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MOVIMENTO IMPARCIALISTA

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IMPARCIALISMO

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Literatura Pós - Modernismo: O Imparcialismo

Os poetas Imparcialistas  de J.Nunez

Cícero Fernández - A literatura contemporânea busca a leitura do homem e seu tempo. Para representar essa nova realidade e esse novo olhar sobre a indústria, o poeta Imparcialista Cícero Fernández busca representar essa parcela da sociedade pós-ilusão modernista, industrial e tecnológica. Esse poeta busca o equilíbrio e a harmonia entre a industrialização a natureza destruída por esses duzentos anos de exploração dos recursos naturais, o equilíbrio entre a família e o trabalho, a liberdade sexual e outras liberdades e a decência, entre o corpo físico e nossa condição biológica e primitiva que nós fazem vítimas da natureza e todo tipo de poluição moderna, entre o sexo e o amor, a saúde e essa loucura da vida contemporânea, o consumismo e o essencial, essa busca de equilíbrio e harmonia entre a nossa vida interior e exterior e muitas outras buscas de equilíbrio e harmonia. Essa busca por equilíbrio, os Poetas Imparcialistas denominaram de Bucolismo Urbano que é refletido no poema abaixo: Visões Holísticas.


Visões Holísticas

O sol que desce por de trás das residências populares
Harmoniosas e enfileiradas, projetadas e justas...
Esse sol que cai por de trás dessas casas
Deixa sua luz de fim de tarde sobre as sementes
No topo dos capins que nasce a beira das calçadas.
A cor lindamente rosada que de longe desvulgarizam
As sementeiras do capim que nasceu
Nas rachaduras das calçadas.
Ande duas quadras mais numa manhã de domingo,
Numa manhã em que o ainda pensa
Em apontar sua cara para um novo dia,
Em uma dessas manhãs vá até a Praça José Hermógenes
E sinta o vento, a natureza, a rotação da terra e da lua,
O vôo dos pássaros o balanço do mar,
Em fim, o seio desse universo que respira,
Tudo nos movimentos harmoniosas do Tai Chi Chuan.
Hoje é meu dia de índio, aos sábados e domingos eu sou índio,
Eu sou biologicamente um pouco índio,
Não só pelo fato de ser um Brasileiro naturalmente mestiço,
Mas também pelo fato de eu ser holístico
E respirar com o mesmo pulmão do universo,
Amanhã é segunda feira, vou para o trabalho com
Essa minha visão holística empresarial,
Assim eu sou atemporal holístico.

Cícero Fernández
J.Nunez

Saulo Menezes Castro poeta da integração com à natureza, da ciência sem cálculos e da filosofia sem teses e teorias. Poeta do envolvimento e da dança com os átomos, poeta da fusão do homem consigo mesmo, da individualidade, da consciência de existir e da integração com o universo. O homem é apenas uma pequena parte, um único membro desse corpo infinito e universal.



Extensão de Ser

Cuido do meu existir
Como se minha vida
Fosse uma vela acessa
Exposta ao vento
Nessa janela da alma,
Nessa janela de casa.
E de fato é assim:
A vida esta sujeita ao oxigênio,
Que me dá vida enquanto me oxida,
Mas ainda eu persistirei involuntário.

Existo tanto, tanto...
Que me farto de existir
E me dissipo e perco a extensão de ser.
Existo tanto que me reparto comigo mesmo.
Me reparto em partes iguais,
Em catorse ou mais que ainda não sei.

Coisas abstratas feito eu,
Não ocupa os espaço entre os átomos,
Então sou vazio...
Quando olhado de certa perspectiva.
Sou uma extensão desse planeta, e nos aquecemos.

