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MOVIMENTO IMPARCIALISTA

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domingo, 6 de novembro de 2011

Literatura na Era da Informação

Há um grande preconceito quanto falamos de poetas contemporâneos, esse preconceito é resultado da quantidade gigantesca de pessoas que escrevem poesia e essa quantidade está sendo confundida com falta de qualidade.Esse julgamento está totalmente equivocado, porque há muitos poetas de qualidade dessa multidão de poetas, e a qualidade é equivalente a quantidade.
O que ocorre nesse momento é resultado da democratização do conhecimento, do globalismo cultural, do sincretismo, do acesso a informação, do acesso a leitura, do acesso a cultura, do letramento e a alfabetização. Se alguém disser que muito do que se escreve hoje na poesia é uma colagem de tudo que foi escrito antes, que muito do que se escreve hoje não passa de associações de frases feitas que é resultado das leituras de poesia feitas por esses poetas da atualidade, certamente não discordarei. O que eu não posso concordar com é a generalização, essa é capaz de nos cegar, nos impossibilita de ver as novas tendências que podem vir a surgir na poesia.
O acesso as culturas, a informação, ao conhecimento não pode ser confundido com vivencia, com índole, com formação de caráter, com mudanças internas, a democratização da informação e do conhecimento, são fatores externos ao individuo, a realidade é bem oposta ao que se parece, a verdade é que somos carentes de rituais de vida, de vivencia física em sintonia com a vida interior. Não vivemos o conhecimento porque a vida nos pesa muito, e a busca pela estabilidade social é um fator mais, muito mais significante que o conhecimento, um exemplo disso são aqueles que desejam levar uma vida mais Zen e são engolidos pela realidade capitalista. A única verdade que eu sei, é que a vida como ela está configurada, as coisas como estão estabelecidas, se parece com um chão que não nos permite parar, se pararmos o vida nos engole, e esse engolir quer dizer que estaremos fora dos benefícios e dos bens de consumo que a sociedade produz, é muito pior que isso, se pararmos, estaremos sem os recursos básicos para a vida, porque tudo é capitalizado.
A poesia Imparcialista busca a leitura dessa realidade, leitura desse homem contemporâneo, e assim realiza algo que seja diferenciado e com outras temáticas distante do que foi escrito até o momento, em alguns casos, a poesia Imparcialista parece se aproximar da poesia que se escrita por poetas anteriores e consagrados, mas essa aproximação é feito com consciência, isso se nota na poesia de Jose Nunes Pereira, COM SEUS SENTIMENTOS CLASSICOS, esses sentimentos que não mudaram por mais moderninhos que parecemos, esse sentimento clássico do qual fala o poeta são as dores do amor, as dores de cotovelo que sentimos muito antes de sermos homens da caverna.

J.Nunez

Movimento Literario Imparcialismo

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