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MOVIMENTO IMPARCIALISTA

MOVIMENTO IMPARCIALISTA
IMPARCIALISMO

sábado, 3 de dezembro de 2011

Educação Brasileiro...e futebol brasileiro.

 
O POVO BRASILEIRO

Esse é o povo do patriotismo tolo,
Esse é o povo de mentalidade colonial,
Esse é o povo que o governo sustenta
Com assistencialismo, esse é o povo ideal
Para um país de corrupção histórica.
Um povo onde o maior, ou o único sonho do garoto
É ser jogador de futebol! Não se pode esperar muito...
Esse é o país da educação cheia de sentimentalismo que esconde hipocrisia,  
Que coloca NA MESMA SALA DE AULAS
Alunos sem condição psicológica, motora,
Intelectual e outras incapacidades que se possa imaginar,
Com alunos que podem realizar muito mais se não fossem  impedidos
De serem inteligentes e audaciosos; tudo em nome do amor hipócrita,
Do sentimentalismo de alguns e do interesse financeiro de muito.
DEPOSITAR alunos das  mais variadas condições humanas
Em uma mesma sala de aula,  para assim,  sobre a bandeira do amor e da inclusão
Economizar na educação e emburrecer o povo.
A escola deveria ser competitiva!
Não podemos nivelar seres humanos...Nos país desenvolvidos
Se descobre talentos..aqui matamos talentos no ninho
E O NINHO não poderia ser outro! À escola pública!  
Que é uma continuação da senzala...
O governo investe! Sim até que investe!
Mesmo que o governo investisse absurdamente na educação,
Ainda assim estaríamos atrasados...
Esse é o povo que ainda não assumiu
Sua própria condição de uma nação livre!
Nosso patriotismo é idiota!  Patriotismo futebolístico!
Nossa mentalidade é colonial!
Estamos aqui no Brasil passando tempo!
Porém não temos outro país!
Precisamos assumir nossa brasilidade!
Tirar esse olhar da terra dos outros! África, Europa, Estados Unidos...
Somos um povo!

 J.Nunez

Videos campeonato de gaymada, a queimada gay



Estereótipos

Esse é um tempo em que a sociedade é confusa,
Vivemos entre sermos estereótipos,
Motivos de risadas e deboches
E direitos de cidadão gay...
A sociedade aceita a condição de ser piada,
Qualquer grupo estereotipado,
Esse é o nosso alivio da opressão da vida...

J.Nunez

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Artista de Nova York, Miru Kim deita ao lado de dois porcos



Artista de Nova York, Miru Kim deita ao lado de dois porcos em recinto de vidro na instalação chamada "Eu gosto de porcos e porcos gostam de mim (104 horas)". A performance ao vido é parte da feira de arte contemporânea Art Basel, que acontece em Miami, na Flórida, Estados Unidos, até o dia 4 de dezembro


DIZEM QUE É ARTE!

Quem falar que isso não é arte é um burro,
Ignorante, estúpido, atrasado, preconceituoso e outros adjetivos...
Eu como sou isso tudo, fala que isso é a destruição da arte.
A explicação para isso,
É mais arte que a moça junto com porcos...
Podemos dizer que se isso não é arte
É ao menos a leitura inconsciente
De nosso tempo de degenerações  sexuais,
E nivelamentos de todos os tipos...
Como essa moça nivelada a porcos...
O que chamamos de arte contemporânea
 É uma representação inconsciente da sociedade deformada
Da destruição da natureza, dos valores e do homem...

J.Nunez

Esoterismo e Espiritualidade na poesia Imparcialista

A palavra proibida

Outras palavras são aquelas não ditas,
São aquelas caladas de propósito,
São aquelas que são cartas na manga,
 São aquelas palavras omitidas,
São aquelas palavras disfarçadas,
 São aquelas palavras que esconde nossas verdades
E as nossas mentiras,
São aquelas palavras que são peças do jogo,
São aquelas palavras que estende o significado
De ser gente, de amar, desejar, sentir e sofrer...

São aquelas palavras apenas pensadas,
São aquelas palavras inconvenientes,
São aquelas palavras deixadas ali onde são manifestadas...
São aquelas palavras que completa o que pensamos e sentimos,
São aquelas palavras que poderiam ferir,
São aquelas palavras que poderiam libertar,
São aquelas palavras que poderiam oprimir,
São palavras que escondem segredos, ocultam outros e relevam tudo...

