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Mostrando postagens de Março 8, 2015

Dia 14 de Março, Dia Nacional da Poesia

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Dia 15 de Março de 2015

Quinze de março
Quinze de março ainda não aconteceu; Um dia que pode ser histórico, Um dia para que os brasileiros Coloque um fim nos estereótipos De Jeca Tatu na política, De povo negligente, Povo conivente com a corrupção Gente passional, colônia de exploração... Povo que ainda não assumiu sua condição E sua brasilidade...
O Brasil ainda não aconteceu, Quinze de março Pode ser um dia de um marco histórico, Um dia para o recomeço E a construção de uma nova identidade nacional Porque ao longo da história Confundiram a nossa alegria de viver Como coisa de gente tola, Confundiram a nossa paz com apatia, Confundiram o nosso futebol com a nossa pátria E a nossa dança como coisa de gente sem respeito.
Somos muito mais, somos a miscigenação. Não somos o que está do outro lado do mar; Somos o que já estava aqui, Mais o que veio de lá do outro lado do mundo...
Octávio Guerra J.Nunez




Dadá se diz anti-arte, Dadá é moderníssima...

Dadá
Hora do rush, Happy hour no café Zurique, Chuva fina, tarde de verão, fim de março.
_Dadá! _A janela está aberta! Dadá caminha de um lado para o outro Dentro do quarto, quase nua. Ela se esquece que excita; pede respeito... Dadá não quer nada comigo; Com os outros anda cheia de dadaísmo. Talvez, sendo imparcialista, Não faço o tipo de Dadá.
Dadá se diz anti-arte, Dadá é moderníssima E faz da anti-arte sua arte, Da deformação sua forma... A quem a leva a sério!
Dadá, você é uma mulher linda! Dadá é desencantada E foge para um mundo surreal, De imagem onírica e fluxo perigoso de sentir-se.
Digo a Dadá, despida de civilização e moralidade cristã: _ Antes de passar em frente dessa janela aberta para a rua, Vista ao menos uma blusa...

Dadá está bêbada e diz coisas sem sentido...
Se deixa largada  na cama, 
Aos pedaços como uma imagem cubista.  Dadá é autodestrutiva... Dadá, meu desencanto! 
Abílio Santana J.Nunez





POESIA PARA O NOVO CONTEXTO J.Nunez

Ode ao Contexto Contemporâneo
“Ode Triunfal” de Fernando Pessoa, um canto ao modernismo, Não temos mais razões para fazer apologias ao nosso tempo, Que são as consequências do que foi a modernidade. Fomos pisoteados pela velocidade. .. Nossas razões para sermos indivíduos e poetas, Está em reportar esse tempo, Feito um "Velho do Restelo" Contemporâneo.
Meu canto é para gente suja, Gente suja que se considera suja... Ser sujo, saber que é sujo, É ser humano naturalmente.
 Oh, mundo sem graça! Tudo é natural, Normal, Frívolo E clichê.
Eu quero as projeções mentais perversas nas ruas, Eu quero mistérios indizíveis, Pecados inconfessáveis, Abduções a luz do dia, Imoralidades que ruborizam as moças,