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MOVIMENTO IMPARCIALISTA

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IMPARCIALISMO

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Poesia Imparcialista do poeta Imparcialista Hermínio Vasconcelos


Aos companheiros de petulâncias

Sozinho, a meia luz,
Ao som de um Blues de John Lee Hoock
Me sinto um mulato norte americano,
Na vida real ou em um filme hollywoodiano.

Sem roteiro como é a vida,
Espero Carmem, que nunca foi à garota dos meus sonhos.
Pensando como mamãe me ensinou;
Carmem é muito estranha!
Não pede, não exige e parece não esperar por nada...
Se Carmem não fosse libertina, por tamanho desapego,
Certamente poderia ser freira.

Ligo a TV enquanto espero a mulher
Que não é o sonho de minha mãe,
Nem meu, talvez não seja o sonho de ninguém.
Carmem não veio, talvez ela tenha esquecido onde eu não vivo mais.

Desligo a TV enquanto a presidenta da república fala a nação,
Desculpe Excelentíssima, mas a noite me chama.
Já dentro do carro, no meu ouvido a batida de Rap
Faz a trilha sonora dessa paisagem de caos urbano dessa grande cidade...
Se eu pudesse arruma essa cidade imensa...,
Como um executivo arruma sobre a escrivaninha:
Agendas, anotações e a foto com o filho, o cachorro importado e a esposa;
Arrumaria tudo só para entende o quebra cabeça que é essa cidade,
Depois eu embaralharia tudo novamente para ficar como antes...

Prefiro essa paisagem caótica porque sempre me parece nova,
Porque é o retrato do mundo contemporâneo,
Da sociedade e do individuo desajustado...
Caminho ao encontro de meus companheiros de petulâncias;
 Essa noite os poetas Imparcialistas saciaram seus vícios no Goela da Ema.

Hermínio Vasconcelos
J.Nunez

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