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MOVIMENTO IMPARCIALISTA

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IMPARCIALISMO

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Um Novo Caminho para a Literatura

A poesia globalizada, o multiculturalismo e a imparcialidade nas obras literárias é um novo caminho que se abre para a literatura, os poetas que buscam a poesia que faça uma leitura do homem contemporâneo estão nesse caminho que se abriu com a Era da Informação.
O estudo do novo contexto é a base para a realização desse novo caminho para a literatura. O novo contexto para a literatura não é mais regionalista, e não se prende a uma cultura determinada, a nova poesia é globalizada, multiculturalista, imparcial, assim, apropriada para a nossa Era da informação. Os artistas contemporâneos, não importa que expressão artística utiliza, não podem esperar pelo fim do Modernismo Brasileiro ou mesmo mundial, porque esse é medido pelo avanço tecnológico, pelo progresso da sociedade industrializada e pelo capitalismo que não terá um fim, podemos observar sem esforço que o homem tomou um caminho sem volta rumo a sua autodestruição, Ela anda de mão dada com a destruição do planeta, e até se confundem.
O que os artistas podem fazer é observar essa realidade planetária, social, coletiva e individual e dessa observação do contexto criar o novo caminho para a literatura.
As tendências não são necessariamente mecânica; as tendências podem surgir da observação do contexto.

j.nunez

A Métrica na poesia Imparcialista

O poema Ciclo de Octávio Guerra é o estudo para uma nova estética, uma nova forma, um nova temática, um novo contexto histórico. As inovações ocorrem na métrica, são feitas através de letras e palavra e que considera o substantivo composto como uma única palavra dentro do poema porque representa um único objeto. Todos os versos devem possuir a mesma quantidade de palavras, salvo o verso imparcial que de ser livre e fora da estrofe, este verso imparcial deve representar ao dois pontos de vistas, os dois lados, dois conceitos sem que oscile.
O poema se compõe de duas estrofes que devem terminar sempre em numero par e com a mesma quantidade de versos em ambas estrofes, neste poema e entre as estrofes deve haver o verso imparcial que representará as duas estrofes, este verso deve ser único livre e imparcial.
O numero de palavras ou letras na métrica do verso, são livres de um poema para outro, porem deve obedecer o mesmo numero de letras e palavras em todos os versos e ainda o numero de palavras ou letras deve resultar em um numero par.
Do mesmo modo que o verso imparcial abrange as duas estrofes, o titulo também deve abranger as duas estrofes para que aja imparcialidade. Esta característica de imparcialidade faz possível a leitura das estrofes separadamente, tornado o verso democrático e imparcial.
No poema inovador de Octavio Guerra a soma das duas estrofes e do verso impar é um numero impar, para que assim sobre um verso que é o verso imparcial.
Para orientar a leitura o poema imparcial deve conter o titulo e o tema abordado, assim dá maior facilidade de leitura e interpretação.
O distanciamento de campo semântico no verso é outra característica que resulta da era da informação e da democracia do conhecimento. Por de trás da estética e da forma do verso imparcialista escondem os conceitos de liberdade, justiça, democracia, igualdade, direitos , individualidade, coletividade, imparcialidade, possibilidades e flexibilidade.
O que vem reforçar esta visão de direitos iguais e democracia não é um novo contexto, mas fatos que representam estas mudanças no cenário mundial. A eleição do primeiro presidente negro da historia da política no Estados Unidos é um dos fatores que reforçam esta inovação para um novo contexto mundial. Não podemos esquecer que o tema abordado é um acontecimento e uma preocupação constante na sociedade.
Pode se notar na Poesia Imparcialista o multiculturalismo e a globalização presentes na Era da Informação. O que representa aqui a teoria da métrica imparcialista é o poema de ABILIO SANTANA.
Esse poema revela a emancipação e o poder da mulher, e deixa claro a inversão da ordem clássicas dês coisas.

Meios

Nem mesmo o espírito santo,
Nem o vento frio
Entrou por está janela
Trazendo o pólen fértil.
Então sem medo algum
Pouse em minha flor
Aberta para a noite,
Livre de pudor cristão.

Sexo não é mais necessariamente reprodução

Fujo desta mulher viúva negra.
Depois da ejaculação precose,
Tenho medo de mulher
Que consome minha seiva,
Me usa com crueldade...
Depois fecha a flor
E recolhe o pólen,
Sem ereção sou inútil.

Abílio Santana
J.Nunez

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