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MOVIMENTO IMPARCIALISTA

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IMPARCIALISMO

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

A máquina revolucionária, inconscientemente, trabalha a favor do sistema capitalista...

A mulher, a mãe operária, sua sangue para cumprir três tarefas ao mesmo tempo: trabalhar durante oito horas num estabelecimento, o mesmo que seu marido; depois, ocupar-se da casa e, finalmente, tratar dos filhos. O capitalismo pôs nos ombros da mulher uma carga que a esmaga; fez dela uma assalariada, sem ter diminuído o seu trabalho de dona de casa e de mãe. Assim, a mulher dobra-se sob o triplo peso insuportável, que lhe arranca amiúde um grito de dor e que, às vezes, também lhe faz verter lágrimas. O afã foi sempre a sorte da mulher, mas nunca houve sorte de mulher mais terrível e desesperada que a de milhões de operárias sob o julgo capitalista durante o florescimento da grande indústria… (Alexandra Kollontai, 1982).

A Máquina Revolucionária

Ela dizia ao marido:
_ Conquistamos o trabalho fora de casa
Para criar riqueza para os outros,
E continuamos com o peso da casa, 
Com o peso de ser esposa e mãe...
Acho que a mulher foi enganada, 
E nos deram o crédito de sermos as revolucionárias; 
Titulo que ostentamos com orgulho...
Ignorando o fardo que nos curva e nos consome...
Concluiu: 
_Você bem que poderia ganhar o suficiente para sustentar sua família.

Agora que vivemos as consequências
Do que é ser industrializado, tecnológicos, materialistas, modernos, “livres”,
Sem limites, insanos, “emancipados”, consumistas, sem parâmetros,
Sem dimensões humanas, sem ideologias, individualistas, exploradores,
Sem escrúpulos, possibilistas, sem valores espirituais, sem valores humanos;
Menosprezo as nossas conquistas automáticas
Ferramentas do sistema capitalista.
Talvez, um dia, assim serão vistas as conquistas desse tempo.   

Nos moldam, nos incentivam a moldar,
Ou, sem saída, nos moldamos  a um sistema
Que tem suas bases no consumo,
No capitalismo, nos prazeres, nos vícios e nas guerras dos sexos...

Depois pensamos;  nos convencemos, ou nos convencem
De que somos revolucionários...
Quando não passamos de vítimas e ferramentas
De um sistema político e social
Que nos convence lutar pelos seus interesses...

Ser revolucionário é caminhar na contramão,
Ou estar fora do mecanismo que molda o sujeito
Segundo os interesses do sistema que está no poder.

Somos a máquina revolucionária inconsciente
Trabalhando a favor do sistema.
As conquistas de liberdade na sociedade dos vícios e prazeres
Vão nas correntes e a favor do sistema consumista.
Estamos muito convencidos de nosso heroísmo e bravuras
Enquanto vamos nas correntezas do sistema.

Ser revolucionário é renegar as liberdades, os vícios,
Os prazeres propostos pelo sistema vigente.
Ser revolucionário é viver as abstinências
Em um tempo em que odiamos qualquer forma abstinências.  

Octávio Guerra

J.Nunez

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