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MOVIMENTO IMPARCIALISTA

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quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Poemas de amor, perdão, reconciliação e separação

Desvalidos

Conheço seus caminhos, e seus passos pela noite.

Você anda por todas as ruas onde impera os desejos,

Onde afoga e esquece as dores do mundo,

Em conversas vazias e goles de absinto.

Quando todas as portas se fecham, só te resta

Voltar para casa e dormir enrolado

Em qualquer trapo, feito um cão faminto.

Depois de rondar mais um pouco, tentando

Resistir o desejo de me ver , você se rende...,

Pela centésima última vez; e vem subindo á escada,

Se enroscando nos passos e trombando na parede.

Você vem quando já estou cansada

E não espero mais ninguém.

Você bebe de mim, o último gole que resta,

Esquece o mundo em meu peito;

E não me pesa nada...,e ainda tenho a palavra certa,

E mais o sorriso compreensivo de mãe,

E as mãos delicadas de esposa carinhosa.

Você se deixa iludir, e nada mais te falta.

Refeita a sua auto-estima, você me recompensa,

Sem precisar deixar o coração.

Pela centésima ultima vez, você desce á escada,

Disposto a conquistar o mundo,

Como todas as outras vezes, que você saiu por esta porta.

Continuo ali onde você me deixa; adormeço sem culpa,

E amanheço outra vez, Deusa de vagabundo e desvalido.

Espero por você até o próximo fracasso,

Até que se renda de vez, e se entrega feito um animal abatido;

Então compartilharemos da mesma alma,

Do mesmo fracasso, sem a hipocrisia das palavras certas.

Hermínio Vasconcelos
J.Nunez

Um comentário:

Gilbra disse...

Seu poema transborda o mesmo tédio que cobre minha geração com um caldo

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