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Mostrando postagens de Setembro 7, 2014

Poesia Imparcialista

Cafezinho ralo 
Ela foi embora; O açúcar do café que ela tomou Ficou no fundo daxícara.
Olhei distraído e pensando que isso não dizia nada. Era só o açúcar que não dissolveu em seu café. Mas porque não dissolveu? Talvez fosse muito açúcar para o espaço entre os átomos de café na xícara, Talvez se ela dissolvesse todo aquele açúcar o café ficaria muito doce.
O que importa mesmo é que ela foi embora. Talvez eu seja muito “meloso” para o seu gosto, café pequeno, Talvez eu em sua vida seja dispensável Igual a esse açúcar que ela deixou no fundo do copo, Talvez ela se dê o direito de me cuspir como um café ralo.
Somos coisas sem dignificados por isso ela nos deixou aqui Sobre a mesa de um barzinho que serve café da manhã.
A garçonete tirou o seu copo e me deixou aqui ocupando espaço. Seria bom se a garçonete ficasse ao menos comovida E me levasse para a sua casa. Se ela me dirigisse à palavra certamente ela diria: _Você não vale nada!
Abílio Santana

Possibilistas

Verdades Possibilistas
Política no Brasil, Entre muitas coisas, É o último refúgio De celebridades fracassadas...
Aprendi, quando criança, Que filho de pobre come o que tem E vai por onde dá...
Cheguei até aqui procurando caminhos; Ainda procuro. Quando amanhecer o melhor a fazer É procurar ganhar o almoço...
Os meninos mimados me olhavam torcido, isso me ofendia. Agora, homem maduro, sei que a guerra faz o guerreiro...
O psicólogo do menino rico não sabe Que para fazer omelete é preciso quebrar os ovos... Passei pela batalha e pela forja,  o que sobrou sou eu.
Albano Morais J.Nunez