Pesquisar este blog

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Para Martin Luther King Junior


Resultado de imagem para martin luther king junior biografia


POEMA CANTO DOS OPRIMIDOS 

(4O anos da morte de Martin Luther King Junior) 

Não existe preconceito, o problema é que o negro, 
Quer deixar à senzala, 
Quer vir sentar na sala, 
Quer ter direito a fala. 

Não existe preconceito, o problema é que o negro, 
Quer deixar à favela, 
Não quer viver de esmola, 
Não quer deixar à escola. 

Não existe preconceito, o problema é que o negro, 
Não quer descer ladeira, 
Não quer resto de feira, 
Não quer comer poeira. 

Não existe preconceito, o problema é que o negro, 
Não se dobra com chicote, 
Não se cala com acoite, 
Não é servil à elite. 

Não existe preconceito, o problema é que essa negra, 
Não sacode essa cadeira, 
Não desce à ladeira, 
Não satisfaz vontade passageira. 

Não existe preconceito, o problema é que essa negra, 
Freqüenta o baile de gala, 
Sabe muito bem o que fala, 
Não perde seu tempo com novela. 

Não existe preconceito, o problema é que esse negro, 
Deixou seu lugar comum, 
Não é mais qualquer um, 
Não se dobra a senhor algum. 

Não existe preconceito, o problema é que esse negro, 
Atravessou à margem, 
Mais não esqueceu sua origem 
E recusou à maquilagem. 

Não existe preconceito, o problema é que esse negro, 
Não se engana com mentira, 
Que marginaliza sua cultura 
E a verdade transfigura. 

Não existe preconceito, o problema é que esse negro, 
Resgatou sua história, 
Tem uma África na memória, 
E um canto de vitória. 

Não existe preconceito, o problema é que o negro, 
Não sangra mais no tronco, 
Não se engana nem um pouco, 
Não se vende nem quer troco. 

Não existe preconceito, o problema é que o negro, 
Reclama, pede por mudança, 
Não quer mais saber dessa injustiça 
E não dá mais para olhá-lo com indiferença. 

Não existe preconceito, o problema é que o negro, 
Quer sua liberdade, 
Sua luta, sua oportunidade, 
Seu direito à felicidade. 
Com prevê a constituição. 

Se o negro aceitasse sua condição, 
Se ficasse onde estão. 
Se o negro aceita à favela, 
Que é uma extensão da senzala, 
E vivesse com que lhe dão de esmola, 

Se não reclama seu direito, 
Não existiria preconceito, 
Porque aceita o que lhe é dado, que é o resto... 
E não o que lhe é de direito. 

Meus versos não tem pele, não tem cor, 
Meus versos tem humanidade e amor, 
Meus versos é o canto do oprimidos, 
Meus versos é o grito dos injustiçados... 

4 de abril 2008 J.Nunez 

MOVIMENTO LITERÁRIO IMPARCIALISMO


Esse poema foi escrito em 2008, quando comecei à pública a poesia Imparcialista.

Escrito em homenagem aos (4O anos da morte de Martin Luther King Junior), no entanto, esse poema revela o preconceito do brasileiro. Que ficou bem clara com a lamentável situação ocorrida com a jornalista  MARIA JÚLIA COUTINHO - MAJU

Nenhum comentário:

Literatura Imparcialista

MOVIMENTO IMPARCIALISTA

MOVIMENTO IMPARCIALISTA
IMPARCIALISMO

O Novo Contexto Para a Literatura Contemporânea

MOVIMENTO IMPARCIALISTA