Pesquisar este blog

MOVIMENTO IMPARCIALISTA

MOVIMENTO IMPARCIALISTA
IMPARCIALISMO

sábado, 8 de janeiro de 2011

Poemas para gente suja

OS POEMAS PARA GENTE SUJA É A SEMENTE DO MOVIMENTO IMPARCIALISMO

O que eu poderia chamar de meu primeiro amor,               

é hoje uma prostituta de esquina, e das mais baratas.

O que a vida faz com a nossa nobreza!?

Quanto a isso...,não tenho ressentimento ou quaisquer sentimentos, isso me serve

apenas como exemplo, que a vida da volta imprevisíveis... e além do mais..., também

não me criei um santo...,na verdade não me vejo diferente de meu primeiro

amor,Também tenho me vendido de alguma forma, e bem baratinho!...

                                                        02/09/04

Basta mencionar a palavra "querer" que tudo fica sobre bases vulneráveis.

A base sólida de ser é ser sem culpa.

O segredo de ser é ser de dentro para fora.

O que é uma vida estruturada?

Se não uma base sólida, uma terra boa para que germine o espírito.

Somente o espírito tem bases sólidas e suspensas.

Amo esta minha voz sem corpo, esta minha existência sem forma...,

não existe base mais sólida do que existir assim: voz sem corpo 

                                                     02/09/04

É natural que os rostos tenham hoje esta suave expressão de tristeza, tristeza de uma

despedida, afinal é Domingo, e o Sol já caiu atrás das casas.

Por estes dias..., não me é natural este sorriso,

Este sorriso é uma necessidade de autocura.

Por estes dias, nem por dias nenhum...,me é natural este sorriso, naturalmente e sem

incomodar e sem ninguém, sou pessimista e triste,

minha tristeza  é de não me ver com bons olhos.

                                              09/09/04



Não me lembro mais, de quantos tombos Conotativos levantei-me, e de quantos

atropelos figurados  sobrevivi.

E a vida termina em reticência; porque nada se explica,

ou porque somos de certo modo eternos...,ou ao menos diferentes das coisas, somos

feitos de substantivos concretos e abstratos.



                                                         09/09/4

Poemas para gente suja

Minha casa não é o meu ideal de casa, seria meu ideal de casa se além do silêncio, eu sentisse o perfume de incenso que inebria meu espírito. Seria meu ideal de casa se ecoasse por aqui uma música instrumental e calma, se aqui tivesse os ares de espiritualidade, arte e natureza, se aqui tivesse o ar arejado dos bosques, o cheiro de terra molhada dos dias de verão, o verde das folhas o colorido das flores, a frieza dos lagos de pedra, os quatros abstratos nas paredes, as asas das borboletas, o vôo único dos beija-flores, a vida minúscula que há em todos jardins e entre as plantas um indiscreto girassol e os nossos versos espontâneos em um coito eterno gerando novos versos, amo esta riqueza de espírito... Até a pouco eu tinha ao menos o silêncio que agora foi rompido, por uma música de nosso tempo por aqui na vizinhança, me resta apenas os ares, a energia negativa das preocupações naturais desta casa, similar a todas as casa que conheço.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Poema para gente suja.

OS POEMAS PARA GENTE SUJA É A SEMENTE DO IMPARCIALISMO


Preciso da quiromancia e da astrologia para dizer quem sou.


Saturno em câncer, meio do céu em aquário, touro com ascendente em touro,

sol na casa doze, escorpião na casa oito, dizem muito quem sou.

Amanheci com uma janela aberta para meus fracassos ou foi uma má digestão,

Ou foi um sonho ruim.

Não importa quantas vezes fui ao chão,

O que importa é cerrar os pulsos e partir para cima

Com socos e pontamentos descoordenados,

Estar sempre pronto para ir a nocaute outra vez e vencer de tanto apanhar.

A vida não é só para ser vivida, é para ser degolada.

A vida me sorriu sedutora,  feito mulher que engana e depois que me domina.

Não escrevo para publicar simplesmente, escrevo para divertir-me.
 
Não importa o que diz o sacerdote, o bispo e os mandamentos, o que me interessa é saber quem sou.
 
Não encobrirei os instintos humanos para que a religião esteja certa...
 
Vou te olhar por dentro, vou te rasgar as vestes e saber quem você é...sem religião.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

POESIA PARA O NOVO CONTEXTO OU POESIA IMPARCIALISTAS


Insônia 

Amanheceu através da vidraça, ainda olho para fora
Esperando o caos das ruas,

Para que eu possa dissolver-me na multidão, 
E ser toda esta gente
Embriagada de vida e cega de espírito.
Amanheceu através da vidraça
E a solidão; abutres que descarnam meu corpo,
Ainda não bateu suas asas negras.
O Sol já me arde nós olhos
E ver–me sempre me doeu na alma.
Pensar em você, Sonhar um futuro,
Deixar tudo para amanhã 
E dissolver-me na multidão,
São formas de esquecer de mim.
Eu firo na alma, mais que você e toda 
Esta minha vida de fracassos,
E esperar amanhecer o caos.
Amanheceu através da vidraça,
E o dia se fez lindo...como as moças nas janelas.
Assim os felizes viram este dia...
Tédio é coisa que se têm encravado na alma,
É coisa de gente complicada...
Que dá um sentido à vida.
A vida é por si só o sentido de si mesma,
Como uma pedras é uma pedras
E não necessita nada mais para ser uma pedra.
Meu caminho pela noite adentro,
Meu caminho pela vida afora,
São caminhos traçados na palma de minha mão,
Ou qualquer coisa assim abstrata e fora do tempo.
Uma maneira Zen de viver é viver assim...
Em paz com o conteúdo que se têm na alma...
Como uma pedra, como uma árvore.


