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MOVIMENTO IMPARCIALISTA

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IMPARCIALISMO

terça-feira, 1 de junho de 2010

Os Esteréotipos do Mulato e do Negro Brasileiro

ARTIGOS IMPARCIALISTAS

A Conotação Sexual do Negro Brasileiro

Antes de tudo sou obrigado a dizem que sou um mulato à maneira Lima Barreto e Machadiana de ser mulato, para que depois eu possa falar do negro e da conotação sexual que existe na sociedade deste a escravidão, e que é conservado até os dias atuais até mesmo pelo negro.
Os estereótipos centenários ao qual o negro está ligado e enraizado não deveria ser motivo de orgulho para ninguém, está caracterizações a qual o negro ao longo da historia vem sendo estigmatizado tem o poder de conservá-lo na mesma condição de qualquer negro escravos São muitos os estigmas, porém o mais preocupando está relacionado à sexualidade e o sexo, esse olhar sexual sobre o negro e a negra é uma prisão histórica de nossa era colonial e da escravidão no Brasil, de um tempo em que as negras eram objetos sexuais dos senhores de engenho e de seus filhos, e os negros homens eram desejados pelas mulheres brancas pelo seu vigor físico e pela sua falta de civilidade e moralidade, a maneira branca e cristão, que os permitiam práticas e desempenho sexuais que para o homem branco e cristão era tabu. A relação sexual com a escrava, certamente era muito mais prazerosa, para o senhor dono de escravos, que a relação sexual com sua esposa, isso é fácil de explicar conhecendo as depravações sexuais humanas, a relação de poder nela envolvida e a distância que há entre sexo, moral e sentimentos. A mulata que rebola e o negro de membro sexual anormal não deve ser orgulho para ninguém, essas caracterizações e essas palavras de conotação sexual é uma máquina de inferiorizar mulheres e homens negros, e reduzi-los no imaginário social a objetos sexuais, deixá-los onde deste a escravidão foram colocados, entre os excluídos e inferiores. Infelizmente o carnaval é a máquina mais poderosa que existe para reduzir mulatas ao seu rebolado e a conotação sexual de sua cor.
Com certa informalidade quero dizer de um filme, comédia, em que a personagem pede que seu marido a “ pegue feito negão” parece inofensiva essa cena, porem ela é mais do que o suficiente para demonstrar a conotação sexual, o divertimento e a função de objeto sexual na qual o negro e a palavra negão estão sobrecarregadas.
Qualquer referência ao negro está sempre associada à cultura religiosas carregadas de preconceitos, a trabalhos desvalorizados e brutais, a violência de todo o tipo, a crimes e as exclusões de todo tipo, quando há alguma referência que aparentemente é valorizada, essa valorização vem acompanhada de estigmas, estereótipos que prende o negro a uma incapacidade e a caricatura grotesca de seu comportamento, cultura e historia.
Para se ter certeza de que essa conotação sexual da qual o negro é vitima é de fato uma máquina de exclusão basta observar que o poder, a parcela da sociedade que tem todos os seus direitos assegurados e a elite, são dominados por indivíduos que a eles não são atribuídas nem uma conotação sexual e estereótipos. O poder, os direitos e a elite são para pessoas que detém os conhecimentos superiores, a intelectualidade e as ciências que constroem a sociedade em qualquer parte do mundo. A cultura negra está reduzida a colaboração cultural, permitida por quem está no poder, a entretenimento e diversão e lucro de quem está no poder, herança cultural manipulada e usada ao gosto consumista e capitalista, ou seja, produto descaracterizado nas mãos do poder.
Eu não votaria em um negro para a presidência da republica só porque ele possui um membro sexual enorme, eu também não votaria em uma mulata com um requebrado entorpecedor, mas eu votaria em um negro e em uma negra maravilhosamente intelectualizados a maneira casal OBAMA, eles são de nos orgulhar.
Porque não valorizamos nosso grande poeta Cruz e Souza, Machado de Assis, com mulato, Lima Barreto etc. Porque não valorizamos a intelectualidade de Martin Luther king, a sabedoria de Mandela.
A valorização da beleza física no negro é reflexo dos preconceitos por eles sofridos e ainda reflexo da conotação sexual da qual o negro é vítima deste a escravidão, essa comportamento e essa auto-afirmação é fruto de um olhar inferiorizado sobre si mesmo, como se essa fosse a única maneira do negro ser valorizado pela sociedade, mesmo que essa valorização sexual os conserva entre os excluídos e sem civilidade. Como se não bastasse agora há uma valorização de elementos que são resultados de nossa exclusão, como é o caso das favelas e dos costumes resultados de nossa falta de conhecimento e caos social.
A conservação da cultura também pode ser a conservação de nossa exclusão e miséria, conservação permitido sinicamente pelo poder que reprime.( do Poema Apartheid Sem Cor)

