seria só mais um grupo pedindo.
Não vejo como esse mundo contemporâneo pode dar certo..., Com essas diversidades e multiculturalismos Deformando as coisas de acordo com seus interesses, E com todos esses desencontros de pedidos De direitos e reivindicações.
Peço ao garçom outro papel para um poema imparcialista. Que…

Poesia de protesto

Outdoor
De qualquer janela da vizinhança, No outdoor com letras enormes, Vejo os nomes de duas multinacionais.
Lá frequenta a classe média, Que sustenta o capitalismo e a globalização. Lá o pobre trabalhar, mão de obra barata, Que também sustenta o capitalismo e a globalização.
Nesse tempo complicado há tantos motivos, E tanta gente com suas razões para protestar, Que os manifestantes lá na praça perderam o foco.
Ontem as putas pediram melhor condição de trabalho, Amanhã será a vez da maconha. Eu não tenho nada com isso! Apenas olho pela janela E digo o que vejo lá fora...
Salomão Alcantra J.Nunez