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quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Poeta da marginalidade da poesia Imparcialista


Abdias de Carvalho poeta da estagnação, da poeira assentada, da falta de perspectiva, da baixeza moral, da atrofia, da revolta calada, do silêncio dos excluídos, da ruminação furiosa e secreta, da repugnação, da repetição angustiante, da falta de oportunidades e da linguagem repugnante; esse poeta representa o abandono, o deixar se onde está. Neste poeta não há incertezas, e sim eterna imobilidade.   

Rua dos Comércios

A vidraça embaçada mal revela
Que existe vida lá fora.
Nada demais se vê através da janela,
Nada de estranho no céu...
A noite calou nas portas de homens de família.

Os gatunos aproveitam a ocasião,
As prostitutas estão começando a chegar
Na antiga rua dos comércios;
Os travestis estão no outro quarteirão,
Os drogados entraram no prédio da frente,
Na casa do Camaleão, o dono do pedaço.

Entre as prostitutas, uma adolescente,
A polícia não viu,
A vítima não se importa,
O pastor veio para salvar almas e “caiu no pecado”.

Os enlouquecidos correm pela rua atrás de miragens
E os viciados bebem na fonte da alucinação...
As últimas portas foram serradas
E os clientes das meninas, travestis  
E dos traficantes, estão começando a chegar.
O sono está começando a chegar nos meus olhos.

Abdias  de Carvalho
J.Nunez

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