São aquelas palavras que poderiam dizer a verdade
 Ou revelar as mentiras...Eu tenho essa palavra e não direi...
 A coisa proibida, a palavra proibida,
 Essas outras palavras que não são ditas, é que me interessa.
 Esse ser humano não revelado é que me interessa...

Murílio Santiago

J.Nunez

O guardião do fogo sagrado

Naveguei nas correntes astrais
Transpassei coisas sólidas
Ignorando tempo e espaço,
Desprezando os desertos da alma
Procuro o mestre Sarápi Bei
Conjurei homens de túnicas,
Perguntei ao povo onde
Está senhor do fogo...
Até que encontrei um menino
Que acreditei ser o grande disciplinador.
Ele disse: _Eu também te procurava.

Jonas Corrêa Martins
 J.Nunez


Espiral

O cão não respeita a lei de gravidade
O cão sem asas flutua em meu encalço.
Sou plumas e sangue que escorre metafísico
Pelas veias da terra.
Sou pedra e plumas
Que o cão morde o calcanhar.
Flutuo em um sonho lúcido,
Retorno consciente com tudo na memória.
Deixa que a vida se estenda
Até o pé da morte
Que é o inicio de uma nova espiral,
Ou a extensão de uma linha reta
Que é a eternidade.

Jonas Corrêa Martins
J.Nunez

Três dimensões
Existir é ter imagem
Ou causar sensações feito o vento.
Me vejo
Sem que minha imagem
Cai sobre as águas,
Sem que meu rosto mergulhe
Abstrato no espelho,
Sem que seus olhos brilhem,
Sem que me deixe refletido,
Nas vitrines desta grande cidade.
Me vejo
Sem que tenha forma,
Caminho sem passos,
Sem rastro, sem chão...
Vôo sem asas,
Cavalgo no ar.
Salto sem pulos
Caio sem chão.
Me vejo em três dimensões,
De dentro para fora,
De fora para dentro.
Me ouço sem voz,
Me calo, me escuto.
Me escondo sobre minha sombra,
Me Revelo sobre minha luz.
Ouço minha voz e assombro...

Jonas Correa Martins
J.Nunez


O TEMPLO DA MORTE

Na cidade espectral, procuro por um templo,
A senhora com uma delicadeza de avô e mãe,
Indicou-me o templo da morte,
Indicou-me um velho sacerdote
Sujo de alma e corpo...,
O sacerdote me indicou uma casa,
Da qual eu me lembrava...
Quem me atendeu nesta casa,
Foi um jovem que não quis dizer onde estava o templo,
Por mais que eu apelasse...
Abandonei a casa quando avistei algumas jovens,
Contra as quais pensei que podia usar
Alguns artifícios e apelações,
Sem esforço, sem resistência alguma,
Elas me indicaram o caminho
Para o templo da morte.
O caminho embrenhou-se em um bosque
Com ares dantesco, o caminho embocou,
Numa extensa valeta de mais o menos
Três palmos e meio, ou seja,
A metade de uma cova...
A valeta provavelmente levava ao templo da morte.
Caminhei por ela,
Até que senti minhas pernas travarem,
Apesar da valeta ainda possuir a mesma largura.
Pensei em desistir de chegar ao templo da morte,
Mas olhei acima da valeta, havia um caminho,
Foi por onde cheguei ao templo da morte.
De um lado da estrada estava o salão dos decapitados,
Do outro lado da estrada
O salão dos objetos de finalidade erótica
E as insinuações libidinosas dos manequins,
Que à primeira vista pensei que fossem humanos.
Não era essa minha idéia de templo da morte.
Caminhei decepcionado pela estrada,
Encontrei pessoas a caminho do templo,
Passei em alertá-las de que não havia ali
O tal templo da morte que elas procuravam,
Mas logo pensei, que talvez o que aquela gente procurava,
Fosse exatamente o que encontrei ali.
Já distante, li a linguagem dos símbolos
Que ficaram em minha mente, e compreendi....

Jonas Correa Martins

J.Nunez

Forja de Provação

Se o amanhã pertence a Deus,
hoje quero viver segundo a sua lei,
e sob luz dos mandamentos seus,
sou perseverante, e nada temerei.

Por caminhos de pedras andarei,
poderá até me faltar a sua luz,
porém, jamais deixarei
de caminhar rumo a sua cruz.

Ando pelo deserto da alma
Sou forjado no fogo da provação
Perdi a paz, perdi a calma.