Saulo Menezes Castro
J.Nunez


Espaço Vazio

Voar é caminhar sem chão,
Pousar é descansar asas,
Existir é preencher espaços,
Pensar é viver o passado
Ou adiar as incertezas do que virá,
Calar é existir dentro da eternidade.
O monge de manto amarelo
Chega ao silêncio ,transcende o nada;
Contempla à eternidade...
O espaço é faminto, e engole universos...
O espaço vazio entre o passado e o futuro,
É o instante, é a eternidade...
O espaço vazio, é a prova
da existência do nada,
Nada é tão pequeno que não ocupe espaço,
Nada é tão sólido que não tenha vazio.
O nada é o espaço vazio,
Que ainda existe, mesmo que preenchido.
A medida entre uma coisa e outra,
É apenas à medida entre uma coisa e outra,
Porque o espaço é infinito...
O espaço é ocupado ou desocupado,
Mas ainda assim, continua existindo.
Caminhar é preencher espaços,
E o ponto de partida
Desta caminhada sem chão,
É sempre depois de uma queda.

Saulo Menezes Castro
J.Nunez

10/10/2009


Saturnino Queirós poeta do que é fundamental, poeta das horas extremas, da força e da persistência, poeta do essencial, do extremamente necessário e da luta. Sua linguagem sintetizada expressa a sua concentração no essencial, seu foco no que é primordial.
Ele é o reflexo da nova ordem mundial, de um tempo de escassez de recursos, de um tempo em que há uma luta individual e coletiva por um mundo melhor e uma necessidade de realização é extremamente básicos e essencial para nossas vidas.

Os Guerreiros Choram Sangue

Seque o seu pranto,
Cale seus lamentos.
Abra bem os olhos
E olhe ao seu redor,
Agora pise a vida
Feito um boi pesado
Que pisa flores pelo caminho.
Pise na paisagem
Como se fosse o chão da estrada
Não avalie o peso da cruz
Abrace-a e carregue
Sem prantos e sem lamentos de voz
Não deixe sua lágrima cair,
Se acaso cair, que seja de sangue
Que seu único sentimento
Seja à vontade
Que seu único propósito
Seja salvar sua alma
Não segue sua lágrimas
Segue as lágrimas de seu irmão
Seque o seu pranto
Os guerreiros choram sangue.

Saturnino Queirós
J.Nunez


Taurus

O touro na arena
Persiste no ataque
Até que o sangue de seu corpo esgote,
Até que sua força descomunal se acabe.
O touro na arena não se entrega a morte.
O matador na arena joga com a sorte,
Porque hoje é o dia do touro.
Não facilite porque certamente
Não sou o tempo todo
Touro Ferdinando que cheira flores,
Tem sempre uma abelha para me enfurecer.
Sou do exercito do Rei Leônidas
Portanto meu esforço é incalculável.
Não sou o boi castrado,
Não sou o touro imolado,
Sou criação de Vulcano
deus do fogo e da forja,
Tão feio quanto a realidade do ser humano.
Não morria sem antes lutar até exaustão,
Porém, me entregaria de alma e coração,
Para reservar um mistério ou um segredo.
Sou essencialmente touro,
Vencedor quando vencido.

Saturnino Queiros
J.Nunez
15/09/2009

José Nunes Pereira poeta das dores clássicas, em sua poesia o homem é o mesmo e padece das mesmas dores que padeceram nossos antepassados, poeta da tristeza dos amores impossiveis, poetas das partidas, das perdas e dos sentimentos que machucam. Nesse poeta somos mais humanos e sofremos de amor, esse poeta revela que em nosso interior, apesar do modernismo e do sexo casual e dos relacionamentos desassociados de sentimentos, no fundo de nossa almas somos os mesmos e padecemos de amores impossiveis. O seu sentimentalismo e seu sofrimento por amor revela que ainda temos muito de Romeu e Julieta em nós.



