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MOVIMENTO IMPARCIALISTA

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IMPARCIALISMO

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Esoterismo e Espiritualidade na poesia Imparcialista

A palavra proibida

Outras palavras são aquelas não ditas,
São aquelas caladas de propósito,
São aquelas que são cartas na manga,
 São aquelas palavras omitidas,
São aquelas palavras disfarçadas,
 São aquelas palavras que esconde nossas verdades
E as nossas mentiras,
São aquelas palavras que são peças do jogo,
São aquelas palavras que estende o significado
De ser gente, de amar, desejar, sentir e sofrer...

São aquelas palavras apenas pensadas,
São aquelas palavras inconvenientes,
São aquelas palavras deixadas ali onde são manifestadas...
São aquelas palavras que completa o que pensamos e sentimos,
São aquelas palavras que poderiam ferir,
São aquelas palavras que poderiam libertar,
São aquelas palavras que poderiam oprimir,
São palavras que escondem segredos, ocultam outros e relevam tudo...

São aquelas palavras que poderiam dizer a verdade
 Ou revelar as mentiras...Eu tenho essa palavra e não direi...
 A coisa proibida, a palavra proibida,
 Essas outras palavras que não são ditas, é que me interessa.
 Esse ser humano não revelado é que me interessa...

Murílio Santiago

J.Nunez

O guardião do fogo sagrado

Naveguei nas correntes astrais
Transpassei coisas sólidas
Ignorando tempo e espaço,
Desprezando os desertos da alma
Procuro o mestre Sarápi Bei
Conjurei homens de túnicas,
Perguntei ao povo onde
Está senhor do fogo...
Até que encontrei um menino
Que acreditei ser o grande disciplinador.
Ele disse: _Eu também te procurava.

Jonas Corrêa Martins
 J.Nunez


Espiral

O cão não respeita a lei de gravidade
O cão sem asas flutua em meu encalço.
Sou plumas e sangue que escorre metafísico
Pelas veias da terra.
Sou pedra e plumas
Que o cão morde o calcanhar.
Flutuo em um sonho lúcido,
Retorno consciente com tudo na memória.
Deixa que a vida se estenda
Até o pé da morte
Que é o inicio de uma nova espiral,
Ou a extensão de uma linha reta
Que é a eternidade.

Jonas Corrêa Martins
J.Nunez

Três dimensões
Existir é ter imagem
Ou causar sensações feito o vento.
Me vejo
Sem que minha imagem
Cai sobre as águas,
Sem que meu rosto mergulhe
Abstrato no espelho,
Sem que seus olhos brilhem,
Sem que me deixe refletido,
Nas vitrines desta grande cidade.
Me vejo
Sem que tenha forma,
Caminho sem passos,
Sem rastro, sem chão...
Vôo sem asas,
Cavalgo no ar.
Salto sem pulos
Caio sem chão.
Me vejo em três dimensões,
De dentro para fora,
De fora para dentro.
Me ouço sem voz,
Me calo, me escuto.
Me escondo sobre minha sombra,
Me Revelo sobre minha luz.
Ouço minha voz e assombro...

Jonas Correa Martins
J.Nunez


O TEMPLO DA MORTE

Na cidade espectral, procuro por um templo,
A senhora com uma delicadeza de avô e mãe,
Indicou-me o templo da morte,
Indicou-me um velho sacerdote
Sujo de alma e corpo...,
O sacerdote me indicou uma casa,
Da qual eu me lembrava...
Quem me atendeu nesta casa,
Foi um jovem que não quis dizer onde estava o templo,
Por mais que eu apelasse...
Abandonei a casa quando avistei algumas jovens,
Contra as quais pensei que podia usar
Alguns artifícios e apelações,
Sem esforço, sem resistência alguma,
Elas me indicaram o caminho
Para o templo da morte.
O caminho embrenhou-se em um bosque
Com ares dantesco, o caminho embocou,
Numa extensa valeta de mais o menos
Três palmos e meio, ou seja,
A metade de uma cova...
A valeta provavelmente levava ao templo da morte.
Caminhei por ela,
Até que senti minhas pernas travarem,
Apesar da valeta ainda possuir a mesma largura.
Pensei em desistir de chegar ao templo da morte,
Mas olhei acima da valeta, havia um caminho,
Foi por onde cheguei ao templo da morte.
De um lado da estrada estava o salão dos decapitados,
Do outro lado da estrada
O salão dos objetos de finalidade erótica
E as insinuações libidinosas dos manequins,
Que à primeira vista pensei que fossem humanos.
Não era essa minha idéia de templo da morte.
Caminhei decepcionado pela estrada,
Encontrei pessoas a caminho do templo,
Passei em alertá-las de que não havia ali
O tal templo da morte que elas procuravam,
Mas logo pensei, que talvez o que aquela gente procurava,
Fosse exatamente o que encontrei ali.
Já distante, li a linguagem dos símbolos
Que ficaram em minha mente, e compreendi....

