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segunda-feira, 28 de abril de 2014

Poesia de amor imparcialista

Frívolos
Quem ama não mata,
Mas o que é o amor?
O amor é pano de fundo
Para o desejo e a personificação,
Em um corpo.
O amor é sempre fachada
Para o desejo.

Ela sempre carinhosa e linda...
Entre quatro paredes uma doida...
Ela ferveu de desejo,
Caiu nos braços do primeiro que apareceu,
Caiu nos braços do segundo que apareceu,
Caiu nos braços do terceiro que apareceu...
Caiu nos braços do quarto e quinto que apareceu,
Começou a cobrar, virou puta de vez. 
Foi morta, pelo primeiro, na esquina do Canto do Galo
Que matou por amor, ciúmes, traição e desejos.
Diziam nas ruas: _Quem ama não mata!
Mas o que chamamos de amor não anda sozinho,
Anda de mãos dadas com o ciúme, o ódio, a cobiça...
Não somos puros para ser todo amor.

O pensamento sobre o amor moderno é plano,
Nivelado e relativista...
Eu não matei ninguém, fui apenas um entre muitos,
Eu não mataria por amor, meu amor não é tão valente,
E nem dura tanto...
Meu amor é de desejos frívolos.

Outra flor se abriu.
Dinorá, Diná
Ainda tem pernas para caminhar
Pelas ruas do centro velho,
Ainda tem corpo para vender,
Aos bêbados e aos viciados.
Dinorá, Diná
Já foi cara, muito cara!
Seu corpinho era vendido
Aos homens de negócios, aos políticos
E aos grandes contrabandistas e traficantes.
Dinorá, Diná
Tinha um sorriso encantador,
Era charmosa com seu cigarro entre os dedos,
Com seu vestido que delineava seu corpo
E seu olhar que oferecia muito mais
Do que Diná está disposta a dar.
Abílio Santana 
J.Nunez  

  

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