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MOVIMENTO IMPARCIALISTA

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sábado, 29 de setembro de 2012

Poesia Imparcialista


Calmaria

O relógio na parede marca isso que não existe,
Mas que insiste em passar pelo meu rosto,
Como o vento frio da madrugada
Entrando pela janela escancarada para a lua cheia.
Centro velho da cidade, luzes fracas na neblina,
Ruas largas calçadas de pedra.
O jornal deixado nesta manhã à porta da pensão,
Diz como anda a cidade e de um crime passional
Ocorrido na Ponte Baixa.
O que eu quero mesmo é saber
Por onde anda meus amigos do peito,
A hipocrisia e os cabarés.
Enquanto você não chega
Tomo um café preparado de manhã.
Indiferente, ligo a TV, um sujeito qualquer
Vende a salvação.
Não espero nada,
A não ser que você volte a ser Tereza!
Musa dos poetas e filósofos de bares.
Deusa dos vagabundos da noite.
Enquanto você não chega,
A melodia de um violão triste e ao longe,
Vem rasgando o meu peito.
Enquanto você não chega,
Vem lá de fora ou do quarto aqui ao lado,
O uivar de uma loba, que me põe em desespero,
Aumentei o som da TV para encobrir o escândalo.
Acendi a luz da escadaria sem corre-mão,
Para que você não tropece na calmaria da noite.

Hermínio Vasconcelos
J.Nunez

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Poesia Imparcialista: franqueza consigo mesmo...


Flores para enfeitar a casa

Flor colhida ainda em botão
Colocada em vasos de louça fria;
Ornamentei a casa,
Definhei com seu olho ruim sobre meu corpo,
Murchei e fui jogada pela janela,
 E ficou o vaso para outra flor em botão
Que ornamentará seu funeral feito viúva negra.
Contudo, o que posso dizer
É que houve poucas lágrimas sinceras
E o silêncio se estendeu como palavras não ditas...

Para o seu desfrute, fui sim,  flor em botão,
No entanto nem tão inocente com você  julgava.
Fiquei em sua vida, infeliz,  
Fingindo amor e encenando tesão,  
Entre tantas circunstâncias que aprendi a ignorar
Esta as suas traições que eram para mim um alivio
De suas investidas grosseiras e libertinas,
Eu estava acolhido em asas, feito uma miserável
Agradecida pelo conforto e a segurança de sua casa,
Enquanto escondia de mim mesma
A passividade e a covardia para enfrentar minhas verdades...

Quando eu,  flor que não ornamentava mais nada
Fui substituída por uma flor em botão
Só me restou relevar minha verdadeira face
E arrancar de você tudo que me é de direito ou não.
Sendo eu, um pouco sincera comigo,
Tenho isso como um pagamento pelo meu corpo
Que foi para você apenas objeto de abuso e desfrute libidinoso.

Darci Costa
J.Nunez

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Classe C


A Classe C

A classe C
É a classe que mais deve.  É claro!
A classe C é uma invenção dos cartões de créditos,
Dos prazos absurdos para pagamento,
Da ilusão de progresso, causado pelo o acesso aos eletrônicos
E os bens e serviços adiados para pagar...
Mesmo sem ter com que cobrir a dívida adquirida.

Octávio Guerra
J.Nunez

Vendem-se virgens: A sociedade do consumo, Do prazer e do entretenimento sexual Chegou ao seu ápice!




A brasileira Catarina Migliorini, 20, está leiloando sua virgindade, por intermédio de uma produtora australiana. A "experiência" faz parte do documentário "Virgins Wanted", que conta a história de dois jovens antes e depois da primeira vez.






Vendem-se virgens

A sociedade do consumo,
Do prazer e do entretenimento sexual
Chegou ao seu ápice!

Vendemos até uma suposta virgem
E sua suposta virgindade...
Tudo com muita dignidade!

Somos a sociedade
Que aprendeu a dignificar tudo!
Cometemos todas as atrocidades com a fineza
Inventada pela sociedade de todas as deformações...

Um amigo e poeta Imparcialista disse:
(muito antes dessa venda de virgindade)
Somos todos iguais
E tudo está à venda
Inclusive seu sexo.

Salomão Alcantra
J.Nunez

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