Jonas Correa Martins

J.Nunez

Forja de Provação

Se o amanhã pertence a Deus,
hoje quero viver segundo a sua lei,
e sob luz dos mandamentos seus,
sou perseverante, e nada temerei.

Por caminhos de pedras andarei,
poderá até me faltar a sua luz,
porém, jamais deixarei
de caminhar rumo a sua cruz.

Ando pelo deserto da alma
Sou forjado no fogo da provação
Perdi a paz, perdi a calma.

Senhor, estendestes-me a sua mão,
colocaste-me outra vez de pé,
estou forte, e novamente tenho fé.

Francisco Medeiros
J.Nunez
13 out 05

Falo

Sobre o altar da igreja,
Sobre o caule fálico,
Um botão de Amarílis,
Flor dos bons sonhos.

Ela é esse botão na ponta do caule,
Ela é imagem de adoração.
Ela escorre sobre meu corpo,
Deixando a cor e o perfume de camomila
De seus cabelos macios,
Coisa que inebria pelo sentido do cheiro.

Ela desabrocha na ponta do caule,
Ela deixa o pólen ao vento
E o perfume Ma Chérie Jeans,
Lembrança suave do seu cheiro.
O amor não morre nem adormece,
Nem morre o caule, nem morre a flor,
Tudo contínua em forma de rizoma,
Outra vez o caule fálico e a flor de Amarílis.

Josias Maciel

J.Nunez

Fertilidade

Diz à lenda que as estrelas
Foram feitas da ejaculação de um deus,
Mas os deus não ejaculam,
Gozam de eternidade e não ejaculam.
Os deuses se consomem em si
Feito o dragão que come a própria calda.
Um deus é abismos com fome
De profundezas e eternidade.
Um deus é fogo que se consome.
Se eu fosse um deles
Existiria tanto...que agonizaria te existir.
Os deuses não ejaculam, Estão tudo se cria
Porque tudo mais ejacula
E navega no vento, vai nas asas de um morcego
Ou de um passarinho
E viajam no tempo e no espaço
Sem conceito de pecado capital,
Fornicação e adultério.

Josias Maciel
J.Nunez

Ritual e Magia  

A Potência de amar
Está em meu corpo e em minha alma,
Que realiza todos os dias um ritual diferente
Para te amar outra vez como se fosse à última
A única e primeira vez.

A potência de amar é acumulada
Nessa fome que não sacio ao te amar,
Te amo mais a medida que te amo...
Te quero mais a medida que de quero.

Teu corpo é a personificação do meu desejo,
Teu corpo é a síntese do que é amar.
Teu corpo adormece e me acalma
E meu desejo ganha essa serenidade esses tom e essa luz
Do abajur que ilumina seu corpo
Quase que deixado sobre o meu.

Josias Maciel
J.Nunez

A Espada de um Anjo

Suas roupas foram caindo no chão do quarto
Feito pétalas de rosa branca desnuda.
Seu corpo nu é ainda mais perfumado.
Sem pétalas ficou a mostra sua pele de cor rosada
E sua pelugem de pêssego maduro
De relva ou saliva de língua áspera
Ficou umedecida sua pele macia de maça
Nunca antes mordida .
Brincando de bem-me-quer com seu corpo
Arranquei sua uma pétala ,
Rompi seu único véu ou membrana
Ela desfaleceu feito um passarinho abatido,
Gemeu e sentiu o espasmo de morte
Ou de Santa Tereza transpassada pela espada de um anjo erótico,
Agora me olha agradecida, e como se eu fosse o Senhor
A vida e da morte, ela me pede um filho.

