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MOVIMENTO IMPARCIALISTA

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terça-feira, 15 de março de 2011

Homicida

Homicida

Matei um malfeitor
Antes que ele praticasse a maldade.
Matei a facadas, matei sem medo e sem remorso,
Sujei a terra com o sangue de um assassino,
Sujei minhas mãos de sangue...

Manchei minha alma de homicídio...
Lavei a cena do crime,
Limpei a arma do crime
As testemunhas me aconselharam: _ Foge do fragrante!

Não fugi, e a policia não veio,
Não veio talvez porque eu tenha matado a mim mesmo...
Não veio porque matei em sonho...
Agora ficou o medo da vida real...
O que sou é a estagnação de ser sem culpa
Porque sou sem a consciência de ser....

Abdias de Carvalho

J.Nunez

Abdias de Carvalho poeta da estagnação, da poeira assentada, da falta de perpectiva, da baixeza moral, da atrofia, da revolta calada, do silêncio dos excluidos, da ruminação furiosa e secreta, da repugnação, da repetição angustiante, da falta de oportunidades, da linguagem repugnante, esse poeta representa o abondono, o deixar se onde está.
Nesse poeta não há incertezas, mas sim eterna imobilidade.

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