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Mostrando postagens de Novembro 11, 2012

Amor na sociedade imediatista

Amor Contemporâneo
Romances, músicas e poesias antigas Dizem dos sintomas de quando chega o amor. Os Imparcialistas falam de amor clássico, Os poetas  falam de mãos trêmulas, suar frio, Lágrimas em noites de chuva, Palavras enroscadas na garganta, Toques de olhar e olhar desviado, Medo do amor, sentimento eterno, Respiração ofegante, Emoção de estar perto, Sofrimento por estar distante, Amor alimentado de suspiros E emoções a flor da pele... Alma gêmea, Juras de amor,  Frio na barriga. Também foi assim Que mamãe descreveu o amor.
Para mim e as meninas de meu tempo O amor não chega assim! Não curti os sentimentos Não matura o coração, Não deixa a alma saborear o amor... Não respeita o meu tempo interior. O que chamamos amor Chega como um estupro...   Ele me pegou na mesma noite Que me olhou pela primeira vez... Não sei o seu nome, Foi um momento feito para esquecer, O que ficou é vazio de quem não encontra sua alma.
José Nunes Pereira J.Nunez



Pesquisa sobre literatura contemporânea

Imagem

A métrica imparcialista representa a busca do homem contemporâneo pela justiça, a estrutura e o equilíbrio.

Medidas sócioeducativas
Medidas “sócioeducativas” para garotos... Ganhar um salário mínimo Pelo seu trabalho braçal.
O dinheiro corrompe: a moral e o bem não são suficientes...  
Sim, Trafico é “risco de morte” Droga dá muito mais, Dois mil numa semana.
Octávio Guerra J.Nunez
Métrica Imparcialista

Eu sou o poeta Imparcialista Jonas Corrêa Martins

O homem da capa abstrata

Não estou disponível, A minha voz é para poucos, Com a irmandade tenho pacto de silêncio e sangue. Sou esse mistério que a cidade alimenta, Sou esse segredo indecifrável, Sou esse medo e essa admiração entre as crianças, Sou esse olhar de estranhamente nas pessoas, Sou esse receio entre os parentes, Entre eles esse misto de vergonha e orgulho..., Sou esse silêncio que não incomoda, Mas que alimenta e excita quem ronda meus quintais, Sou aquele que quando passa portas e janelas se fecham E sou espiado por elas entre abertas e pelas fendas nas paredes, Sou a fonte de mistério que nunca seca... Não tenho voz e nem palavras para esses curiosos, Esses vulgares e tagarelas que rondam feitos ratos O mistério em minha capa abstrata.
Eu sou o poeta Imparcialista, 
Aquele que ninguém viu,  e nunca verá!
Jonas Corrêa Martins J.Nunez

Valores na sociedade contemporânea.

Valores

A sociedade que rompeu todas as fronteiras
Em nome da ilusão de liberdade,
Que de tão livre, resultou na opressão da liberdade.

Contudo essa é uma sociedade capitalista narcisista,
Reconhece os limites e as consequências de comer, beber e fumar
Que resulta no engordar, no acidentes de trânsito e nas doenças do cigarro...
Esses não são limites e patrões favoráveis ao lucro!

Ainda temos valores intocáveis: importados, produtos
E marcas que são os deuses contemporâneos...
Tenho um ódio quando dizem que perdemos todos os valores!
Meu valor está no relógio de ouro que não tenho,
Nunca tivemos tantos valores emprestados a aparência humana.

Salomão Alcantra
J.Nunez

Possibilismo e poesia imparcialista

Convencional
Ela foi para a grande cidade Para ser modelo profissional, Acabou prostituta. No auge foi atriz pornô.
Eu também Vim para a grande cidade Para ser poeta, músico ou escritor; Acabei bêbado e porteiro de motel. No auge fui pai de família Que sustentava os filhos da amante... 
Abílio Santana J.Nunez

Fim do modernismo...

Estopim do modernismo
Estopim na arte, na sociedade, na família, na economia mundial, na educação brasileira, na segurança pública, na exploração capitalista, na degeneração sexual, nos recursos naturais, na corrupção.. ficou insustentável... é o momento de buscarmos outro caminho.
Octávio Guerra J.Nunez

Sociedade da inversão total das coisas...

Inversão total das coisas
A garota foi violentada, o advogado sofista Afirmou que a moça era culpada. A defesa rebateu: _Culpada por ser estuprada! _Sim, é muito gostosa para ficar dando sopa por ai...
O advogado de defesa avacalhou: _ A corrupção também se justifica com o dinheiro dando sopa? Essa é a sociedade sofista Que desvirtua tudo quando convém.
Salomão Alcantra J.Nunez

A Sociedade Sofista

Alguma Alegria
Sofismo na arte para sociedade sofista Que nivela todas as coisas e destrói o sublime... É o fim da modernidade devorada por si mesma.
A opressão da liberdade pede até mesmo aos inocentes Alguma alegria de devasso, em alguma forma de vicio, No desregramento, no desvio e na iniquidade.
Quase toda alegria é dignificada quando se distorce A palavra amor, quando o sofisma desvirtua todos os valores, Tradições, conceitos e conhecimentos.
A alma e a vida pedem aos homens O retorno do eterno arcadismo: Grandes alegrias naturais, e nas pequenas coisas...
Minha natureza analítica não me permite Sofismo com seus vícios, encaro meus monstros de estimação, Que quando afrontados se revoltam; Semelhante a um cão que de tão bem tratado toma a casa.
 Os poetas Imparcialistas desejam equilíbrio Sobre a corda frouxa estendida sobre o abismo.
Murilo Santiago J.Nunez