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MOVIMENTO IMPARCIALISTA

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IMPARCIALISMO

domingo, 5 de setembro de 2010

Sobre todos os signos do zodiacais...

Neste tempo nem mesmo as quatros estações do ano são estáveis, muito menos eu, humano e sujo, amigo do Pessoa e de Walt whiltmam e ainda nascido sobre todos os signos zodiacais.
Acho que é natural, que ainda eu não saiba se penso que sou eterno como todas as coisas em eterno estado de mutação, ou se de fato existo assim.
Este dia se resume em resfriado, catarro e decomposição de mim largado ali num canto do sofá, resistindo a todas as vontades de fazer qualquer coisa, a não ser saborear um café forte e amargo, como o agora.
Quero olhar para alem das paredes que não vejo, e simplesmente, saborear um café, como se a vida se resumisse neste ato irresponsável e distraído, porem o silêncio é fecundo e me fala segredos aos ouvidos, me diz que, definitivamente o tempo não existe, o que existe são as coisas oxidáveis dentro da eternidade. O que chamamos de tempo são canseiras, esgotamento e decomposição, que aos poucos nos sucumbe, e passamos a existir apenas espectral.
A rotina existe porque somos seres esgotáveis e necessitamos de nos recompor, como qualquer outra maquina que não resiste ao movimento perpétuo dentro da eternidade.
Meu coração, pedra ao relento em lenta decomposição, sabe, que o que tenho chamo de vida, é rotina, canseira e relógio com seu tic tac insuportável, ou com seu despertar de galo mecânico desesperado em madrugadas de inverno.
21/05/06

Caminhando displicente na superfície de pensar, tropecei em pensamentos despropositais e soltos no relevo da consciência, cai no mais profundo do meu interior, numa queda de estrela cadente ou de anjo caído, para lá de onde tudo é esquecimento.
Quando me falta o amor, perco a mística e tenho a frieza dos ideais e da técnica, que seca o sal dos meus olhos e estanca a hemorragia da minha alma.
Queria sangra na alma como Tereza Wilhman sangrava em seu membros estigmatizados, queria arrepender-me feito belzebu nos mundos infernais, estar em sintonia com o eterno como
São Francisco de Assis, estender a mão ao ser humano como São Vicente de Paula e ter o dom do verbo como São João.
Depois do ideal de ser me resta ser quem sou agora, técnico e frio como um psicanalista.
Com todas as ferramentas na memória, desbravo, garimpo as profundezas de meu ser e encontro pedras ainda brutas, que vou lapidando num processo lento, angustiante e minucioso.
Nestas camadas mais profundas de meu ser encontro o inferno do homem, de onde vem a erupção de pensar e sentir, que formam o meu céu de Pompéia, que cai e transformam o relevo de minha personalidade superficial e deixo de ser deserto onde fui Mar, e deixo de ser Terra plana onde fui montanha e sou agora indefinido e informe, sobre esta influência de maré de lua.

23/07/06

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