Josias Maciel
J.Nunez

Essa Casa Acolhe Anjos

Não esqueçais a hospitalidade; alguns as praticaram, tendo a sorte de,
sem o saberem acolher anjos.   (Hebreus 13 v 1)

Na casa em que os móveis
Cheiram perfume de lavanda,
O ar é perfumado de incenso de cânfora,
Entoam um mantra que invoca a pureza
E a música clássica ecoa,
Essa casa, acolhe anjos.

Na casa em que os raios de sol
Matutino invade, se ouve
Os sussurros de amor, dois corpos
Se enroscam em um arrebatamento carnal,
Num êxtase de alma,
Essa casa, acolhe anjos.

Nas casas em que corre a energia telúrica
E a hospitalidade e o amor são praticados,
Essa casa, acolhe anjos.

Na casa em que une a potência do homem
E a entrega da esposa, essa casa, acolhe anjos.
Na casa em que os elementais brincam no jardim,

Um deus fálico e uma deusa de seios fartos
São idolatrados e a palavra é o verbo sagrado,
Essa casa, acolhe anjos.
Na casa em que em que impera silêncio
Sobre as coisas, o pó não assentar
E os sorrisos e as palavras são sinceras,
Essa casa, acolhe anjos.

Nas casas em que se adora o Cristo,
Compreendem a sabedoria de Buda,
Os conhecimentos de Maomé,
O Pentagrama protege as entradas
E São Francisco está nas imagens e nas orações,
Essa casa, acolhe anjos.

Jonas Corrêa Martins
J.Nunez


Pele de outono

Nossos corpos, nossa pele de outono
Seca feito folhas da estação,
Nossos corpos sem os odores sensuais do verão,
Sem a umidade de corpos suados,
Nossos corpos rígidos
E levemente áspero com pele de outono.

Te umedeço com beijos e saliva,
 Te umedeço feito rio em terra seca,
Te umedeço com língua áspera e úmida,
 Te enlouqueço com minha rigidez de todas as estações.

E você se entrega com a mesma paixão
E a mesma delicadeza que domina com submissão,
Com a delicadeza feminina
Que acalma em mim qualquer fúria...
 Com a doçura de um anjo...

Sobre a cama somos homem e mulher
Na essência de sermos corpos
Que se entregam com desejo e amor,
 E reconhecemos as leis que nos regem...

Josias Maciel
J.Nunez

Lua de maio

Sou influenciado
Pela lua dos lunáticos,
Lua dos apaixonados,
Lua de maré cheia,
Lua em sagitário,
Lua dos astrólogos,
Lua de maio,
Lua negra em peixes,
Lua dos crimes,
Lua dos sonhadores,
Lua de faces
Lua dos feitiços
Lua de Benzedeira,
Lua de Wesak,
Lua de simpatia,
Lua dos plantios,
Lua cheia em touro,
Lua que se perdeu dentro da superficialidade
E o materialismo dos homens modernos...

Jonas Corrêa Martins
J.Nunez


O Salvador de si mesmo

Não encontro razões e não tenho esperança
Que me faça abrir a boca e gritar socorro!...
Tenho o grito preso pela desesperança...
Tudo é um caso perdido... Nada valeu apena.
É preciso ter fé e ilusões para achar
Que alguma coisa tem a sua razão de ser...

Se existe uma razão, essa é a inconsciência.
Tenho um caminho para seguir
E outro para abandonar,
Tenho uma vida para seguir
E muitas outras para morrer...

Tenho muitas palavras para calar
E outras que ficarão
Para sempre impregnadas em meu ser...
Não vejo quem enxergue ou que saiba ler
Em meus lábios e nesse olhar melancólico
As dores do mundo e a morte do homem...

