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segunda-feira, 5 de maio de 2014

Lei de Equivalência Humana


O amor e outras virtudes na poesia imparcialista
Eu te perdoei porque te mereço...
Nada disso, de que o amor suporta tudo,
Se eu você muito melhor e muito mais digno que você 
Eu não te perdoaria, mesmo!
Estão desconfie do meu perdão.

É paranoico, mas é assim o amor e as virtudes humanas na poesia imparcialista.
Realismo cruel, franqueza cruel, esquartejamento da alma.
E o que sobrar poderemos até chamar de virtude e amor.

Meu amor é tão verdadeiro que obedece
A lei de equivalência.
Eu sou muito gata para você!
No entanto, não há dinheiro que não me compra.

Os velhos safados com suas intenções perversas
Sabem muito bem que o dinheiro faz a lei da equivalência;
Deles merecedores das minhas meninas dos bordéis.

No meu perdão escondo meus erros,
No meu amor escondo a lei de equivalência
Nas minhas orações esconde a cobiça e outros sentimentos contrários a Deus,
Nas minhas bondades escondo as segundas intensões,
O bem que eu faço é carta na manga, é jogo sujo.
Esse é o tempo sem valores humanos; você merece o que pode comprar.

Quem não suporta a poesia imparcialista não suporta sua própria realidade interior.
Sou equivalente a você, somos lixo do mesmo saco,
Só não me deixo enganar.
Abílio Santana

J.Nunez 

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