Senhor, estendestes-me a sua mão,
colocaste-me outra vez de pé,
estou forte, e novamente tenho fé.

Francisco Medeiros
J.Nunez
13 out 05

Falo

Sobre o altar da igreja,
Sobre o caule fálico,
Um botão de Amarílis,
Flor dos bons sonhos.

Ela é esse botão na ponta do caule,
Ela é imagem de adoração.
Ela escorre sobre meu corpo,
Deixando a cor e o perfume de camomila
De seus cabelos macios,
Coisa que inebria pelo sentido do cheiro.

Ela desabrocha na ponta do caule,
Ela deixa o pólen ao vento
E o perfume Ma Chérie Jeans,
Lembrança suave do seu cheiro.
O amor não morre nem adormece,
Nem morre o caule, nem morre a flor,
Tudo contínua em forma de rizoma,
Outra vez o caule fálico e a flor de Amarílis.

Josias Maciel

J.Nunez

Fertilidade

Diz à lenda que as estrelas
Foram feitas da ejaculação de um deus,
Mas os deus não ejaculam,
Gozam de eternidade e não ejaculam.
Os deuses se consomem em si
Feito o dragão que come a própria calda.
Um deus é abismos com fome
De profundezas e eternidade.
Um deus é fogo que se consome.
Se eu fosse um deles
Existiria tanto...que agonizaria te existir.
Os deuses não ejaculam, Estão tudo se cria
Porque tudo mais ejacula
E navega no vento, vai nas asas de um morcego
Ou de um passarinho
E viajam no tempo e no espaço
Sem conceito de pecado capital,
Fornicação e adultério.

Josias Maciel
J.Nunez

Ritual e Magia  

A Potência de amar
Está em meu corpo e em minha alma,
Que realiza todos os dias um ritual diferente
Para te amar outra vez como se fosse à última
A única e primeira vez.

A potência de amar é acumulada
Nessa fome que não sacio ao te amar,
Te amo mais a medida que te amo...
Te quero mais a medida que de quero.

Teu corpo é a personificação do meu desejo,
Teu corpo é a síntese do que é amar.
Teu corpo adormece e me acalma
E meu desejo ganha essa serenidade esses tom e essa luz
Do abajur que ilumina seu corpo
Quase que deixado sobre o meu.

Josias Maciel
J.Nunez

A Espada de um Anjo

Suas roupas foram caindo no chão do quarto
Feito pétalas de rosa branca desnuda.
Seu corpo nu é ainda mais perfumado.
Sem pétalas ficou a mostra sua pele de cor rosada
E sua pelugem de pêssego maduro
De relva ou saliva de língua áspera
Ficou umedecida sua pele macia de maça
Nunca antes mordida .
Brincando de bem-me-quer com seu corpo
Arranquei sua uma pétala ,
Rompi seu único véu ou membrana
Ela desfaleceu feito um passarinho abatido,
Gemeu e sentiu o espasmo de morte
Ou de Santa Tereza transpassada pela espada de um anjo erótico,
Agora me olha agradecida, e como se eu fosse o Senhor
A vida e da morte, ela me pede um filho.

Josias Maciel
J.Nunez

Essa Casa Acolhe Anjos

Não esqueçais a hospitalidade; alguns as praticaram, tendo a sorte de,
sem o saberem acolher anjos.   (Hebreus 13 v 1)

Na casa em que os móveis
Cheiram perfume de lavanda,
O ar é perfumado de incenso de cânfora,
Entoam um mantra que invoca a pureza
E a música clássica ecoa,
Essa casa, acolhe anjos.

Na casa em que os raios de sol
Matutino invade, se ouve
Os sussurros de amor, dois corpos
Se enroscam em um arrebatamento carnal,
Num êxtase de alma,
Essa casa, acolhe anjos.

Nas casas em que corre a energia telúrica
E a hospitalidade e o amor são praticados,
Essa casa, acolhe anjos.

Na casa em que une a potência do homem
E a entrega da esposa, essa casa, acolhe anjos.
Na casa em que os elementais brincam no jardim,

Um deus fálico e uma deusa de seios fartos
São idolatrados e a palavra é o verbo sagrado,
Essa casa, acolhe anjos.
Na casa em que em que impera silêncio
Sobre as coisas, o pó não assentar
E os sorrisos e as palavras são sinceras,
Essa casa, acolhe anjos.

