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Mostrando postagens de Novembro 16, 2014

Poesia religiosa.

A presença da Mãe de Deus
Mãe Divina bondade, Mãe Divina compaixão, Mãe Divina caridade, Mãe Divina criação, Mãe Divina amor, Mãe Divina labor.  
A presença da Mãe de Deus é de amor e mortificação.
Mãe Divina castigo, Mãe Divina castidade, Mãe Divina fogo, Mãe Divina morte, Mãe Divina purificação, Mãe Divina regeneração.
Jonas Corrêa Martins J.Nunez

Juscelino Andrade: poeta da dualidade da vida, do fim do relativismo em si mesmo, da estrutura, da deformação em si mesmo. Poeta que se relaciona com o mundo a partir de seus próprios conceitos e julgamentos de certo e errado.

Espelho da Vida
Olhei para o espelho da vida, Ri com simpatia para menina que corre Para acompanhar os passos dos pais; Outra criança menor, vai no colo.
A mãe,  uma mulher muito bonita, O pai, certamente um guerreiro Igual a tantos outros homens, pai de família. 
Eu, que observo essa imagem Refletida no espelho da vida; Um covarde, um egoísta que abandonou A vida que poderia ser sido.
Observo sem intenção de observar, Sem qualquer intenção... Vou morrendo aos poucos, Me envenenando em doses homeopáticas.
Pareço amargo? E sou, amarguradamente amargo, Como que chegou ao vim da vida E errou em todas as escolhas que não fez; Apenas entrei no barco da vida E deixei-me, ir na correnteza.
Juscelino Andrade J.Nunez

Juscelino Andrade, poeta da dualidade da vida, do fim do relativismo

Equivalência
Sou inferior e superior de alguma maneira; Depende muito de que ângulo se é olhado. Prevalece a lei de equivalência e funcionalidade.
Ela é feia, muito feia... Mas cozinha muito bem, Não sobra para ela muitos pretendentes, Porém de amigos a casa anda cheia. Prende as pessoas pelo paladar. As cozinheiras é uma espécie de feiticeira.
A outra é linda, muito linda... Porém é difícil achar nela um talento... Restou a ela ser um cabide de moda e beleza; Um tanto parnasiana. Feito abre alas, sua imagem se impõe na entrada da festa, Depois que a festa descamba para a informalidade, Sua imagem desaparece e dá lugar aos piadistas.
A cada qual um brilho em dado momento. É feia mais suga todas as atenções E até um grande amor. É feia e causa inveja e ciúmes; O quanto é amada de verdade.
Seu marido tem aquele mistério e charme Que o impede de ser simplesmente feio. Ele, uma figura que se impõe a si mesmo E aos outros, porém a simpatia e a gentileza Salva o ar de consciência e superioridade.
A poesia se f…

Imaculada concepção sem pecado

Pecado Imaculado
A Sociedade do Prazer, Dos vícios, dos desejos e dos entretenimentos Subjugando a fronteira, a lógica e a estrutura E a dimensão oculta dos homens.
Liberdades sexuais: Imaculada concepção sem pecado, Dos nivelamentos e dos relativismos...
Enquanto escrevo A doida do Bairro Olhou-me sem olhar enigmático, Sem exibição de mistério Passou dizendo:  _“A cada um Deus deu um destino, Ninguém veio aqui consertar à vida de ninguém” Nunca ouvi palavras tão sensatas Dos que se presumem inteligentes e sábios. Até mesmo a doida tem uma estrutura de doida.
As rodas dos carros pisam nas poças d’água E dá um banho na Doida. As rodas são exatas, com um martelo, não precisam ser mais, Batam ser martelo e roda. As rodas são o principio, o fim e a eternidade.
Chakra, mapa astral, mandala Rodas que move à alma. Rodas engrenagens do mundo, Tudo se move em círculo e sobre rodas, Mesas redondas Rodas da fortuna, Rodas do destino, Rodas de cassino, Rodas do inferno A vida é uma roda; Hoje por baixo amanhã por cima…

A morte da palavra, e por consequência, a morte do discurso

Cemitérios de Palavras As palavras estão mortas; Onde podemos enterrá-las?
Morreu a palavra arte, pecado, Depravação e milhares de outras palavras; Foi um massacre!
A palavra morre quando a ideia, O conceito e a coisa que ela designa Deixa de existir.
As palavras morreram de relativismo libertino Na sociedade sem abstinências.  
O deboche, a sátira, o realismo, A imparcialidade, a dureza, O absurdo visto como normal e a ironia É a sobrevivência da palavra.
O Verbo que é Deus e Diabo Pode ressuscitar a palavra.
Nem o Diabo gosta do relativismo nivelador Que os considera santificados...  
Albano Morais J.Nunez