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IMPARCIALISMO

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Poesia imparcialista social

Coluna Social

Nossos aniversariantes, nossos lugares,
Nossas fotos não aparecem na coluna social.
No meio dessa bobagem de sociedade horizontal,
Aparecemos sim, no jornal, na pagina policial.

Estamos aqui, não queremos estar em outro lugar,
Lá é lugar de gente bonita e rica,
Não queremos aqui gente que não seja da nossa laia...
Gente pobre, gente suja, gente depravada, sem moral,
Gente frouxa na ética, gente boca suja, gente de poucos princípios,
Mulheres de pernas frouxas, homens com morbosidade entre as pernas;
Somos diferentes deles, porque somos o nosso tempo sem máscara...

Eles usam máscara para tudo!
Usam máscara por causa da poluição,
Por causa de suas realidades intoleráveis ao mundo civilizado
E usam dezenas de máscaras para cada uma das situações sociais...

Somos piores que eles que saem nas colunas sociais;
Somos na verdade muito melhores que eles que saem na coluna social.
Aquela gente perfumada, ornamentada e limpa tem suas almas nos lodos dos infernos.
Eles também vivem no inferno social, diferente do nosso, é claro, mas, um inferno social.

Aparentamos piores porque somos na  superfície, na casca,
O que eles são lá no subconsciente, na hipocrisia dos modos discretos...

Somos para eles um lugar apropriado para suas hipocrisias, nojeiras e imoralidades...
Somos para eles fantasias e fetiches, somos para eles válvula de escape...
Nossos lugares nossas ruas sujas, nossos viciados,nossos bêbados, 
Nossos pederastas, dos gays, nossas putas, nossos travestis,
São para eles o que eles são, e sabem que são, muito discretamente.
Somos o subconsciente, submundo deles, somos o que eles são atrás de quatro paredes.

Sejam bem-vindos a essas ruas sujas por onde anda o meu amigo  
O poeta Imparcialista Abdias de Carvalho.
Para ele aqui é só um lugar, um estado de estagnação social e na alma,
Para mim e outro poetas Imparcialistas, aqui é o inferno deles... a outra face,
Apesar de que na sociedade equilibrada temos outros infernos sociais...
Meu inferno social está ali em cima da mesa, são dezenas de contas vencidas.

Sejam bem-vindos, desde que nos reconheçam como o vosso espelho...
Sejam bem-vindos magníficos hipócritas, que fazem a sociedade menos insana
E, sabiamente, conserva para nos esse lugar
Onde  podemos viver toda a nossa baixeza moral,
Onde  vocês senhores, das leis e da preservação da sanidade social
Podem nos visitar, do mesmo modo que vão ao banheiro evacuar suas sujeiras,
Aqui vocês evacuam a sujeira da alma...

Vocês,  senhores das leis e da sanidade social, lutem até o  fim1
Para que os libertinos da liberdade sexual não transforme a sociedade
Em um puteiro a luz da lua, a luz do sol
A luz das telas de televisão, em frente a sua família cristã  e de valores cristãos.
Para puteiro ao céu aperto temos o nosso lugar....

Deixem a hipocrisia em paz, eles são boas pessoas,
Conservaram a sanidade social por milhares de anos,
Não estraguem o mundo dos homens morais...
Para suas putarias temos esse lugar.
Deixemos os hipócritas em paz,
Nós é que somos inconsequentes e autodestrutíveis...

As cidades precisam de um lugar para o esgoto...
Nosso lugar é um esgoto da alma.
O mundo precisa de fronteiras
Para que possamos ter discernimento
E possamos saber quem somos nós e quem são eles.

Somos o que eles são a sós,
Somos eles quando deixamos a Cidade Velha
E entramos em suas ruas discretas e andamos entre pessoas mascaradas...
Eles são nós, quando entram em nossas ruas de pecados e vícios...
Nós e eles somos iguais quanto à alma está do lado avesso,
Somos a alma do lado avesso...

Deixe como está! Deixe nas mãos de Deus que tudo sabe, que tudo vê.
Eles são  decentes, morais, civilizados e dignos  na casca.
Eles não fazem o que fazemos nas ruas feitos cachorros e cadelas no cio,
Eles pensam que são mais agradáveis aos olhos de Deus.
Eles fazem em seus quartos tudo que fazemos nas ruelas suja,
Mas para Deus que tudo vê e tudo sabe, tanto faz!
Esse pensamento é uma herança de minha avó, velha beata!

Tenho que parar de escrever: Dóris acaba de chegar;
Ela tem as pernas mais aberta que girafa quando vai beber agua,
Sempre vulneral ao ataque e correndo o  risco de ser comida de graça. 

Abílio Santana
J.Nunez


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