Nas casas em que se adora o Cristo,
Compreendem a sabedoria de Buda,
Os conhecimentos de Maomé,
O Pentagrama protege as entradas
E São Francisco está nas imagens e nas orações,
Essa casa, acolhe anjos.

Jonas Corrêa Martins
J.Nunez


Pele de outono

Nossos corpos, nossa pele de outono
Seca feito folhas da estação,
Nossos corpos sem os odores sensuais do verão,
Sem a umidade de corpos suados,
Nossos corpos rígidos
E levemente áspero com pele de outono.

Te umedeço com beijos e saliva,
 Te umedeço feito rio em terra seca,
Te umedeço com língua áspera e úmida,
 Te enlouqueço com minha rigidez de todas as estações.

E você se entrega com a mesma paixão
E a mesma delicadeza que domina com submissão,
Com a delicadeza feminina
Que acalma em mim qualquer fúria...
 Com a doçura de um anjo...

Sobre a cama somos homem e mulher
Na essência de sermos corpos
Que se entregam com desejo e amor,
 E reconhecemos as leis que nos regem...

Josias Maciel
J.Nunez

Lua de maio

Sou influenciado
Pela lua dos lunáticos,
Lua dos apaixonados,
Lua de maré cheia,
Lua em sagitário,
Lua dos astrólogos,
Lua de maio,
Lua negra em peixes,
Lua dos crimes,
Lua dos sonhadores,
Lua de faces
Lua dos feitiços
Lua de Benzedeira,
Lua de Wesak,
Lua de simpatia,
Lua dos plantios,
Lua cheia em touro,
Lua que se perdeu dentro da superficialidade
E o materialismo dos homens modernos...

Jonas Corrêa Martins
J.Nunez


O Salvador de si mesmo

Não encontro razões e não tenho esperança
Que me faça abrir a boca e gritar socorro!...
Tenho o grito preso pela desesperança...
Tudo é um caso perdido... Nada valeu apena.
É preciso ter fé e ilusões para achar
Que alguma coisa tem a sua razão de ser...

Se existe uma razão, essa é a inconsciência.
Tenho um caminho para seguir
E outro para abandonar,
Tenho uma vida para seguir
E muitas outras para morrer...

Tenho muitas palavras para calar
E outras que ficarão
Para sempre impregnadas em meu ser...
Não vejo quem enxergue ou que saiba ler
Em meus lábios e nesse olhar melancólico
As dores do mundo e a morte do homem...

Eu tenho aquela tristeza que machuca
Porque é sem desespero e sem lágrima...
Se eu chorar você não compreenderá
Porque eu lamento....

O velho praguejador me disse:
_Salve a si mesmo, não perca seu tempo
Tentando salvar quem nem si quer sabe
Que precisa ser salvo...
Solte a mão enquanto há tempo...

Jonas Correa Martins
J.Nunez


Homicida

Matei um malfeitor
Antes que ele praticasse a maldade.
Matei a facadas, matei sem medo e sem remorso,
Sujei a terra com o sangue de um assassino,
Sujei minhas mãos de sangue...

Manchei minha alma de homicídio...
Lavei a cena do crime,
Limpei a arma do crime
As testemunhas me aconselharam: _ Foge do fragrante!

Não fugi, e a policia não veio,
Não veio talvez porque eu tenha matado a mim mesmo...
Não veio porque matei em sonho...
Agora ficou o medo da vida real...
O que sou é a estagnação de ser sem culpa
Porque sou sem a consciência de ser....

Abdias de Carvalho

J.Nunez


Tempos e dimensões

Tempos que passam paralelos
E às vezes se engolem e se vomitam.
Dimensões dentro de dimensões,
Tempos dentro de tempos...
E eternidade que engole tudo...

Eu corro pela estrada infinita e abstrata
E a velocidade me coloca dentro de outra dimensão...
Onde eu alço o vôo
Nas correntes cósmicas desse universo...
E procuro pelo mestre e pelo templo da sabedoria...
Retorno ao corpo na terceira dimensão que engole...
Caos engole caos e assim pensamos que estamos vivos...

Jonas Correa Martins
J.Nunez


Sétimo Pecado Capital

Meu corpo lento feito um boi,
Meu metabolismo preguiço
E meu corpo rechonchudo se move
Lentamente feito um gato velho e gordo.

Meu corpo é comandado por minha mente preguiçosa
Que se move o suficiente para se acomodar
E encontrar o prazer, o aconchego e o conforto.

