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MOVIMENTO IMPARCIALISTA

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quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Não imito Charles Bukowski


Não imito Charles Bukowski

Saio sem paraguas, sem relógio de pulso,
Não corro da chuva, fumo um cigarro
Entre um gole e outro, tenho rótulos;
O que não tem rótulo é produto caseiro,
E ser feito em casa é um rótulo abstrato.

Pareço descontraído
Com esse cigarro na mão esquerda.
Até parece que apenas vivo
E que não tenho grandes propósitos na vida.

Minha franqueza e realismo
Não me permite a arrogância e a falsa modéstia
De dizer que não quero ser grande coisa...
Davi enfrentou Golias com a pretensão de vencer,
Quero vencer meu Golias sem grande esforço...
E com muita elegância.

O que você não sabe, é quem sou depois desse cigarro,
Quem sou em outros momentos,
Esse cigarro preso entre meus dedos da mão esquerda
E esses goles diz muito mais que você vê e sabe.

Não lembro mais quem fui antes desse vício...
Nesse momento é que “jogo a toalha” , “abro as pernas”
“Entrego os pontos” e sou um poeta
Ou esse fracasso disfarçando e encenando descontração...,
Um viciado compensando com o prazer do vício
As frustrações e os fracassos na vida...
Ou você está pensando que enceno ser
O grande poeta bêbedo, e vagabundo na porta dos puteiros,
Ou você pensa que imito Charles Bukowski.
Cadê meu prêmio Nobel!

Se me perguntassem: 
_ O que você quer com esse Imparcialismo,
E essa leitura de si e de seu tempo.
Eu direi sem falsa modéstia e com toda a franqueza
_Derrubar o modernismo...
Se é que ainda resta ruína para ser derrubada.

Se eu imitasse alguma coisa seria a elegância dos gatos...
Como são elegantes! 
Mesmo quando de pernas para o ar...

Albano Morais

J.Nunez

2 comentários:

André Foltran disse...

Uma pena, não é hoje que o seu Imparcialismo derruba o Modernismo... pelo contrário, não vejo nada aqui que os modernistas já não vêm fazendo desde o início do século passado. Uma boa leitura da obra de Drummond poderá confirmar tudo isso. E não foi ele mesmo quem certa vez disse: "E como ficou chato ser moderno. Agora serei eterno." O maior modernista brasileiro, perdão, o maior poeta brasileiro de todos os tempos já sabia que de nada importam essas correntes. Por que as correntes mudam, nós mudamos. Mas as palavras, meu caro, as palavras ficam - littera scripta manet.

JOSÉ NUNES PEREIRA disse...

Minha afronta ao modernismo é apenas falta do que fazer...Não se preocupe!

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