Um poesia e dois poetas Imparcialistas: Albano Morais e Abdias de Carvalho.

Tolerâncias 

Na Rua Brasília, na parte baixa da cidade,
Nas portas dos bares, nas esquinas,
Nos hotéis de quinta,
Nas casas de gente tolerante
Prostituição de meninas, mulheres,
Garotos, garotas e coroas.
Meu amigo e poeta Albano Morais
Caminhando por essa rua, com sua imparcialidade detestável, disse-me:

“Cuidado amigo!  O excesso de tolerância te faz  menos homem.
A tolerância é própria de gente necessitada,
Que não pode se dar o direito de ser mais intolerante
E fiel aos seus princípios.
A tolerância é própria de gente muito abastada,
Que dá a si mesmo o capricho e o direito de ignorar todos os princípios
Em nome de seus desejos e prazeres.”
Aqueles que não pertencem a nem um desses extremos
São mais sensatos, mais equilibrados e com mais princípios
E sustentam a sanidade social.
Aqueles que estão nesse grupo mais equilibrado,
E não pertence a esse equilíbrio,
Sentem-se pouco aceitos pelo grupo equilibrado.”

“O excesso de tolerância te faz menos homem”
A estagnação é o inferno dos homens,
Nesse mundo estagnado não sou um tolerante
Sou o poeta imparcialista, sou Virgílio e Dante no inferno
Aprendendo sobre os homens e as almas.

Abdias de Carvalho
J.Nunez  



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