Órfão do Amor de uma Mulher

Será que estou pedindo muito,
Não te custava nada ter feito isso por mim.
Você bem que poderia ter juntado
Os meus cacos espalhados ali no meio da sala,
Onde você me abandonou,
Largado por ai, onde fomos felizes.
Você deveria ter me estruturado feito homem
E me entregado para outra mulher
Que pudesse cuidar de mim e me fazer digno outra vez.
Você não podia ter me largado aqui
Sujeito ao frio da noite,
A solidão que dissolve,
E a saudade que mastiga meu corpo.
Você bem que poderia de me deixado
Na soleira de uma porta estranha.
Você bem que poderia ter me entregado
Para outra mulher que soubesse me amar e cuidar de mim,
Alguém que eu pudesse chamar de amor
Como filho órfão que chama de mãe
Outra mulher que ele aprendeu amar de outra maneira.


José Nunes Pereira
J.Nunez

Depois Que à Luz Apagar...

Como será depois que à música acabar,
Que a luz se apagar.
O que vai ser de nós dois,
Depois que eu soltar a sua mão,
Quem vai dizer adeus,
Quem vai querer adiar a partida
Num trago de cigarro,
Num brinde a qualquer coisa.
Quem vai querer ficar o resto
Da madrugada.
Na verdade não sei porque escrever
Mais uma página nesta história
Que não sabemos o fim.
Como será depois que este filme acabar.
Nossos passos por estas ruas desertas,
Depois da chuva,
Ainda são ritmados mesmo sem a canção.
Quem vai quebrar este gelo,
Quem vai falar de si sem medo,
Contar porque este receio de ser feliz.
Quem vai ter a coragem de dizer adeus
Ou de apostar no amor, mais uma vez.
Quem vai deixar esta noite
Como um acaso que não precisa explicação.

Jose Nunes Pereira
J.Nunez

09/07/2009

Murilo Santiago poeta da revelação do que está oculto em nosso interior, poeta que arranca à força nossos pensamentos e sentimentos mais secretos, poeta que não se interessa pelo que você demonstra ser, e sim pelo que você esconde, poeta que se interessa pelo que você é no mundo dos sonhos e em seu mundo particular, poeta das profundezas mentais, poeta que revela o que é mais repugnante em nós, poetas sem sutilezas e delicadezas interior, poeta dos conflitos íntimos e das coisas não reveladas.


Amores Virtuais

Seus amores impossíveis
São de fato seus corpos intocáveis,
Seu erotismo não realizável,
Seus desejos incontidos,
Seus fetiches, suas imagens e seus fantasmas
Que perturbam seu corpo.
Seus amores acabados
Deixou o gosto na lembrança,
Deixou a sensação nos sentidos.
Agora depois de consumado
Você diz que amou,
Talvez de fato tenha amado
Em meio a corpos e amores
Intocáveis e impossíveis.
É provável que tenha amado
Ou apenas consumado desejos
Em corpos tocáveis e possíveis.

Murilo Santiago
J.Nunez
18-07-09

28/02/2009

Abdias de Carvalho poeta da estagnação, da poeira assentada, da falta de perpectiva, da baixeza moral, da atrofia, da revolta calada, do silêncio dos excluidos, da ruminação furiosa e secreta, da repugnação, da repetição angustiante, da falta de oportunidades, da linguagem repugnante esse poeta representa o abondono, o deixar se onde está. Neste poeta não ha incertezas, e mas sim eterna imobilidade. Esse poeta não representa uma condição, esse poeta é um lugar ou os lugares onde sempre houve e sempre haverá a estagnação seja ela social, cultural, ambiental etc. Esse poeta é a agonia do inferno.

