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Mostrando postagens de Agosto 3, 2014

Poesias das dimensões mentais

Murilo Santiago poeta da revelação do que está oculto em nosso interior, poeta que arranca à força nossos pensamentos e sentimentos mais secretos, poeta que não se interessa pelo que você demonstra ser, e sim pelo que você esconde,  poeta que se interessa pelo que você é no mundo dos sonhos e em seu mundo particular, poeta das profundezas mentais, poeta que revela o que é mais repugnante em nós, poetas sem sutilezas e delicadezas interior, poeta dos conflitos íntimos e das coisas não reveladas. 

Pecados Mentais
Longe dos olhares da sociedade Longe dos conceitos, Longe dos valores, Longe das reputações... Estão os pecados mentais...
Eles são gigantescos e assustadores Eles são dissimulados e muito perigosos Porque eles não atuam a olhos vistos...
Eles atuam em nossa solidão, Em nossos preconceitos, Em nossas imaginações, Em nossos sonhos, Em nossos pensamentos E podem passar ignorados por muito tempo, Não que sejam insignificantes, Mas porque não representam um dano a nossa reputação social.
Eles nascem…

Poesia social

Morro do Mulato
No Morro do Mulato, Brancos bisnetos de portugueses, Brancos bisnetos de italianos, Negros e mulatos tataranetos de escravos Todos marginalizados...
Domingo de futebol de várzea no morro: Samba, mulata, branca, fumaça de maconha, Tatuagem de malandro, exibicionismo de bandido, Putinhas adolescentes, e velhas putas, Crianças desacreditadas Brigas e tumulto sem precisar de motivo, Decote de mulatas e brancas peitudas, Bêbados dizendo tolices, Meninos ladrões de mão armada, quando longe daqui,  Dança de acasalamento que chamam de música,   Traficantes: benfeitores e heróis dos meninos do morro, Mães desbocadas e ainda mais estragadas pelas liberdades de seu tempo, Pais malandros, travestis muito bem aceitos, A televisão diz que eles são a cultura brasileira,  Lei de quem é mais bandido,  Eles impõem medo e pavor nos ricos do condomínio ao lado,  Tudo está a ponto de explodir. 
Gente trabalhadora e honesta, de uma tolerância e passividade absurda, No entanto é compreensível; a necessidade nos…

Poesias para o contexto contemporâneo.

Velório
O morto tem a ilusão de estar vivo, Enquanto seu corpo é velado, Seu fantasma trabalha na ferrovia.
Na sala o povo hipócrita diz: _Que descanse em paz, ele merece. Discordo: Ele não merece e o inferno só está começando.
Do outro lado do caixão uma conversa indiferente ao morto. Alguém lamentado o fim de um caso amoroso, Ela dizia que sua namorada a trocou por outra. Dizia:_ Foi tudo uma grande mentira o nosso casamento. Concluo que elas são uma mentira.  
Eu sou uma mentira sem a encenação de ser; Imagina quem encena ser o que não é. Graças ao defunto, a única verdade é o cafezinho quente e forte. Meus pensamentos são de luto.
Ali no velório os fundamentalistas das liberdades sexuais Condenou os olhares de reprovação ao casal gay, Com a máxima irrefutável de que a morte nivela tudo, Ignorando qualquer possibilidade de virtude, pecado e mais além.
Os fundamentalistas das liberdades sexuais e dos vícios Tem a grande esperança que se forme uma nova sociedade Segundo suas vontades sexuais, seus f…