Minha mente preguiçosa comanda meu ventre sempre empanzinado
Pela lentidão de meu estômago.
Minha mente preguiçosa é, contudo ansiosa
E me ocupa com tudo que não exige muito esforço
Mas que traga prazer e alimenta meus instintos,
Minha frouxidão e baixeza de caráter.

Minha mente preguiçosa não me deixa sacrificar o corpo físico,
Não me deixa por sacrifícios na alma,
Não me deixa por esforço nas atitudes, na moralidade e no pensamento,
Minha mente preguiçosa me faz arrastar pela vida feito uma lesma
Motivada pelos vícios pegajosos e pelos meus instintos mais vis.

A preguiça, meu sétimo pecado capital anda sempre acompanhada
Da luxuria que é essa eterna busca pelo prazer
E juntos eles fazem essa ansiedade e essa ira
Por ser impossível sem esforço atingir meus propósitos.
A preguiça me coloca,  me deixa na vida sem objetividade,
Me faz arrastar de um lado para o outro com o esforço
Motivado pela busca incessante do prazer do corpo
Que me faz adiar qualquer esforço consciente.
Hoje vou me colocar em penitencia
E mortificação do meu Eu da preguiça.

Murilo Santiago
J.Nunez


Almas solitárias

Eu deixo você e outras coisas,
Eu deixo o passado feito fumaça que dispersa no ar,
Eu deixo a vida, a vida que é a cada respirar,
Eu deixo tudo para amanhã ou para nunca mais,
Eu abandono o vício e os prazeres dos instintos,
Eu abandono tudo feito um eremita,
Feito uma freira que já amou e não consumou esse amor,
Eu amo sublimando tudo que eu amo,
Eu abandono tudo, esqueço tudo,
Eu posso fazer tudo por você,
Eu posso fazer tudo por mim...
Só não posso abandonar-me ao tempo,
Minha alma é um filho que pede minha dedicação a vida inteira,
Essa alma talvez seja diferente de sua alma;
Mas eu seu que há muitas almas por ai,
Almas que sentem saudade de si mesmas
E não podem ser deixadas ao relento...
Minha alma pede por mim nas trevas dos dias recorrentes.

Jonas Corrêa Martins

J.Nunez

O chamado Espiritual

Eu suportaria a solidão se não fosse a dois,
Se não houvesse o desencontro de alma,
O silêncio em minha voz,
Se não fosse entre essas paredes que me sufocam,
Se não fosse dentro dessas noites de torturas na alma,
Se não fosse na multidão que não me vê,
Na cidade que não adormece e me deixa só.
Ouso bater a porta de saída,
É o vento da chuva fina dos dias de varão.
Eu queria chorar até me sentir vazio de mim,
Mas desaprendi, depois de tanto tempo tentando a ser forte.
Eu suportaria a solidão se a cidade me acolhesse,
Se os amigos não fossem imaginários e os demônios tão reais,
Se eu não estivesse aqui sem alma,
Se eu não tivesse o medo de atravessar a fronteira
A caminho da solidão dos anacoretas.
Meu Deus!... porque me convidas para os teus silêncios,
Para tua montanha onde ruivas os lobos famintos,
Para seus precipícios que engolem universos,
Para teu oceano onde sou nada e desapareço,
Para a sua garganta, senhor das noites de angustia,
Que agora me tritura com seus dentes.
Porque me convidas a deixar as multidões,
Porque me deste esse coração inconformado...
Eu sei, eu sei, você estará comigo,
Quando eu abandonar tudo e caminhar rumo aos teus silêncios.
Tenho os pés atados aos prazeres e a alma clamando por ti,
Porque deste a mim alma que não pertence aos homens,
O olhar para além de tudo que é ilusão,
E a saudade de ti,
Como se nós nos conhecêssemos a milhões de anos.
Deus, meu Deus porque me chamas...
Porque suspiro tanto por ti...
Porque me arrastas para a grande tormenta na alma,
Senhor das minhas noites de penitencias
Porque não aprendi a viver com os homens
Na cidade que adormece paz,
Porque eu tenho que peregrinar pelas estradas cheias de ladrões,
Assassinos e todo tipo de malfeitores.
Porque tenho que caminhar
Rumo a mim mesmo por dias e noites infindáveis.
Porque não me deste a alma dos homens...
Porque estou tão distante de casa,
Porque eu quero tanto voltar para casa
Feito um cão que foi carregado para longe...
Senhor, tenho tanto medo da solidão das estradas,
Do perigo das montanhas, da correnteza das águas,
Dos desertos que cobertos de caveiras,
Do frio das noites, e da claridade dos dias
Que não me expõe aos perigos, dos atalhos e dos desvios
Que me faz perder o caminho que me leva para casa.
Senhor, eu tenho sede...