Hermínio Vasconcelos 
J.Nunez

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Poema para gente suja...

Embaixo das folhas secas e frutos apodrecidos, embaixo das casca das árvores e em toda a extensão de um graveto, um universo que quase apalpo, que me faz esquecer por um instante este universo a que pertenço.

Atrás das cascas das árvores um universo indiferente a este microcosmo de orgia, vícios e matéria.
Por um breve instante sai das trincheiras de ser cidadão; onde nosso inimigo se esconde conosco, sem que se quer suspeitemos de sua presença; ele nos envenena deste de o café da manhã que desfrutamos juntos, prazerosamente, e vai-nos matando aos pouquinhos e servido-nos de ombro amigo e companheiro incondicional.
Quando saio das trincheiras de ser cidadão, apalpo um universo minúsculo, desgarro desta teia de aranha, que chamados de vida, e por este instante não tenho para onde voltar, e qualquer coisa que não seja cidadão, sou qualquer pedra imóvel, sou qualquer folha caída; levada pelo vento, qualquer rio que deságua, qualquer bicho do mato, sou qualquer pássaro, não, não sou qualquer pássaro!...Sou na verdade qualquer coisa que é sem o propósito de ser, qualquer flor, qualquer orvalho, qualquer chuva que faz o bem, sem o propósito, sou qualquer coisa, como um sorriso sincero, qualquer coisa sem o propósito de ser.

Os pássaros e as abelhas labutam demais, os pássaros fazem ninhos e as abelhas fazem mel, são quase cidadãos, mas eu não, sou neste instante a inveja dos pássaros; porque sou mais livre, sou neste instante qualquer coisa  que não tem propósito nem um, que é e pronto.

                                                                             17/11/2003

As derrotas que sofri, foram etapas do caminho,
Se cai,  foi porque caminhei, se fui derrotado,  foi porque lutei, se não achei, foi porque procurei,
se chorei, foi porque sofri, se estou perdido, é porque busco o caminho, se não encontro saída, é porque procuro, porém não me deixo enganar, reconheço que fui passional e conivente com meus erros,
 reconheço que sou  fraco; porém nunca um fracassado, estou de pé, ainda não fui derrubado.

J.Nunez

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Poemas para gente suja.

PUBLICAREI MUITOS POEMAS COM ESSE TITULO, OS POEMAS PARA GENTE SUJA É A SEMENTE DO IMPARCIALISMO.

Meu olhar sobre a matéria não é materialista,

É poético, romântico e ignorante.
Dissolvo-me na alma da matéria; corro em prótons e elétrons, sangue invisível dos motores, e sobre os moinhos de vento, sobre todas as formas de energia, espírito mundano das máquinas e de todas as coisas.
Minha espiritualidade é casada com a matéria.
Meu coração poeta e Franciscano, nada sabe de comércio e negócios; deste mesmo coração arranquei sentimentos nobres, e cultivei em seu lugar sentimentos daninhos, "inversão de valores", coisa de nosso tempo.
Nunca fui mais humano e sujo, que neste dia.
Nunca tantos sentimentos baixos foram-me tão pessoais e trouxeram-me tantos embaraços.
Fui neste dia anjo caído, somos neste tempo em que os valores se inverteram, e defeitos são qualidade e qualidades são defeitos, "anjos caídos", ao último degrau da condição humano, e disso tenho repúdio.

                                                         02/07/04

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Poesia de Amor Clássico Imparcialista

Ingratidão


O mundo desfez por mim
Seus sonhos e sua ingratidão,
Fez você voltar assim
Com lágrimas nos olhos pedindo perdão

Você foi embora para viver
Outra vida, outro amor,
Ingrata, sonhou demais,
Mas o mundo te fez sofrer

Por isso voltou mesmo sem querer,
Pois sua intenção era não voltar jamais...
Eu até te perdoei sem rancor

Pois ainda não morreu
Meu antigo amor
Mas não posso te aceitar,
Sabendo que você si perdeu,
Que voltou, mas já me esqueceu.

José Nunes Pereira
J.Nunez

Poesia de amor Romântico e Clássico

Esquadrinhado


O teu olhar, o teu retrato na parede,

Cada dia diz uma coisa diferente

Sobre você. Tem dias que me esqueço

Perdido, esquadrinhado

Na moldura do teu retrato.

Tem dias desses que tenho confiança

Em seu amor, acredito

Que sentimentos assim

Já mais o tempo pode apagar.

Tem dias desses que me aborreço

Com a saudade, perco a esperança e desespero.

Sinto-me um tolo amando assim,

¬¬Digo para mim:

_ Somente você,

Homem inadequado ao seu tempo,

Pode amar assim, sem limites...

José Nunes Pereira
J.Nunez

Postagem em destaque

O Imparcialismo: O Ciclo de Saturno

O Imparcialismo que começou a ser escrito em 2006 E  revelado em 2008. Foi à leitura do fim de um período, Iniciado pós-guerras, tempos...

O Novo Contexto Para a Literatura Contemporânea

MOVIMENTO IMPARCIALISTA