Doença

Eu, o desenganado, contemplei no espelho,
Com uma tristeza de morte, os sintomas
Desta doença prosaica e incurável
Que vai definhando o meu corpo.
Contemplei:
Um brilho estranho em meus olhos,
Um tremor em minhas mãos,
Um sangue frio em minhas veias,
Uma perturbação nos sonhos,
Um pensamento único e constante
Como se eu fosse um suicida,
Uma sensação de alegria extrema,
Ou uma explosão de desespero,
Um esquecimento de meu corpo,
Um entorpecimento dos sentidos,
Uma perca de apetite e por conseqüência
Um emagrecimento assombroso
E uma fome insaciável não sei do que,
Um ódio crescente e incontido,
Um sentimento terno e doce, como se eu
Já estivesse envolto nas asas do anjo,
Uma ânsia de último suspiro,
Um êxtase de caminho onírico,
Um foco no pensar e sentir,
Um olhar distante e embriagado de ilusões,
Uma insônia que põe solidão
E tormenta em minhas noites
E olheiras nos meus dias de espera,
Uma respiração acelerada e sufocante,
Uma dor no peito, que me faz rolar na cama,
E navegar noite adentro, solitário e esquecido,
Uma sensação de morte,
Um desbotamento da vida,
Um aperto no peito, por não saber chorar,
Uma fluidez nas coisas sólidas,
Um olhar alagado de tristezas,
Um inesperado frio no baixo ventre,
Um caminhar desnorteado e displicente,
Um suor excessivo nas mãos trêmulas,
Um calor sobre o frio em todo o corpo,
Uma face e um sorriso congelado,
Um suspiro de alegria,
Uma fome adolescente de vida,
Uma palavra entalada na garganta,
Um grito sufocado pelas suposições,
Um grito arrebentado e inconseqüente,
Um arrependimento inconfessável,
Um sentimento embalado por música,
Um vírus que contagia com palavras suaves,
Com gestos de pura devoção,
E com o conteúdo da carne e da alma.
Um tornado de sentimentos que varre o chão
De minha mutável paisagem interior.
Um sufocamento de não chorar,
Quando dor é demais,
Enrrudesse á alma e seca os olhos.
Eu, o desenganado, abandonei
Meu corpo ali num canto da casa, até que morra,
Desta doença de amar sem ser amado.

Abdias de Carvalho
J.Nunez

25/02/2009


Francisco Medeiros poeta conservador dos bons costumes, da moral, da coerrência com a vida, da dignidade, da caridade cristão e da decência , qualidades que ainda são manifestadas no ser humano, mesmo neste tempo de liberdade sexual e sexo casual. Este poeta é vítima da inversão de valores e das degenerações sexuais e morais que são vistas hoje como progresso e evolução. Representa os que na sociedade mesmo sem manifestar sua opinião são inflexíveis.
Estas virtudes que se vê neste poeta, é na verdade fruto de uma dura disciplina, está conduta perfeita não é gratuita, é uma constatação de que este é o melhor caminho para a humanidade. O conservadorismo é contrario as conceitualizações que busca desvalorizar o que está estabelecido como certo e construir conceitos e verdades que são favoráveis as sua fraquezas e degenerações.



MATIZES

Matizes têm a cor
Matizes têm o amor
Matizes têm a dor

Nas folhas um tom
de verde
Nos olhos o tom
da verdade
Do que de fato se sente


Nem tudo resiste
Por causa da intensidade
da cor
Não digo o mesmo do amor
Não digo o mesmo da dor

As cores das roupas
No varal
A tonalidade do azul
Nunca é igual
A intensidade do amor
de cada casal
É matiz do amor
Que nunca é igual.

Francisco Medeiros
J.Nunez
NASCENTE

Senhora de minha vida
Agora e sempre salvadora
Agora e sempre esperança
De sempre eterna subida
De sempre temida caída
De cravada lança
A lança deste amor
Que é sempre eterno amor
Sempre eterna dor
Sempre eterna pena
Do sofredor
Sempre almejada sina
Sempre eterno transbordar
De mim para o mundo
Sempre eterno espalhar
De mim sofrendo
De mim calado
De mim amando
Para o doente
Sem esperança
Para à faminta criança
Para o homem que a si consome
Para quem de mística tem fome
É tu a nascente
Deste amor de furiosa corrente
Que tudo leva, que tudo arrasta
Que para o mal a mim mata.