Jonas Correa Martins
J.Nunez


O VIGIANTE

Entrei em mim
Encontrei o vigilante
Que olha o mundo
A todo instante, indiferente.

Entrei em mim
Encontrei o vigilante
Que sabe a todo o momento
O que penso, desejo e sinto...
Por ver-me a todo instante

Disse-me - A morte é urgente!...
O vigiador de mim,
Conhece o motivo de toda dor
Sabe o que pode o amor
E porque sou sofredor...

Porque de mim não sou senhor
O coração é guarita
Para o eterno vigilante
Do corpo, coração e mente.

O vigilante sabe do mal e o mata
O vigilante sabe do bem e o acrescenta.

 Jonas Corrêa Martins
J.Nunez

No silêncio dos homens 

No silêncio dos homens
Esconde o mistério,
Oculta o segredo.
Pecado e sangue
Na cumplicidade dos homens.

Imortalidade e poder
Na cumplicidade dos homens.
No silêncio dos homens
Um sorriso e um olhar
De indiferença e compaixão.

No silêncio dos homens
A batalha sangrenta,
Na voz dos homens,
A voz calada dos homens
E as desilusões do mundo.

No silêncio dos homens,
O caminho secreto,
A palavra esquecida.
No silêncio dos homens
É onde eu moro.
O silêncio anoitece os homens,
E solidifica a alma dos homens.

Francisco Medeiros
Nunez


quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Depois de uma cerveja preta...

Depois de uma cerveja preta

Seu beijo não tem gosto,
Tem maciez,  temperatura e umidade.
A cerveja preta está sobre a mesa
 E espuma a sua cor
Escorre seu gosto...
Você tem o gosto amargo;
Gosto que mais gosto.

O amargo fica sempre
Entre o prazer e o sacrifício...
Entre a saciedade e a insaciedade.

O amargo não dá a satisfação de coisa doce,
Eu gosto desse meio tom, 
Dessa incompletude que alimenta
Porque não sacia por inteiro.

Eu gosto do nosso amor assim:
 Entre ser um do outro
E não ser nada um do outro...
Entramos e saímos por portas diferentes...

Hermínio Vasconcelos
J.Nunez


O capitalismo é igual ao viciado

Vendas a credito
Há muito tempo a Europa
Sustenta seu status com cartão de credito...

O capitalismo é igual ao viciado;
Começa muito bem...,
Inevitavelmente,  perde o controle
E começa a vender tudo
Para sustentar seu vicio...
Até que não há mais nada para vender,
Por fim, a autodestruição
Em gostos e desgostos pós-modernas...

A menina lá dá outra esquina
Faz a mesma coisa,
Porém, em escala minúscula,
Ela também vende o corpo
No cartão de credito,
No débito automático.  

Salomão Alcantra
J.Nunez

Fim do sonho americano - Crise do capitalismo...

Fim do sonho americano


Crise do capitalismo,
 Fim do sonho americano!
Início de um novo contexto histórico
 Na política e na economia mundial.
Fim dos estrangeiros na Europa.

O contexto humano
Dessa sociedade do entretenimento e do prazer
Já estava em prática;
Agora o inesperado,
A reviravolta na política, na economia
E no modo que temos encarado esse tempo
De consumismo, destruição do planeta
E da sociedade e seus valores
Em nome da sociedade capitalista
Que desconhece limites e põe tudo a venda...

Octávio Guerra
J.Nunez

terça-feira, 29 de novembro de 2011

A selvageria sexual é selvageria cultural.

Culto à bestialidade

A selvageria sexual é selvageria cultural.
A perversão é também outras formas de depravações.
A bestialidade nos comportamentos
É bestialidade na índole, na ética e na moral...

Uma sociedade que cultua
A selvageria e a bestialidade
Está trazendo o inferno à superfície da sociedade.

A música e a dança
Com propósitos sexuais
É a destruição da sociedade,
Da beleza e da transcendência dessas artes.

