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sábado, 29 de setembro de 2012

Poesia Imparcialista


Calmaria

O relógio na parede marca isso que não existe,
Mas que insiste em passar pelo meu rosto,
Como o vento frio da madrugada
Entrando pela janela escancarada para a lua cheia.
Centro velho da cidade, luzes fracas na neblina,
Ruas largas calçadas de pedra.
O jornal deixado nesta manhã à porta da pensão,
Diz como anda a cidade e de um crime passional
Ocorrido na Ponte Baixa.
O que eu quero mesmo é saber
Por onde anda meus amigos do peito,
A hipocrisia e os cabarés.
Enquanto você não chega
Tomo um café preparado de manhã.
Indiferente, ligo a TV, um sujeito qualquer
Vende a salvação.
Não espero nada,
A não ser que você volte a ser Tereza!
Musa dos poetas e filósofos de bares.
Deusa dos vagabundos da noite.
Enquanto você não chega,
A melodia de um violão triste e ao longe,
Vem rasgando o meu peito.
Enquanto você não chega,
Vem lá de fora ou do quarto aqui ao lado,
O uivar de uma loba, que me põe em desespero,
Aumentei o som da TV para encobrir o escândalo.
Acendi a luz da escadaria sem corre-mão,
Para que você não tropece na calmaria da noite.

Hermínio Vasconcelos
J.Nunez

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