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domingo, 12 de setembro de 2010

As portas do mistério....

Manhã de julho, não sei se me levanto e preparo um cafezinho forte, ou um veneno fatal.
A felicidade era a ilusão de grandeza, seguida de desilusões e crise existências, tudo é crime, ainda tudo é crime...,e todo o crime me traz gosto pela vida.

Logo tudo são remorsos, depois crise e moralismo cristão e superficial, que aceda a vida, circulo vicioso que não para de girar, o que antes chamei de camaradagem agora chamo de covardia e conivência com os erros, e esta imparcialidade  que eu a tinha como minha maior virtude a denomino, covardia, servilismo, medo e frouxidão moral.
Sinto as contrações, estou preste a gerar um poema.
Feito um ladrão a procura de algo de valor na casa em que arrombou, farei vir tudo a chão, procuro a verdade, não quero a verdade dos outros, quero a minha própria verdade, não quero a verdade dos padres, das igrejas, dos guias da humanidade, ou a verdade das beatas, que não suportam nem a si mesmas.
Se me servisse a verdade de todo mundo, eu nãos sofreria tanto...Sou criança não sei da verdade, colocarei "a mão no fogo" para saber se queima.
Nada ficará estabelecido, tudo virá ao chão, nada está definido, tudo são possibilidades, tudo são meias verdades, não existe teorias sólidas tudo é miragem...possíveis verdades, e é isso que tenho como crença.
Não quero nem uma religião, filosofia, teoria, sociologia que venha pronta, tudo é novo, tudo esta em face de experimentação.
Já temos fábricas de tudo, veneno em tudo, terceirização de tudo, padronização de tudo, quero ao menos pensar e sentir como um ser único...
Estou começando a engatinhar e quero minha verdade, não quero a verdade dos outros...

                                                                        24/12/04

 O sono vinha chegando incontrolável, decidi ir para casa dormir, até a hora que me desse vontade, em casa retirei os racunhos do bolso e os joguei na velha caixa sapatos, agora caixa de racunhos, no outro dia acordei disposto, tomei o café forte e puro que eu mesmo preparei. Escutei um barulho no sotão, desci até lá para ver o que estava acontecendo, notei que uma gata branca, feito um urso polar, estava morando ali.
A gata têm olhos azuis, linda!...ficou brava quando aproximei de uma caixa de papel que estava no canto mais escuro do sotão, escutei um miado de gatinho novo, cuidadosamente aproximei-me da caixa, vi três gatinho, sendo dois deles todo branco e um branco e preto. A gata cotinuou a me espreitar brava e temerosa. Deixei-os em paz, e quando cheguei na parte do sotão mais iluminada pelo Sol, uma borboleta da cor do medo entrou e pousou nas máquínas abandonada no sotão.
Subi de volta para a parte de cima da casa, enquanto voltava pensei: quanto tempo será que vive uma borboleta, sendo ela  tão bela e fragil. Sentei-me ao computador e voltei a escrever e a organizar os textos que ficaram tanto tempo esquecido na caixa de rascunhos.Paguei um rascunho para escrever; notei o quando eu sou frio como um assassino, e sincero como uma criança:
Há maldita onipresença de ser!... e estar espalhado em tudo que penso e sinto, estou transitando num ponto estratégico de mim, e vigio tudo que sou, tudo que supostamente  acredito que sou, tudo que almejo ser.
Meu ponto estratégico é ser o que realmente sou, e buscar o que realmente quero.
O que penso e sinto é Deus e diabo, não gosto do Deus e do Diabo das religiões,  são muito autoritários..., prefiro ser eu mesmo o Deus e o Diabo.
O correto pensar e o correto agir, de acordo com o que vivo, é meu ponto estratégico para que possa me ver, para que não seja arrastado por esta correnteza de pensar e sentir.
Diria então que me agarro a moral; esta que esta a margem da vida, para que eu não vá na correnteza de existir, existir imóvel feito pedras, há!...mas será que as pedras imóveis não ocultam mistérios... Como as casas velhas, vazias e mal assombradas?...Sei que de baixo das pedras existe um minúsculo universo!...Porque eu também existo, minúsculo, imóvel e assombrado!...
Se conservo vazio este espaço no meio da sala  porque tenho que preenche este espaço  dentro de minha alma, com virtudes e pecados; isso é não saber estar imóvel e silencioso.
É necessário que o centro da sala seja vazio, e o conservarei sempre vazio, é assim que ele me é útil, como é necessário que este tempo e espaço seja simplesmente vazio na minha alma para que assim as portas do mistério se abram. 

                                                       13/07/04
Salomão Alcantra
J.Nunez

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