Francisco Medeiros
J.Nunez

Salomão Alcantra poeta da crueldade consigo mesmo e com a sociedade em geral, da crueldade imparcial e da auto análise. Neste poeta não há crítica, e sim relatos e constatações, nele ainda vemos qualidade ocidentais como: objetividade e praticidade. O poeta segue a imparcialidade jornalistica e a ética de nossa era da informação, sua franqueza é crueldade e força, seu lema é encarar-se a frio.


Inconcebível

O dia amanheceu ensolarado por aqui.
Dois drinques sobre o móvel da sala, o que sugere?
Sussurros abafados vindo do quarto
Com a porta entre aberta, o que sugere?
Dois corpos nus banhados de sangue, o que sugere?
Se o marido caminha na ponta dos pés,
Com o coração na boca e os olhos dilatados
Pelo medo da verdade e a fúria, o que sugere?
O sangue escorreu pela casa e passou as soleiras das portas
Para denunciar dois assassinatos e um suicida.
Dony pegou em fragrante o inconcebível aos seus olhos
De homem degenerado.
Dony esqueceu que vivemos na Sodoma
Da liberdade de expressão e das liberdades sexuais.
Ela bem que tentou explicar com àquela frase de filmes e novelas:
_ Não é bem o que você está pensando.
Dony é do tempo do Getulio Vargas, por isso fatalista e suicida,
Mas o Dony certamente não vai entrar para a história,
É só mais um marido traído nessa manhã na manchete no jornal.
O Dony não entende!
O amor é assim incompleto e inacabado como a escultura de Rodan,
Porém completo aos olhos de quem ama e vê apenas o essencial.
Não concordo com o editor desse jornal sobre a mesa,
Esta manchete é muito clichê, quem deveria ser notícia de primeira página
É o marido da ministra; enquanto ela trabalhava
Ele comprava filme pornô em uma tv a cabo e com o dinheiro público.
Ele sempre fez isso, mas em tempo de crise é que abrem o bico
E aparece crimes, fraudes e corrupções que se vê todos os dias.
Os Estados Unidos era perfeito e um exemplo até a pouco tempo,
Agora está parecendo a mulher do Dony.

Salomão Alcantra
J.Nunez

Ornamentos

Trouxe rosas vermelhas
E um verso doce e emprestado
Do poeta Francisco Medeiros :
“O acaso deixou para nós dois a noite mais linda que houvera.”
Meu verso não é tão clichê .
Se eu falar de amor
Será sem figuras de linguagem,
Será sem metáforas,
Será um pouco mais diet.
Meu amor é na verdade
Uma tormenta entre as pernas,
Um olhar guloso e incontido,
Um remexer de quadris.
Meu amor é sem ornamentos,
Meu amor não é de sonhos,
Meu amor é necessidade dos instintos,
Meu amor carrega o peso morto da vida.
Ela ainda quer um príncipe,
Então, preciso de ornamentos e um verso
do poeta Francisco Medeiros.
Não importa os meios, tudo tem o mesmo fim.

Salomão Alcantra
J.Nunez


Jonas Corrêa Martins é o poeta do misticismo, do ocultismo, da experiência consciente em metafisica e da vivencia da espiritualidade. É o poeta deste tempo de liberdade religiosa e de cultura globalizada, tempo de multiculturalismo em que as religiões se fundem no conhecimento esotérico. É poeta sem corpo físico e suas vivencias são metafisicas. Poeta da subjetividade objetiva e do realismo abstrato consciente, sua poesia em nem um momento é fluxo inconsciente de pensamentos e por mais abstrato que possa parecer, neste poeta existe a vivencia desta realidade metafisica. Não se deve confundir sua experiências fora do corpo físico com meras construções e malabarismos semânticas, é ainda mais grave confundi-lo com subjetivismo inconsciente.