Eu tenho aquela tristeza que machuca
Porque é sem desespero e sem lágrima...
Se eu chorar você não compreenderá
Porque eu lamento....

O velho praguejador me disse:
_Salve a si mesmo, não perca seu tempo
Tentando salvar quem nem si quer sabe
Que precisa ser salvo...
Solte a mão enquanto há tempo...

Jonas Correa Martins
J.Nunez


Homicida

Matei um malfeitor
Antes que ele praticasse a maldade.
Matei a facadas, matei sem medo e sem remorso,
Sujei a terra com o sangue de um assassino,
Sujei minhas mãos de sangue...

Manchei minha alma de homicídio...
Lavei a cena do crime,
Limpei a arma do crime
As testemunhas me aconselharam: _ Foge do fragrante!

Não fugi, e a policia não veio,
Não veio talvez porque eu tenha matado a mim mesmo...
Não veio porque matei em sonho...
Agora ficou o medo da vida real...
O que sou é a estagnação de ser sem culpa
Porque sou sem a consciência de ser....

Abdias de Carvalho

J.Nunez


Tempos e dimensões

Tempos que passam paralelos
E às vezes se engolem e se vomitam.
Dimensões dentro de dimensões,
Tempos dentro de tempos...
E eternidade que engole tudo...

Eu corro pela estrada infinita e abstrata
E a velocidade me coloca dentro de outra dimensão...
Onde eu alço o vôo
Nas correntes cósmicas desse universo...
E procuro pelo mestre e pelo templo da sabedoria...
Retorno ao corpo na terceira dimensão que engole...
Caos engole caos e assim pensamos que estamos vivos...

Jonas Correa Martins
J.Nunez


Sétimo Pecado Capital

Meu corpo lento feito um boi,
Meu metabolismo preguiço
E meu corpo rechonchudo se move
Lentamente feito um gato velho e gordo.

Meu corpo é comandado por minha mente preguiçosa
Que se move o suficiente para se acomodar
E encontrar o prazer, o aconchego e o conforto.

Minha mente preguiçosa comanda meu ventre sempre empanzinado
Pela lentidão de meu estômago.
Minha mente preguiçosa é, contudo ansiosa
E me ocupa com tudo que não exige muito esforço
Mas que traga prazer e alimenta meus instintos,
Minha frouxidão e baixeza de caráter.

Minha mente preguiçosa não me deixa sacrificar o corpo físico,
Não me deixa por sacrifícios na alma,
Não me deixa por esforço nas atitudes, na moralidade e no pensamento,
Minha mente preguiçosa me faz arrastar pela vida feito uma lesma
Motivada pelos vícios pegajosos e pelos meus instintos mais vis.

A preguiça, meu sétimo pecado capital anda sempre acompanhada
Da luxuria que é essa eterna busca pelo prazer
E juntos eles fazem essa ansiedade e essa ira
Por ser impossível sem esforço atingir meus propósitos.
A preguiça me coloca,  me deixa na vida sem objetividade,
Me faz arrastar de um lado para o outro com o esforço
Motivado pela busca incessante do prazer do corpo
Que me faz adiar qualquer esforço consciente.
Hoje vou me colocar em penitencia
E mortificação do meu Eu da preguiça.

Murilo Santiago
J.Nunez


Almas solitárias

Eu deixo você e outras coisas,
Eu deixo o passado feito fumaça que dispersa no ar,
Eu deixo a vida, a vida que é a cada respirar,
Eu deixo tudo para amanhã ou para nunca mais,
Eu abandono o vício e os prazeres dos instintos,
Eu abandono tudo feito um eremita,
Feito uma freira que já amou e não consumou esse amor,
Eu amo sublimando tudo que eu amo,
Eu abandono tudo, esqueço tudo,
Eu posso fazer tudo por você,
Eu posso fazer tudo por mim...
Só não posso abandonar-me ao tempo,
Minha alma é um filho que pede minha dedicação a vida inteira,
Essa alma talvez seja diferente de sua alma;
Mas eu seu que há muitas almas por ai,
Almas que sentem saudade de si mesmas
E não podem ser deixadas ao relento...
Minha alma pede por mim nas trevas dos dias recorrentes.

