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MOVIMENTO IMPARCIALISTA

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IMPARCIALISMO

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Poesia Imparcialista

Cafezinho ralo 

Ela foi embora;
O açúcar do café que ela tomou
Ficou no fundo da xícara.

Olhei distraído e pensando que isso não dizia nada.
Era só o açúcar que não dissolveu em seu café.
Mas porque não dissolveu?
Talvez fosse muito açúcar para o espaço entre os átomos de café na xícara,
Talvez se ela dissolvesse todo aquele açúcar o café ficaria muito doce.

O que importa mesmo é que ela foi embora.
Talvez eu seja muito “meloso” para o seu gosto, café pequeno,
Talvez eu em sua vida seja dispensável
Igual a esse açúcar que ela deixou no fundo do copo,
Talvez ela se dê o direito de me cuspir como um café ralo.

Somos coisas sem dignificados por isso ela nos deixou aqui
Sobre a mesa de um barzinho que serve café da manhã.

A garçonete tirou o seu copo e me deixou aqui ocupando espaço.
Seria bom se a garçonete ficasse ao menos comovida
E me levasse para a sua casa.
Se ela me dirigisse à palavra certamente ela diria:
_Você não vale nada!

Abílio Santana
J.Nunez

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