O guardião do fogo sagrado

Naveguei nas correntes astrais
Transpassei coisas sólidas
Ignorando tempo e espaço,
Desprezando os desertos da alma
Procuro o mestre Sarápi Bei
Conjurei homens de túnicas,
Perguntei ao povo onde
Está senhor do fogo...
Até que encontrei um menino
Que acreditei ser o grande disciplinador.
Ele disse: _Eu também te procurava.

Jonas Corrêa Martins
J.Nunez


Espiral

O cão não respeita a lei de gravidade
O cão sem asas flutua em meu encalço.
Sou plumas e sangue que escorre metafísico
Pelas veias da terra.

Sou pedra e plumas
Que o cão morde o calcanhar.
Flutuo em um sonho lúcido,
Retorno consciente com tudo na memória.
Deixa que a vida se estenda
Até o pé da morte
Que é o inicio de uma nova espiral,
Ou a extensão de uma linha reta
Que é a eternidade.

Jonas Corrêa Martins
J.Nunez

24/02/2009

Otacílio Guerra é o poeta da imparcialidade, da inclusão social, do ambientalismo e das consequências do aquecimento global. Este poeta é o criador de uma nova métrica, uma nova estética, uma nova forma, de uma nova temática e um novo contexto. A estrutura de sua poesia representa a imparcialidade de nossa era da informação.

CICLO

(ambientalismo)

Era ainda muito burguês,
Era ainda muito bucólico.
A margem do riacho
Que desce a montanha
Ela estendeu a toalha,
Serviu refresco e castanha
Serviu geléia e Pão de Centeio.
Passaram a manhã inteira
Entre beijinhos sem língua,
Promessas de amor patético
Que desconhece o tempo.

O paraíso é uma extensão do inferno.

Tarde, o céu enegreceu.
O chão ficou encoberto,
De corpos carbonizados, fuligem...
A montanha vomitou fogo,
Fumaça, vapor, lama, enxofre...
No riacho corre lavas,
Chuva ácida, água incandescente.
O vulcão trouxe o inferno
Para está superfície bucólica,
De um sonho americano,
Que não conhece limite.

Octávio Guerra
J.Nunez

Hermínio Vasconcelos é o poeta bucólico urbano, é a passividade com a vida, é a frouxidão moral ,é a flexibilidade moral, e o leviano e a leveza da vida sem regras, é a moralidade individualizada e com base apenas na índole pessoal. É o poeta do submundo, porém , é mais um observador da vida degenerada que um homem próprio destas regiões de baixezas morais. Este poeta simpatiza com as baixezas humanas porque vê e reconhece nos homens este estado que está sempre escondido nas aparências. Talvez seja um espécie de amor incondicional aos homens. Hermínio Vasconcelos é um poeta que transitaria se quisesse entre as mais variadas classes sociais, porém, decidiu viver entre as baixezas humanas porque certamente reconhece em si todo tipo de inferioridade. Este poeta representa a liberdade absoluta que tirou do homem o direito de ter opinião e conceito de certo ou errado. É o poeta de um tempo que em a liberdade é tanta que tudo é preconceito, de um tempo em que a ter opinião é preconceito, formando assim a ditadura do despreconceito. O poeta têm suas opiniões, porém, reservadas para si mesmo. Sua poesia revela que ele vivencia e se esbalda da liberdade sexual conquistada pelas mulheres, é neste ponto que ele se mostra mais leviano.


Frio de medo
(bucolismo urbano)

Por hoje me deixe...Largado à própria sorte.
Vista sua roupa, pegue suas chaves na estante,
Não esqueça nada que tome espaço,
Depois saia na ponta dos pés,
Não Bata à porta para não espantar
Meu quase um sono.
Por hoje me deixe...
Você já pousou em meu corpo,
Roubou meu néctar,
Agora rouba meu dinheiro
E por favor, vá embora, me deixe à deriva.
Mas não pise muito forte em meu chão,
Sou água estagnada, poeira assentada
E posso facilmente emergir.
Por hoje me deixe...
Largado nos escombros,
Sai sem abrir a porta,
Não ponha a mão em nada,
Para que não desalinhe o caos.
Por hoje me deixe...
Você já me usou, como um lenço de papel
Que se guarda no bolso,
Agora pegue o que mais desejar,
E por favor, vá embora,
Mas se esqueça lá dentro do meu coração,
Porque sou parasita e posso a qualquer hora,
Precisar de você.
Por hoje me deixe...
Não precisa fazer cerimônias,
Porque eu também não faço cerimônia...
Você já arrancou de mim o que lhe interessa,
Agora por favor, vá embora,
Sai antes que o dia amanheça,
Ou sem que à claridade entre e espante
O meu frio de medo.

