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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Poesia de Submundo


Indiferença

Sorrisos desdentados que é fachada da alma,
Nas ruas e na vida, somos imperceptíveis,
Porque somos da cor da parede do fundo.
 No coração esse estado de alma,
 A vida lá fora passa indiferente ao que penso e sinto,
Os bombeiros estão lá fora para salvar o mundo,
Os missionários de Cristos berram _Arrependei-vos...
Os vagabundos respondem:
_ Cala a boca, me deixa seu dormir seu filho da puta.
Os ratos saem dos labirintos,
Como se atendessem ao chamado do Senhor dos Infernos.
Os turistas sexuais e pedófilos entram nas ruelas do Bairro,
 Pagam marmitas, fazem sexo nas esquinas com meninos e meninas.

Um meteoro descomunal,
Dois Sóis num céu de novembro,  
Um planeta gigantesco
Em rota de colisão com a terra,
Indiferentes ao cotidiano das putas e dos travestis da esquina
Da Avenida Brasil com a Portugal,
Indiferentes com as preocupações  
Dos grandes homens de negócios do outro lado da cidade;
Dois Sóis incendeiam a vida,
Indiferente a rua dos viciados, aos amigos, aos velhos pederastas,
As putas, aos travesti, as garotas ricas e aos bêbedos libertinos.
Olho tudo indiferente aos que são os outros....


Abdias de Carvalho
J.Nunez




Abdias de Carvalho poeta da estagnação, da poeira assentada, da falta de perspectiva, da baixeza moral, da atrofia, da revolta calada, do silêncio dos excluídos, da ruminação furiosa e secreta, da repugnação, da repetição angustiante, da falta de oportunidades, da linguagem repugnante, esse poeta representa o abandono, o deixar se onde está. Neste poeta não há incertezas, e sim eterna imobilidade.

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