Jonas Corrêa Martins

J.Nunez

O chamado Espiritual

Eu suportaria a solidão se não fosse a dois,
Se não houvesse o desencontro de alma,
O silêncio em minha voz,
Se não fosse entre essas paredes que me sufocam,
Se não fosse dentro dessas noites de torturas na alma,
Se não fosse na multidão que não me vê,
Na cidade que não adormece e me deixa só.
Ouso bater a porta de saída,
É o vento da chuva fina dos dias de varão.
Eu queria chorar até me sentir vazio de mim,
Mas desaprendi, depois de tanto tempo tentando a ser forte.
Eu suportaria a solidão se a cidade me acolhesse,
Se os amigos não fossem imaginários e os demônios tão reais,
Se eu não estivesse aqui sem alma,
Se eu não tivesse o medo de atravessar a fronteira
A caminho da solidão dos anacoretas.
Meu Deus!... porque me convidas para os teus silêncios,
Para tua montanha onde ruivas os lobos famintos,
Para seus precipícios que engolem universos,
Para teu oceano onde sou nada e desapareço,
Para a sua garganta, senhor das noites de angustia,
Que agora me tritura com seus dentes.
Porque me convidas a deixar as multidões,
Porque me deste esse coração inconformado...
Eu sei, eu sei, você estará comigo,
Quando eu abandonar tudo e caminhar rumo aos teus silêncios.
Tenho os pés atados aos prazeres e a alma clamando por ti,
Porque deste a mim alma que não pertence aos homens,
O olhar para além de tudo que é ilusão,
E a saudade de ti,
Como se nós nos conhecêssemos a milhões de anos.
Deus, meu Deus porque me chamas...
Porque suspiro tanto por ti...
Porque me arrastas para a grande tormenta na alma,
Senhor das minhas noites de penitencias
Porque não aprendi a viver com os homens
Na cidade que adormece paz,
Porque eu tenho que peregrinar pelas estradas cheias de ladrões,
Assassinos e todo tipo de malfeitores.
Porque tenho que caminhar
Rumo a mim mesmo por dias e noites infindáveis.
Porque não me deste a alma dos homens...
Porque estou tão distante de casa,
Porque eu quero tanto voltar para casa
Feito um cão que foi carregado para longe...
Senhor, tenho tanto medo da solidão das estradas,
Do perigo das montanhas, da correnteza das águas,
Dos desertos que cobertos de caveiras,
Do frio das noites, e da claridade dos dias
Que não me expõe aos perigos, dos atalhos e dos desvios
Que me faz perder o caminho que me leva para casa.
Senhor, eu tenho sede...

Jonas Correa Martins
J.Nunez


O VIGIANTE

Entrei em mim
Encontrei o vigilante
Que olha o mundo
A todo instante, indiferente.

Entrei em mim
Encontrei o vigilante
Que sabe a todo o momento
O que penso, desejo e sinto...
Por ver-me a todo instante

Disse-me - A morte é urgente!...
O vigiador de mim,
Conhece o motivo de toda dor
Sabe o que pode o amor
E porque sou sofredor...

Porque de mim não sou senhor
O coração é guarita
Para o eterno vigilante
Do corpo, coração e mente.

O vigilante sabe do mal e o mata
O vigilante sabe do bem e o acrescenta.

 Jonas Corrêa Martins
J.Nunez

No silêncio dos homens 

No silêncio dos homens
Esconde o mistério,
Oculta o segredo.
Pecado e sangue
Na cumplicidade dos homens.

Imortalidade e poder
Na cumplicidade dos homens.
No silêncio dos homens
Um sorriso e um olhar
De indiferença e compaixão.

No silêncio dos homens
A batalha sangrenta,
Na voz dos homens,
A voz calada dos homens
E as desilusões do mundo.

No silêncio dos homens,
O caminho secreto,
A palavra esquecida.
No silêncio dos homens
É onde eu moro.
O silêncio anoitece os homens,
E solidifica a alma dos homens.

Francisco Medeiros
Nunez


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