Hermínio Vasconcelos
J.Nunez

23/02/2009


Darci Costa representa a razão por de trás da razão, sua poesia arranca a mascará para mostra o rosto, é o poeta da análise psicológica, e das associações de pensamentos, sentimentos e sensações. Sua poesia busca decifrar e revelar o pensamento oculto atrás dos sentimentos e das atitudes, por este motivo esta poesia representa o jogo da mente, o desengano e a análise profunda de nosso mundo interior. Para esta poesia o sentimento deve ser analisado e o que sobrar, talvez, pode até ser chamado de amor.

Pretexto
(analítico amoroso)

Não vou ficar justificando meus erros,
Não preciso de palavras que dizem mais que a verdade,
Não vou dividir entre nós dois,
Nossas verdades e nossas mentiras.
Nós já conversamos e nós desentendemos ainda mais
E cada palavra dita abre um novo desencontro.
Não precisa perdoar, afinal não faz muita diferença
Te amar ou te odiar, de qualquer forma é uma maneira
De ter você, é um jeito de me sentir presa,
É um modo de me sentir sua.
Não precisa perdoar, afinal o perdão é indiferença
E põe um fim em tudo que é confuso e vivo,
Porém concordo que às vezes é preciso perdoar
Para que você me engane outra vez
E assim eu continuo te amando e te odiando ainda mais.
Não pense em consertar, deixe assim com está,
Prefiro os pretextos para te ver
Que os encontros marcados,
Porque é assim que nosso amor continua vivo...
Não conte os momentos felizes, sei que foram poucos,
Não conte os momentos tempestuosos sei que foram muitos,
Não há que se importar, afinal de qualquer modo,
São momentos que contam nossa historia.
Não quero diferente, é assim que nosso amor vive, e pronto...

Darci Costa
J.Nunez

Abílio Santana é o poeta que representa a degeneração do homem atual, é o homem entregue ao sexo casual e a liberdade sexual permitida pela mulher. Este poeta é consequência da emancipação da mulher de suas conquistas de poder. Representa ainda o homem entregue aos seus instintos sexuais, é na verdade o homem desmotivado pela facilidade de conseguir sexo sem precisar de provar seus valor,sua honra e seu merecimento.


Dóris

Um corpo cai,
Rompe a paisagem descontraída
De um fim de tarde.
Um corpo cai,
Justo na hora do meu happy hour
Eu sabia que ele não ia agüentar
É homem antigo, portanto, fatalista...
Ontem vi Dóris saindo de malas prontas
Eu disse a ele: _ Dóris é um passarinho,
Dóris é água na fonte,
Dóris é fruta mordida,
Dóris tem direito ao orgasmo,
Dóris tem direito ao voto,
Dóris não sabe o que quer da vida.
Ontem mesmo Dóris passou lá em casa,
Saboreei Dóris andando seminua pelo quarto.
Dóris é fruta madura, colhida e lavada.
Dóris não precisa ser conquistada.
Dóris é conseqüência do feminismo,
Dóris é sexo fácil.
Eu também sou conseqüência da liberdade sexual,
Sou bêbado, desmotivado, desvalido
Frouxo na moralidade e leviano.
O que devia me motivar viver e conquistar
Está ao meu alcance, entre as pernas frouxas de Dóris.

