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Mostrando postagens de Março 22, 2015

Ilusão de displicência, entretenimento, aceitação, leveza e diversão.

Ilusão de displicência
Sociedade capitalista, Somos feras entre feras, Somos presas de nossos semelhantes.
Porém, ainda temos essa ilusão de displicência, Entretenimento, aceitação, leveza e diversão Nesse sistema competitivo, materialista e carregado de conflitos Que nos escraviza e nos coloca à beira da loucura e do suicídio.
Principalmente na educação Temos essa ilusão de displicência...
Octávio Guerra J.Nunez

Poesia Imparcialista e características da sociedade contemporânea no poema de Abdias de Carvalho

Tanto faz...
O homem pagou a conta, Pagou o táxi, pagou o programa E durante o caminho elogiou a esposa e os filhos... Ela, para ele, nem si quer era amante.
Diante desses elogios, Ela, profissional do sexo, foi se sentido desvalorizada, Constrangida e apenas usada com um objeto de dar prazer. Começaram uma discussão, que resultou em uma tragédia... Assassinato, legítima defesa, tanto faz...Dada a importância da vítima. O carro ainda está ali... A polícia ainda não chegou.
O modernismo absoluto é essa rua... Mulheres com mulheres, homens com homens, Adolescentes meninos e meninas com velhos, tanto faz... Aborto à luz do dia, embriagados afogados nas poças d’água, Drogados, viciados escondidos entre as frestas de paredes..., O sexo dignificado, que nasce aqui,  É “cultura” consumida por todos os níveis da sociedade... Religiosos, segundo eles, tentam resgatar essa gente do inferno. Poetas céticos falam dessa estagnação Como uma condição natural desse tempo Sem fronteiras para as liberdades e os desejo…

Modernos ou o quê?

Depois de modernos...
Moderno: modernismo consolidado Pós-moderno: o moderno se dissolvendo... O moderno está se dissolvendo na desestruturação Em nome das liberdades e das explorações...
Com a modernidade diluída, seremos o quê? Renasceremos feito ave fênix, Caminharemos para a autodestruição, Ou construiremos um outro tempo Com base nas tradições dos conservadores.
Octávio Guerra J.Nunez

Poesias imparcialistas e características da sociedade contemporâneas

Sociedade contemporânea
O que podemos esperar de uma sociedade Que desqualifica e nega a existência de qualquer coisa: Livros, Deus, conceitos, valores, culturas, tradições, verdade, lógica... Que possa dizer não aos seus desejos, prazeres, caprichos e vícios...
Essa é a sociedade do prazer e dos entretenimentos acima que qualquer conceito que possa impedir a realização do desejo.  
Quem é capaz de confiar em uma sociedade Que chegou ao extremo do conceito de liberdade e do prazer carnal, A ponto de nivelar e subjugar tudo mais aos seus desejos, Sem qualquer fronteira e parâmetros.
O sujeito de mentalidade plana, Em seu devaneio de liberdade e prazer, Chega a pensar que ninguém tem nada a ver com sua vida! Quando esse sujeito estropiado pelos vícios e extravagâncias Não passa de um peso morto para a sociedade... Pensar que não devemos justificativas para os demais É o cúmulo do pensamento moderno Em seu conceito de liberdade, prazer e individualismo.
Albano Morais J.Nunez


Poesia, características e análise do contexto contemporâneo.

Felicidade melancólica à meia luz.
Acabei de te amar... Amanheceu! Deixe o dia correr entre os lençóis, É fim de semana, são dias de inverno.
À tarde, lá na rua, Gritos alienados de gol... Ela dizia, quase displicente, sem exaltar o humor: _Salários exorbitantes, fruto da exploração de mercados E da criação de ídolos. Nas mídias, semideuses ensinam   O que a sociedade deve fazer: Imitar como se fossem papagaios e macacos. Cultura globalizada, sobressai a indústria De cultura comercial imediata.
Logo mais à noite A MPB de Djavan num violão afinado, E o sax do John deixará na noite Aquele ar de Nova Orleans. Ao som do Blues e MPB, conversaremos Com aquela felicidade melancólica à meia luz.
Nosso amor intelectual, Signo de gêmeos, na mesa do bar. Nosso amor, escorpiano a sós. Quando despontar o sol, Feito pássaros Deixaremos à estação desse lugar.
Hermínio Vasconcelos J.Nunez






Jogo Social

Não vim cumprir tabela, estou no jogo. Sou peça no jogo da vida, O que seu é que estamos no jogo social, Cumprimos funções, somos peças, somos marionetes no jogo... O sistema faz as regras, Quem está no poder controla o jogo.
Estou no jogo, sou um personagem nas jogadas. Olho de cima para baixo, tenho uma vista panorâmica... Tenho a consciência de que tenho um corpo, Uma peça, jogando o jogo social.
Não tenho mais as vaidades dos saberes intelectuais, O pouco que eu sei, vem das sensações de que o pecado Tem cor, altura, volume e textura, por isso, o jogo seduz.
Tirando o jogo social e o pecado capital, Só me resta à consciência de ser meu corpo, Uma peça no jogo social, Estão tento me salvar na elegante, Na ética, honestidade e nessa imparcialidade com meu interior.
26-03-2015  
J.Nunez

Poesia para o contexto contemporâneo.

Carbureto de Cálcio
O computador está lento! Alguns segundos se tornaram tempo demais, A natureza não acelera ao meu gosto. A banana, que como enquanto escrevo, Foi amadurecida com carbureto de cálcio.
Olho pela janela, olho para a tela da televisão. A manchete me chama a atenção: Fraude fiscal, evasão de divisas, Multinacional vai embora para a China, Lá tem mão de obra barata. O mundo de economia globalizada Criou as colônias de exploração de mercados. Somos colônias de exploração comercial De empresa multinacional.
Nada muito sério no jornal: As crianças estão nascendo com dentes e de olhos abertos, Não faz muito tempo que diziam Que se a criança nascesse com dente era filho do diabo. Lá na praça, vejo da janela aberta para a rua, Casais de sexo iguais namoram; Meu Deus! O que será dá previdência social! Casais de sexo diferente se escondem em seus quartos...
Na propaganda eleitoral escuto que O governo diminui a distância entre o pobre e o rico; Deduzo que agora o rico é pobre. O podre que sustenta o s…