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terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

O submundo na poesia contemporânea

Rua 2 de Novembro.


Ele não sabe nada de kama sutra e sexo tântrico,

Sabe de cor do amor cristão, da compaixão e do perdão,

Mas a mulher pede um conselho sexual.

Ela lamenta: _ Eu faço de tudo para meu marido,

Ela não confessa que veste fio dental e até calcinhas comestíveis,

Mas aquele nojento ainda está me traindo...

O religioso tenta manter se ajustado e aconselha a irmã:

_É preciso ter paciência e fé minha irmã,

É preciso perdoar e ter compaixão pelos mais fracos.

Ignorando essa situação embaraçosa

O sujeito em questão acaba de tomar um tiro no peito

Quando descia a rua 2 de Novembro em um sábado a noite,

Lá ficou com a cara socada dentro de uma lata de lixo até a mulher

Daquela noite simulasse um encontro por acaso

E acabou confessando e denunciando o cafetão.

A polícia esta vasculhando as ruelas escuras

Onde se vivem todos os vícios...,

De onde sou levado abaixo de socos e pontapés.

Abdias de Carvalho

J.Nunez

Abdias de Carvalho poeta da estagnação, da poeira assentada, da falta de perspectiva, da baixeza moral, da atrofia, da revolta calada, do silêncio dos excluídos, da ruminação furiosa e secreta, da repugnarão, da repetição angustiante, da falta de oportunidades, da linguagem repugnante esse poeta representa o abandono, o deixar se onde está. Neste poeta não há incertezas mas sim eterna imobilidade. Esse poeta não representa uma condição, esse poeta é um lugar ou os lugares onde sempre houve e sempre haverá a estagnação seja ela social, cultural, ambiental etc. Esse poeta é a agonia do inferno.

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