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MOVIMENTO IMPARCIALISTA

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IMPARCIALISMO

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Poesias das dimensões mentais

Murilo Santiago poeta da revelação do que está oculto em nosso interior, poeta que arranca à força nossos pensamentos e sentimentos mais secretos, poeta que não se interessa pelo que você demonstra ser, e sim pelo que você esconde,  poeta que se interessa pelo que você é no mundo dos sonhos e em seu mundo particular, poeta das profundezas mentais, poeta que revela o que é mais repugnante em nós, poetas sem sutilezas e delicadezas interior, poeta dos conflitos íntimos e das coisas não reveladas. 


Pecados Mentais

Longe dos olhares da sociedade
Longe dos conceitos,
Longe dos valores,
Longe das reputações...
Estão os pecados mentais...

Eles são gigantescos e assustadores
Eles são dissimulados e muito perigosos
Porque eles não atuam a olhos vistos...

Eles atuam em nossa solidão,
Em nossos preconceitos,
Em nossas imaginações,
Em nossos sonhos,
Em nossos pensamentos
E podem passar ignorados por muito tempo,
Não que sejam insignificantes,
Mas porque não representam um dano a nossa reputação social.

Eles nascem de nossos vícios não praticados em sociedade...
Eles nascem do imaginado, pensado e sonhado,
Sem ser executado aos olhos dos outros.
Eles são a válvula de escape para um pecado muito
Efetivo e danoso a nossa reputação.

Vivemos o pecado mental, confortavelmente,
Através de um vício que podemos praticar a sós,
Longe dos olhos reprovadores, e de nossa reputação social,
No entanto, temos a consciência de sua maldade,
De seus danos  e de o quando somos degenerados
Praticantes de pecados mentais.

Estamos sempre dispostos a perdoar nossos pecados mentais
Porque eles representam, por um tempo, dos males o menor.
Como tudo tem a sua “hora da morte” é a hora do pecado mental.

Na dimensão mental temos virtualmente,
Todas as ruas, as casas, pessoas, coisas e todos os lugares
Onde praticaríamos nossos pecados e vícios no mundo real.  

Murilo Santiago
J.Nunez


domingo, 3 de agosto de 2014

Poesia social

Morro do Mulato

No Morro do Mulato,
Brancos bisnetos de portugueses,
Brancos bisnetos de italianos,
Negros e mulatos tataranetos de escravos
Todos marginalizados...

Domingo de futebol de várzea no morro:
Samba, mulata, branca, fumaça de maconha,
Tatuagem de malandro, exibicionismo de bandido,
Putinhas adolescentes, e velhas putas,
Crianças desacreditadas
Brigas e tumulto sem precisar de motivo,
Decote de mulatas e brancas peitudas,
Bêbados dizendo tolices,
Meninos ladrões de mão armada, quando longe daqui, 
Dança de acasalamento que chamam de música,  
Traficantes: benfeitores e heróis dos meninos do morro,
Mães desbocadas e ainda mais estragadas pelas liberdades de seu tempo,
Pais malandros, travestis muito bem aceitos,
A televisão diz que eles são a cultura brasileira, 
Lei de quem é mais bandido, 
Eles impõem medo e pavor nos ricos do condomínio ao lado, 
Tudo está a ponto de explodir. 

Gente trabalhadora e honesta, de uma tolerância e passividade absurda,
No entanto é compreensível; a necessidade nos faz frouxos.
Crentes voltam do culto ali no salão da esquina,
Meninos de ternos,
Passa entre essa gente de outro mundo.
A necessidade impõe silêncio e medo.

O sociólogo disse que isso é diversidade cultural...
Eu disse que isso é descaso histórico e degradação moral.
Morro do Mulato ao lado do centro velho da cidade.

Albano Morais

j.Nunez

Poesias para o contexto contemporâneo.

Velório

O morto tem a ilusão de estar vivo,
Enquanto seu corpo é velado,
Seu fantasma trabalha na ferrovia.

Na sala o povo hipócrita diz:
_Que descanse em paz, ele merece.
Discordo: Ele não merece e o inferno só está começando.

Do outro lado do caixão uma conversa indiferente ao morto.
Alguém lamentado o fim de um caso amoroso,
Ela dizia que sua namorada a trocou por outra.
Dizia:_ Foi tudo uma grande mentira o nosso casamento.
Concluo que elas são uma mentira.  

Eu sou uma mentira sem a encenação de ser;
Imagina quem encena ser o que não é.
Graças ao defunto, a única verdade é o cafezinho quente e forte.
Meus pensamentos são de luto. 

Ali no velório os fundamentalistas das liberdades sexuais
Condenou os olhares de reprovação ao casal gay,
Com a máxima irrefutável de que a morte nivela tudo,
Ignorando qualquer possibilidade de virtude, pecado e mais além.

Os fundamentalistas das liberdades sexuais e dos vícios
Tem a grande esperança que se forme uma nova sociedade
Segundo suas vontades sexuais, seus fetiches, caprichos, vícios e desejos.
Os conservadores não esperam mais nada,
Talvez, que não sejam queimados em praça pública.


Um carro passa acelerado e interrompe as vozes no velório.
Os individualistas radicais, os das liberdades insanas
Dizem que ninguém tem nada a ver com suas vidas,
Mais uma grande ilusão nascida do egoísmo capitalista.

E o defunto ali cada vez mais próximo da decomposição...
E ainda seu fantasma, e por muito tempo, assombrando a estação de trem.

Albano Morais

J.Nunez 

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