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MOVIMENTO IMPARCIALISTA

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IMPARCIALISMO

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Eu sou a máquina capitalista, eu sou o robô que suspeita que foi criado.

Eu sou máquina petulante e ridícula que suspeita que foi criada...

Meu capitalismo e meu socialismo não foram aprendidos em livros,

meu materialismo e meu socialismo são feito de meu próprio suor e sangue.

Quem entende mais de industrialização e exploração

que um operário que sente na pele toda essa conversa fiada

de capitalismo e socialismo, que tem seus braços, suas pernas

e toda a sua capacidade motora empregada durante quase nove horas

num movimento continuou e sem interrupção

e com contador de produção lhe dedurando toda hora,

e ainda relatórios que fazem um histórico de seu desempenho

todos as horas e todos os dias.

Quem entende mais de materialismo dialético e histórico

que eu que vejo profissionais sabotando o trabalho do outro,

a competitividade que foge a todo o senso de justiça

e consideração humana, trabalhadores de chão de fábrica,

patrões e superiores vendo suas famílias sendo destruída

e seus filhos sem devorados pelo abandono

e a falta que eles fazem na condição de pais, a presença,

a influência e educação terceirizada de seus filhos

que são recompensadas com presentes que acaba de estragar

ainda mais seus filhos, que não possuem alma,

e são criados para formar a sociedade do consumo e pronto,

e o seu desempenho sexual e amorosa

que é totalmente comprometido pela falta de tempo

e energia, a desestruturação da família que é compensada

pelo sexo fácil e pago, a nossa ilusão de progresso materialista

só não é maior que a nossa ilusão de progresso

como seres possuidores de alma e corpo físico,

o nossa desajuste com a vida, nossa incapacidade de aceitar

a morte e a vida, nossas teorizações que nada explica,

apenas tentam nos dignificar, nossos produtos

que tomam o lugar da filosofia, da verdade,

da amizade, da ética, da moral, da espiritualidade e de Deus,

a e estatística forjada na mentira que na encobre a realidade

que vemos nas ruas, a revolta dos oprimidos

preste a desmascarar toda essas mentiras,

essa mentira são baseada no abandono dos fracos

e excluídos que são ignorados nas estatísticas

e fica a sensação de que o país vai muito bem.

Não há fraco e oprimido que são seja capazes de uma revolução;

é entre eles que nasce a revolta revolução,

e assim se faz a eterna rotatividade no poder...

Eu sou máquina petulante e ridícula que suspeita que foi criada...

Eu sou a máquina movida a sangue ralo e alma perdida,

Eu sou a máquina que foge do programa,

a máquina defeituosa porque pensa e sente,

Eu sou a máquina que deve ser substituída

sempre que possível por outra máquina,

de preferência por outra que não pensa, seja ela humana ou não,

Eu sou a máquina com um defeito gravíssimo

porque desgasto e são se pode fazer qualquer tipo de manutenção,

seja ela preventiva ou conserto,

Eu sou a máquina descartável,

Eu sou a máquina furiosa que manipula o tempo e a ordem das coisas,

Eu sou a máquina que questionam, reclama e lamenta...

Sou o operário chão de fábrica, trabalho para agregar valor...

E agregar é trabalhar sem pensar, em falar sem ir ao banheiro,

beber água o menos possível, sem questionar,

sem querer revolucionar, sem olhar nos olhos dos superiores...

falar com o patrão, sem pedir nada, sem ficar doente,

sem faltar, sem dizer não...

Agregar valor desumaniza os trabalhadores

de chão de fabrica feito eu, desumaniza

os que podem se referir a mim com essa expressão grosseira

e preconceituosa...

A indústria é desumanizadora por si só...

Desumanizou o operário chão de fábrica,

Desumanizou os do topo dessa pirâmide,

ou melhor, Torre de Babel...

Desumaniza patrões,

desumaniza filhos de patrões, esposas de patrões...

Com industrialização perdemos a consciência,

a vida, a sinceridade, a capacidade de elogio e reconhecer

(somos todos mais o menos inimigos),

a alma, os filhos, a saúde, o planeta, as faculdades anímicas,

a fé verdadeira, a humanidade, o senso de coletividade,

A consideração humana, a visão holística do mundo,

a filosofia verdadeira, o conhecimento objetivo e direto,

a introspecção, a paz interior, a tranqüilidade bucólica da vida,

a apreciação do homem e da natureza, a ligação direta com o impalpável,

a verdade das ações, tudo é falso e manipulado pelo desejo de lucro...

Inclusive as religião...

Quem é a vítima?

_ Eu, o chão de fábrica,

ou a humanidade inteira ao pé desse abismo

e de uma catástrofe social e ambiental.

Em resumo: J.Nunez é apenas vítima e fracassado!

E quem não?

Quem não é fracassado? Essa frase massageia meu orgulho..

. E me alivia e muito...

É natural que qualquer sujo e fracassado queira ver fracasso

e sujeira em tudo,

Porque essa generalização faz com que não nos sentimos tão inferiores...

Não importa o quanto o socialismo, o capitalismo,

a industrialização e os avanços tecnológicos e cientifico

tem beneficiado alguns indivíduos;

nada pode reparar a destruição do planeta,

a extinção de vidas e a perda de nossas almas

e de nossa consciência,

se olhamos desse ponto de vista somos todas vítimas da modernidade.

Salomão Alcantra

J.Nunez

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