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quinta-feira, 26 de agosto de 2010

A exclusão social do mulato e do negro

POEMA CANTO DOS OPRIMIDOS
(4O anos da morte de Luther King)

Não existe preconceito, o problema é que o negro,
Quer deixar à senzala,
Quer vir sentar na sala,
Quer ter direito a fala.

Não existe preconceito, o problema é que o negro,
Quer deixar à favela,
Não quer viver de esmola,
Não quer deixar à escola.

Não existe preconceito, o problema é que o negro,
Não quer descer ladeira,
Não quer resto de feira,
Não quer comer poeira.

Não existe preconceito, o problema é que o negro,
Não se dobra com chicote,
Não se cala com acoite,
Não é servil à elite.

Não existe preconceito, o problema é que essa negra,
Não sacode essa cadeira,
Não desce à ladeira,
Não satisfaz vontade passageira.

Não existe preconceito, o problema é que essa negra,
Freqüenta o baile de gala,
Sabe muito bem o que fala,
Não perde seu tempo com novela.

Não existe preconceito, o problema é que esse negro,
Deixou seu lugar comum,
Não é mais qualquer um,
Não se dobra a senhor algum.

Não existe preconceito, o problema é que esse negro,
Atravessou à margem,
Mais não esqueceu sua origem
E recusou à maquilagem.

Não existe preconceito, o problema é que esse negro,
Não se engana com mentira,
Que marginaliza sua cultura,
E a verdade transfigura.

Não existe preconceito, o problema é que esse negro,
Resgatou sua história,
Tem uma áfrica na memória,
E um canto de vitória.

Não existe preconceito, o problema é que o negro,
Não sangra mais no tronco,
Não se engana nem um pouco,
Não se vende nem quer troco.

Não existe preconceito, o problema é que o negro,
Reclama, pede por mudança,
Não quer mais saber dessa injustiça
E não dá mais para olhá-lo com indiferença.

Não existe preconceito, o problema é que o negro,
Quer sua liberdade,
Sua luta, sua oportunidade,
Seu direito à felicidade.
Com prevê a constituição.

Se o negro aceitasse sua condição,
Se ficasse onde estão.
Se o negro aceita à favela,
Que é uma extensão da senzala,
E vivesse com que lhe dão de esmola,

Se não reclama seu direito,
Não existiria preconceito,
Porque aceita o que lhe é dado, que é o resto...
E não o que lhe é de direito.

Meus versos não têm pele, não tem cor,
Meus versos têm humanidade e amor,
Meus versos é o canto do oprimidos,
Meus versos é o grito dos injustiçados...

4 de abril 2008 J.Nunez

MOVIMENTO LITERÁRIO IMPARCIALISMO

Do fundo da alma
Periferia AnarcoPunk 19/05/2008 14:39
Muito bela e emocionante essa poesia, verdadeira, contundente e necessária.
Meus parabens e que viva todos os povos oprimidos em resistência!

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