Somos os selvagens pós-modernos,
Filhos da besta e da grande rameira,
Seduzidos pelas liberdades e prazeres bestiais
Que destroem todos os valores
E a essência do ser humano...

Abano Morais
J.Nunez

Várias pessoas que estavam em um baile funk invadiram o coletivo e agrediram o motorista.

Um motorista de ônibus morreu depois de se envolver em um acidente com três motos e quatro carros, no Jardim Planalto, zona leste de São Paulo, por volta das 23h30 deste domingo (27).
Uma testemunha disse à Policia Civil que o motorista sofreu um mal súbito e bateu nos veículos que estavam estacionados nas ruas Torres Florêncio e Rielli.
Após o acidente, várias pessoas que estavam em um baile funk invadiram o coletivo e agrediram o motorista. Ele foi levado ao pronto-socorro Sapopemba, não resistiu aos ferimentos e morreu.
Segundo a polícia, a perícia indicará se o motorista morreu devido ao mal súbito ou por espancamento.
O caso foi registrado no 69º Distrito Policial (Teotônio Vilela).


Culto à bestialidade

A selvageria sexual é selvageria cultural.
A perversão é também outras formas de depravações.
A bestialidade nos comportamentos
É bestialidade na índole, na ética e na moral...

Uma sociedade que cultua
A selvageria e a bestialidade
Está trazendo o inferno à superfície da sociedade.

A música e a dança
Com propósitos sexuais
É a destruição da sociedade,
Da beleza e da transcendência dessas artes.

Somos os selvagens pós-modernos,
Filhos da besta e da grande rameira,
Seduzidos pelas liberdades e prazeres bestiais
Que destroem todos os valores
E a essência do ser humano...

Abano Morais
J.Nunez

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Sociedade e homem contemporâneo

Tempo de outras ilusões

Tempos pós-modernos,
Tempos de emoções esportivas e carnavalescas.
Tempo de repetições sem sentido
De emoções e alegrias tão intensas
Quando tolas, breves e superficiais...

Tempo de desperdiço e desgastes de energia
Com coisas que não nos fornece nada
A não ser o desperdício e o desgaste de energia e vida.

Tempo de desprezo dos mitos, lendas
Deuses e dos espíritos da natureza.
Tempo de adoração ao nosso tempo
E produtos e serviços tecnológicos,
Que se tornaram nossos objetos de contemplação...

Tempo de cegueiras da alma
Distanciamento da essência do homem,
De perda da visão holística do mundo,
Tempo sem a dança que transcende,
Tempo de perda do ritual e do contato
Com aos mundos superiores e inferiores.

Tempo de ilusões de proximidade
E prisão feita de ilusões de progresso...
Progresso que custou nossas almas
Presas a alucinação das tecnologias
E costumes reflexos da sociedade dos prazeres.

Tempos de radicalização nos desejos,
De descidas ao submundo dos prazeres
Por que a superfície dos vícios não nos sacia mais...
Somos a sociedade dos prazeres
Escrava dos desejos que somos incapazes de controlar.

Murilo Santiago
J.Nunez

"- Dilma Rousseff, pare de mentir! Se gosta de homossexual, assuma! Jair bolsonaro

"- Dilma Rousseff, pare de mentir! Se gosta de homossexual, assuma! Se o seu negócio é amor com homossexual, assuma, mas não deixe que essa covardia entre nas escolas do primeiro grau!"

Jair bolsonaro


Gay, com lei ou sem lei...

O que é individuo e o que é sociedade na pós-modernidade?
A sociedade não pode viver
Em torno de sexo, entretenimentos e outros prazeres...

Essa sociedade das inclusões, dos direitos e dos prazeres
Está tentando fazer o impossível, agradar a todos...
Que saudade da velha hipocrisia!
Do tempo que o ser humano fazia tudo em segredo...
Do tempo em que não havia essa imposição de direitos
Aos prazeres sexuais e aos vícios...
De um tempo que tínhamos parâmetros de certo e errado.

A sociedade pós-moderna está chegando ao fim
Com essa falta de parâmetros e essa imposição de falta de limites.
A sociedade contemporânea não distingue mais o individuo e a sociedade,
A sociedade é individuo é o individuo é sociedade,
Isso é o ápice do individualismo da sociedade pós-moderna...
Essa é o ápice da deformação!

