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MOVIMENTO IMPARCIALISTA

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IMPARCIALISMO

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

A poesia e o poeta imparcialista

A caçadora da noite

A caçadora da noite,

Me estreitou por entre os pilares,

E as sombras das paredes onde os viciados se esquecem,

Me espreitou, logo percebeu que sou presa fácil,

Não desperdiçou energia nem palavras,

Apenas ofereceu o ópio de sua boca

E a morfina do seu olhar

Ela é tudo que faz sonhar...



Adormeci enquanto seus dentes incisivos rasgavam,

Seus dentes caninos dilaceravam,

Seus dentes molares moíam meu corpo,

Ela me mascou feito coisa que se masca até perder o gosto,

Depois me cuspir como se eu deixasse

Um gosto amargo na sua boca.



Quando despertei de meu entorpecimento

Ela já havia deixado esse lugar que desconheço,

Colocado meu corpo num cantinho do quarto

Como se fosse coisa esquecida por alguém

E levado meu coração e oferecido ao diabo...

E assim eu conheci os infernos e a morte,

Ali está meu coração no altar dos sacrifícios.

Abdias de Carvalho

J.Nunez

Abdias de Carvalho é um dos pseudonimos de J.Nunez esse é o poeta da estagnação, da poeira assentada, da falta de perspectiva, da baixeza moral, da atrofia, da revolta calada, do silêncio dos excluídos, da ruminação furiosa e secreta, da repugnação, da repetição angustiante, da falta de oportunidades, da linguagem repugnante, esse poeta representa o abandono, o deixar se onde está. Neste poeta não há incertezas, e sim eterna imobilidade.

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