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MOVIMENTO IMPARCIALISTA

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IMPARCIALISMO

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Se não é o fim do Modernismo ao menos é o fim dos tempos.

Apesar do céu ter amanhecido azul na cidade de Marília,
Definitivamente é o fim dos tempos,
haja igreja para tanto gente desejando o céu...
já não pasta o clima agora os cientistas
dizem que um meteoro pode colidir com a terra em 2014
Um céu como recompensa é o que espero,
mas que céu é esse,
se o céu do qual eu tenho direito é patronizado pelo cristianismo
com um felicidade e um monotonia insuportavel.
Como podemos patronizar o céu e a felicidade,
se o nosso céu é um inferno.
O meu céu não pode ser igual ao de todo mundo,
Cá entre nós, queremos ir para o céu, mesmo que seja esse cristão,
com tudo que nós condena ao inferno, não conseguimos desapagar..
O céu de um carnavalesco deveria ser feito
de mulatas rebolando eternamente e samba a eternidade inteira,
o céu de um banqueiro deveria ser de muito dinheiro e muito,
mas muito consumo,
o céu da socialite não pode ser igual ao meu,
eu não suportaria tanta superficilidade,
e ela não suportaria todas as pesteiras que falo sem pudor,
o céu das funqueiras deveria ser um proibidão,
o céu de um jogador de futebol deveria ser de loiras mulatas, outras,
mais carros e música de mau gosto,
o céu na verdade deveria ser o Inferno de Dante,
sem diabo e muito fogo, é claro!
Esse céu patronizado não serve nem para as mais beatas das beatas
com seus sonhos eróticos e absolutamente molhados.
Que céu você está esperando,
um céu de música instrumental e anjos gordinhos tocando a eternidade inteira,
isso seria um inferno em forma de monotonia.
Passamos a vida inteira desejando um céu
que no fundo de nós mesmo sentimos que seria uma tortura infernal
ter que suportar anjinhos fofinhos tocanto eternamente,
e nós lá escutanto feito um gato gordo que se deixa no sofá da sala,
na verdade o que desejamos mesmo é o inferno,
mas sabemos que o diabo é malvado
e não nos deixará em paz para curtir nossa devasidão eternamente.
O diabo sempre vem com aquela história de fogo eterno.
Cá entre nós, não somos cisnes brancos!...
Se não fosse esse medo da morte trazidos pelas castastrofes,
o mundo é um céu para muito de nós.
Em fim não é que desejamos o céu; é que borramos de medo do inferno.
Acretido na espiritualidade em que a entrega é total
e a felicidade e a segurança vem dessa entrega...
Criamos um deus moldavel e mais o menos,
um deus simpatizante a tudo que é podre em nós...
Há! como eu amo a entrega a DEUS de Santa Rita de Cássia,
Os estigmas de são Francismo de Assis,
Esses santo de penitências mortificadoras, são os escolhidos de DEUS.

Salomão Alcantra J.Nunez

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