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sexta-feira, 10 de agosto de 2012

José Nunes Pereira poeta do amor clássico Imparcialista













Sublimação

Nuvens cor de sol anunciam a chegada das manhãs
Nessa paisagem de paraíso
A neblina ainda paira sobre as águas e a pastagem
Feito um fantasma que assombra minhas noites de solidão
Eu a amo e vivo amores mundanos ao alcance de minha mão,
Eu a amo como um cão fiel ama seu dono,
Eu a amo sem esperar nada por isso,
Eu a amo sem pretensões e sonhos,
Eu a sirvo com o silêncio de um mordomo discreto,
Eu a amo sem desejos e sem erotismo,
Eu amo com a abstinência de um padre,
Eu a amo como quem dá a vida por uma causa,
Eu a amo como se ama tudo que está nos altares,
Eu a amo como quem não é digno de levantar o seu véu,
Eu a amo como quem não ergue o olhar diante de sua figura sublime,
Eu amo com um amor de entrega da própria vida,
Eu a amo com toda a sublimação na alma e no coração,
Eu a amo sem medidas humanas e sem razões humanas,
Eu a amo sem pecado e sem desejos,
Eu a amo como se ama o que é intocável por ser puro e sagrado,
Eu amo e desejo a ela toda a felicidade sem mim,
Eu amo como quem está pronto para morrer,
Eu amo como uma brisa que não se prende, por isso, não a desejo comigo,
Eu a amo como quem tem sempre a ânsia de mais vida quando a morte chega,
Eu a amo com uma angústia serena de amar sem medida,
Eu a amo sem razão para isso, amo como quem ama e se basta por amar,
Eu a quero como quero os pássaros, os rios e as árvores que é de todos,
Eu amo com um coração sincero de menino,
Eu a amo como um soldado pronto a morrer por sua rainha,
Eu a amo como uma mãe ama sua cria,
Eu a amo sem os labirintos de sentimentos confusos, simplesmente a amo,
Eu a amo e tenho apenas duas certezas: a morte e o amor,
Eu a amo sem as dores do amor, porque a amo sem cobiça,
Eu a amo como uma viúva que não encontrou um novo amor,
Eu a amo e estou a seu dispor como um serviçal,
Eu a amo como um pai que se anula para viver por seus filhos,
Eu a amo como um irmão sempre pronto a se reconhecer no outro,
Eu amo sem lágrimas de tristezas e sem rompante de alegria e de amor,
Eu a amo com a serenidade e o equilíbrio de um velho monge,
Eu a amo sem pudores e sem libido,
Eu a amo e encho meus olhos de alegria de contemplação,
Eu a amo e a entrego ao escolhido, e rodo a casa como um cão fiel,
Eu a amo como quem sabe que não é digno do seu amor
Faça-a feliz, porque eu a amo e estou pronto para servi-la.

José Nunes Pereira
J.Nunez

POETA DO AMOR CLÁSSICO.

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