Que bobagem!
Quem é gay será gay e desfrutará do sexo gay
Com lei ou sem lei!
Que desgaste desnecessário!
Essa afronta e essa exposição do individuo homossexual
É muito mais perigosa do que a hipocrisia clássica
Que aceita e pratica o sexo gay entre quatro paredes.

 O que deve prevalecer não são leis que dão direitos
De  praticar o sexo que se tem vontade,
O que deve prevalecer é o respeito humano....
O ser humano é digno de respeito própria condição de ser humano...
Os que defenderem o sexo gay, as drogas e outras coisas...
Não pode querer que seja desmanchado com leis e teorias malabarísticas;
Formações culturais, morais, éticas e parâmetros de certo e errado.

Salomão Alcantra
J.Nunez  
  

domingo, 27 de novembro de 2011

A formação de um povo submisso...

A formação de subalternos no Brasil

Os eternos descasos prevalecem nas escolas públicas brasileiras.
Escolas de educação e formação de pobres subalternos,
Escola de formação para o trabalho sujo, desvalorizado...
Trabalho reservado para brancos pobres, negro e mulato.
Escolas formadoras de indivíduos para a senzala social...
Formadoras de indivíduos inofensivos e incapazes de competir.

A desigualdade social nasce da desigualdade na formação e na educação brasileira.

Quando o governo investe somos incapazes de aproveitar,
O governo distribui livros; não gostamos de ler,
O governo dá esmola aceitamos de mãos abertas,
 Não somos exemplos de cidadania para nossos filhos,
Somos extensão de ignorância, submissão e descaso histórico...
Somos a preservação da mentalidade colonial e escrava.

Octávio Guerra
J.Nunez

Inclusão do mulato e do negro..

O caminho da inclusão

Olhe para mim e dirá que sou pardo, e até mulato;
Pardo ou mulato criado na doutrina evangélica cristão,
E,  por gosto próprio, estudante de esoterismo gnóstico desde os catorze anos...
Que cultura afro-brasileira eu possuo?
Que raiz afro - brasileira eu possuo?
O Brasil possui, em sentido geral, uma única cultura, futebol! Com seu patriotismo tolo,
Misturado com as novidades da indústria do divertimento com sua cultura comercial.
O carnaval não é cultura unânime no Brasil, e além do mais,
 A muito tempo se tornou produto de cultura comercial e pretensões culturas
Que escondem um único desejo, o sexo e o vícios aqui no puteiro do mundo...
Programas de televisão apresentados por negros,
Com participação só de negros, entrevistas com negros,
Com negros na produção e o máximo de negro em tudo...
Essas manifestações não são coerentes a um mundo globalizado
A um país multicultural e miscigenado,
Não somos africanos! A cultura africana também não é unânime!
O Brasil não é a África! O que vemos nas favelas
São copias abrasileiradas da cultura americana...
Isso não é cultura brasileira, é cultura americana globalizada e comercial...
Não são mulatas de fio dental, e garotos dançando Hip hop, desenhando grafite
E mulatos tocando samba que irá incluir e dar ao negro todos seus direitos de cidadão...
A educação e a capacitação são os requisitos essências para essa inclusão...
O caminho para inclusão do negro não deve ser feito forçando
A sociedade brasileira miscigenada aceitar um mundo particular do mulato e do negro.    
 As comunidades japonesas, italianas, judias e outras preservam suas culturas
Em seu espaço. Por que essas comunidades não podem fazer programas de televisão
Só com pessoas com as suas características físicas! Seria preconceito?
Não somos a áfrica! Somos o negro, o mulato, o japonês, o árabe,
O italiano, o espanhol,  o português, o índio, os cristãos novos fugidos de Portugal etc
Somos um povo mestiço! De cultura mestiça... ou , no sentido geral,  
Um povo de cultura globalizada comercial e industrializada...
A luta do negro não deve ir por esse caminho! Isso é facilmente confundido e analisado
Como preconceito, o caminho do mulato e do negro é o caminho da educação,
Da capacitação, da intelectualização, da formação para que possa se tornar
Competitivo e possa falar de igual para igual.  Os negros podem praticar o pouco que resta
Da África em suas comunidades, como faz outras comunidades de outro povos...
Os grandes homens negros são cultos e intelectualizados;
Martins Luther King, Nelson Mandela, Barack Obama…
Não são programas de negros e mulatos na televisão que vão incluí-los...
A educação é o único caminho para a luta de igualdade social...
Somos um povo mestiço; nunca podemos esquecer-nos desse fato!

Albano Morais
J.Nunez


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