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Mostrando postagens de Setembro 23, 2012

Poesia Imparcialista

Calmaria
O relógio na parede marca isso que não existe, Mas que insiste em passar pelo meu rosto, Como o vento frio da madrugada Entrando pela janela escancarada para a lua cheia. Centro velho da cidade, luzes fracas na neblina, Ruas largas calçadas de pedra. O jornal deixado nesta manhã à porta da pensão, Diz como anda a cidade e de um crime passional Ocorrido na Ponte Baixa. O que eu quero mesmo é saber Por onde anda meus amigos do peito, A hipocrisia e os cabarés. Enquanto você não chega Tomo um café preparado de manhã. Indiferente, ligo a TV, um sujeito qualquer Vende a salvação. Não espero nada, A não ser que você volte a ser Tereza! Musa dos poetas e filósofos de bares. Deusa dos vagabundos da noite. Enquanto você não chega, A melodia de um violão triste e ao longe, Vem rasgando o meu peito. Enquanto você não chega, Vem lá de fora ou do quarto aqui ao lado, O uivar de uma loba, que me põe em desespero, Aumentei o som da TV para encobrir o escândalo. Acendi a luz da escadari…

Poesia Imparcialista: franqueza consigo mesmo...

Flores para enfeitar a casa
Flor colhida ainda em botão Colocada em vasos de louça fria; Ornamentei a casa, Definhei com seu olho ruim sobre meu corpo, Murchei e fui jogada pela janela,  E ficou o vaso para outra flor em botão Que ornamentará seu funeral feito viúva negra. Contudo, o que posso dizer É que houve poucas lágrimas sinceras E o silêncio se estendeu como palavras não ditas...
Para o seu desfrute, fui sim,  flor em botão, No entanto nem tão inocente com você  julgava. Fiquei em sua vida, infeliz,   Fingindo amor e encenando tesão,   Entre tantas circunstâncias que aprendi a ignorar Esta as suas traições que eram para mim um alivio De suas investidas grosseiras e libertinas, Eu estava acolhido em asas, feito uma miserável Agradecida pelo conforto e a segurança de sua casa, Enquanto escondia de mim mesma A passividade e a covardia para enfrentar minhas verdades...
Quando eu,  flor que não ornamentava mais nada Fui substituída por uma flor em botão Só me restou relevar min…

Classe C

A Classe C
A classe C É a classe que mais deve.  É claro! A classe C é uma invenção dos cartões de créditos, Dos prazos absurdos para pagamento, Da ilusão de progresso, causado pelo o acesso aos eletrônicos E os bens e serviços adiados para pagar... Mesmo sem ter com que cobrir a dívida adquirida.
Octávio Guerra J.Nunez

Vendem-se virgens: A sociedade do consumo, Do prazer e do entretenimento sexual Chegou ao seu ápice!

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A brasileira Catarina Migliorini, 20, está leiloando sua virgindade, por intermédio de uma produtora australiana. A "experiência" faz parte do documentário "Virgins Wanted", que conta a história de dois jovens antes e depois da primeira vez.

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1159380-minha-historia-catarinense-de-20-anos-leiloa-virgindade-pela-internet.shtml




Vendem-se virgens
A sociedade do consumo, Do prazer e do entretenimento sexual Chegou ao seu ápice!
Vendemos até uma suposta virgem E sua suposta virgindade... Tudo com muita dignidade!
Somos a sociedade Que aprendeu a dignificar tudo! Cometemos todas as atrocidades com a fineza Inventada pela sociedade de todas as deformações...
Um amigo e poeta Imparcialista disse: (muito antes dessa venda de virgindade) Somos todos iguais
E tudo está à venda
Inclusive seu sexo.
Salomão Alcantra J.Nunez