Abílio Santana
J.Nunez

Objetos
(descompromisso)

Se toda mulher é Capitu modernista,
Se toda mulher é viúva negra,
Ela que não foge a regra,
Chegou linda, toda vestida de preto,
Lançou seu olhar em linha reta
Que fatalmente transpassou me o peito
E se estendeu até o infinito.
Nem se quer pensei em resistir.
Logo vi que ela gostava mesmo
É de homem vaidoso ou metrossexual.
Sou homem para saciar seus desejos,
Elas precisam de meu instinto animal,
Sonho de consumo, sou seu capricho.
Eu vendo sapatos na avenida central.
Ela é presidente de uma multinacional,
E precisa de um homem objeto
Que não incomoda com o sucesso,
De mulher rica, livre e poderosa.

Eu, homem objeto, ela mulher incompleta.


Meia luz ou luz de vela,
Iniciava o ritual da viúva negra.
Quis cortejá-la com palavras vazias,
Ela mandou que calasse a boca,
Depois pediu que vestisse de cowboy
Para que assim parecesse mais viril,
Depois lhe serviu um coquetel
Disse que ele tinha pouca potencia
Para seu desejo de mulher fatal
Não houve cerimônia para o desfecho,
Ela jogou o dinheiro na cama,
Enquanto vestia sua meia calça preta,
Calçava seus sapatos de bico fino,
E dizia: _ você nunca me viu,
Ele respondeu _ Eu não sou destes ...
Ela respondeu _Eu sei que não.
Mas tudo tem um preço, rapaz!
Mesmo que não esteja à venda.

Abílio Santana
J.Nunez



Josias Maciel é o poeta do homem idealizado, o poeta da potência, da virilidade, da gereneração do homem desmoralizado , desmotivado pelo sexo fácil e casual. Neste poeta encontramos a mulher com suas qualidades e virtudes naturais e não uma imitação do homem que é naturalmente vil. É o poeta das regenerações, da fertilidade, da virilidade sem magismo, da potência, da pureza sem puritanismos e da expressão masculina, da clareza, da concentração e objetividade masculina, das virtudes sem encenações, da linguajem solta e direta. Este poeta é a oposição a feminilidade, as vaidades do homem atual e a desmoralização do homem.


A Espada de um Anjo

Suas roupas foram caindo no chão do quarto
Feito pétalas de rosa branca desnuda.
Seu corpo nu é ainda mais perfumado.
Sem pétalas ficou a mostra sua pele de cor rosada
E sua pelugem de pêssego maduro
De relva ou saliva de língua áspera
Ficou umedecida sua pele macia de maça
Nunca antes mordida .
Brincando de bem-me-quer com seu corpo
Arranquei sua uma pétala ,
Rompi seu único véu ou membrana
Ela desfaleceu feito um passarinho abatido,
Gemeu e sentiu o espasmo de morte
Ou de Santa Tereza transpassada pela espada de um anjo erótico,
Agora me olha agradecida, e como se eu fosse o Senhor
A vida e da morte, ela me pede um filho.

Josias Maciel
J.Nunez

Fertilidade

Diz à lenda que as estrelas
Foram feitas da ejaculação de um deus,
Mas os deus não ejaculam,
Gozam de eternidade e não ejaculam.
Os deuses se consomem em si
Feito o dragão que come a própria calda.
Um deus é abismos com fome
De profundezas e eternidade.
Um deus é fogo que se consome.
Se eu fosse um deles
Existiria tanto...que agonizaria te existir.
Os deuses não ejaculam, Estão tudo se cria
Porque tudo mais ejacula
E navega no vento, vai nas asas de um morcego
Ou de um passarinho
E viajam no tempo e no espaço
Sem conceito de pecado capital,
Fornicação e adultério.

Josias Maciel
J.Nune

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Volte logo, Não demore muito, Fique por perto! Eu te esperarei dentro e fora do tempo. Sua alma é nobre, Fique no sangue do meu sangu...

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