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IMPARCIALISMO

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Poesia Imparcialista



Canto ao silêncio

O som de um Blues me dá a sensação de existir 
E ter algum sentimento humano,
Essa materialidade e aquele céu.
O triste som de um Blues 
Me diz que eu ainda sou gente.

A música é todo o meu materialismo,
O som do Blues, a poesia do Pessoa, a filosofia de Nietzsche.
As palavras me fazem compreender, 
Feito Adão, é preciso dar nome as coisas e aos sentimentos,
Quanto mais palavras eu sei, mais eu posso decifrar-me
E dar nome aos meus sentimentos.  

O pensamento é um desperdício do tempo,
Que não existe para a alma,
Logo o pensamento é o desperdício de si mesmo
E dessa grande oportunidade de estar em silêncio.

Das grandes virtudes, amo mais a serenidade.
Entre as grandes virtudes
Estão à compaixão e a humildade cristã,
Camuflando a minha “Vontade de Potência”
A fraqueza que existe nos dignos de compaixão
Esconde a vergonha, o ódio, o ressentimento e a gratidão.
No fundo do homem que não vive de auto-piedade
Há uma imensa  “Vontade de Potência”

É uma miséria existir pensando e agindo
Segundo os instintos e os desejos,
Feitos plantas rolantes no deserto.
Amo mais o silêncio dos homens, a voz do vento,
E o som de uma ave de rapina ou agourenta, 
Amo muito mais os meus momentos de solidão e silêncio,
A voz do verbo mora no silêncio.

Desligue essa música, deixe esse livro,
Esqueça a palavra, não escute o vento,
Nada é mais importante que o silêncio...
Tudo mais é profano diante...
O Verbo que nasce do silêncio.

Carlos Ferreira Santos
J.Nunez

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