J.Nunez O IMPARCIALISMO

A EXCLUSÃO DO MULATO E DO NEGRO BRASILEIRO

O poema canto dos oprimidos quer mostrar que enquanto
o mestiço e o negro é apenas um individuo em seu meio
e se conforma com isso, ele é aceito como individuo estereotipado, e essa estereotipação quer dizer incapacidade para à participação e desfrute de todos seus direitos.
O negro não é nem si quer imaginado na Presidência da Republica, ele é deixado no lugar em que a sociedade
considera comum a ele, que é a total exclusão,
depois tentam conformar o negro falando de sua participação
na cultura nacional e de suas raízes na áfrica, podemos
conservar a cultura sim, mas isso não pode ser sinônimo
de exclusão social e estereótipos que são limitadores
de nossas competências, o preconceito fica bem claro quando
esse mulato ousa sair de seu lugar comum que é a favela
e a total exclusão e passar para o outro lado onde estão
os que possui o conhecimento e a capacitação que leva ao poder.
Em quando a mulata é apenas um requebrado estonteante
o preconceito fica mascarado por de trás dos estereótipos
que a caracteriza e a delimita, a partir do momento que essa mulata quer sair desse lugar, é que surge o preconceito revelado
com todas suas garras e dentes afiados.
Enquanto o mulato for apenas um sujeito que gosta
de bater em tambores está tudo bem...
Até ai a sociedade não precisa reconhecer
seus direitos porque esse é o seu lugar comum,
é onde estão desde a escravidão e é ai que a sociedade
os quer como apenas entretenimento,
há! Se esse mulato sonhar ser juiz, médico, presidente, executivo etc. Assim participar do poder e de seus privilégios,
certamente esse negro será olhado com muita fúria
porque esse negro quer dividir o poder, quer o seu lugar ao sol,
quer o que lhe é de direito, não pelo fato ser simplesmente negro, mas pelo fato ser humano! SIM amamos o samba, a cultura negra, essa África no coração, amamos o Pelé, amamos o Paulinho da Viola, os cantos africanos, a religião e tudo que nos caracteriza como um nação,porém nada disso pode ser reduzido a estereótipos, queremos conservar nossas raízes, nossos regionalismos, nossas influências e tudo que nos remete a nossa origem, porém sabemos que devemos ter acesso ao conhecimento que nos leva ao poder.
Os mulatos e os negros que se conseguem ascensão social,
em sua grande maioria é através da música e do futebol,
essa é uma ascensão individualizada e por meios individualizados
que é incapaz de estender essa ascensão a todos os negros,
e alem de tudo é ainda um lugar comum ao negro e individualizado que representa o entretenimento que é um lugar onde o negro não possui poder e sim apenas ascensão social.
Apesar dessa ascensão é ainda um estereótipo e fruto da exclusão da falta de oportunidade de uma educação digna e de qualidade que os levariam de fato ao poder.
É imprescindível o acesso a uma educação objetiva e de qualidadee a intelectualização que seja capaz de inserir o negro
dentro da sociedade que desfruta de todos os seus direitos.
Somos obrigados ouvir nas mídias alguns jogadores de futebol famosos, dizer que vão à favela e convivem com traficantes porque não negam suas origens; confundem negar suas origens com o lugar de exclusão social histórica, falta de oportunidades, estereótipos e todo o tipo de preconceito clássico que seu amigos de infância vivem,é preciso que digam a eles que a favela é fruto da total exclusão que o mulato e o negro viveram e vivem. Ser favelado não é cultura, é condição social de excluídos de toda a dignidade humana e de todos os seus direitos de cidadão, ser favelado pode ser muito pior ainda; é nem ser contado nas estatísticas para não envergonhar nosso país lá fora.
Estamos tão desavergonhados e hipócritas que fizemos da favela
e de sua violência matéria prima para o cinema nacional.
A uma questão muito recente, porque esses firmes, quando são criticas, e esses documentários não fazem efeito; isso é fácil de explicar: isso acontece porque a democracia que é um bem,
mas como em tudo tem seu defeito, e o defeito dessa democracia é que nos tornamos cínico, porque o direito de falar vem acompanhado do direito de não ouvir, é isso que ocorre com os que estão no poder são cínicos e desconversam sem precisar calar a voz dos oprimidos, se o poder tivesse que calar a força a voz dos excluídos certamente os gritos dos sufocados seriam ouvidos e teriam efeito, mesmo que no primeiro momento houvesse repressão que é uma evidencia clara de que estamos incomodamos.
As criticas não dão efeito porque não somos nem se quer ignorados, é muito pior, não somos nem si quer vistos.
Eu como poeta imparcialista acredito que a solução
para essa questão de sermos totalmente ignorados
quando damos nosso grito de protesto, se resolve
com a nossa própria inclusão e a inclusão da sociedade em todos
os seus níveis dentro das questões, assim as criticas devem partir
de nós mesmos para nós mesmo, ou seja nos responsabilizando
por toda a forma de exclusão e miséria que possa existir.
Não digamos mais eles e sim nós.
Essa é minha arma contra nosso próprio cinismo.

J.Nunez
Movimento Literário Imparcialista

POEMA CANTO DOS OPRIMIDOS
(4O anos da morte de Luther King)

Não existe preconceito, o problema é que o negro,
Quer deixar à senzala,
Quer vir sentar na sala,
Quer ter direito a fala.

Não existe preconceito, o problema é que o negro,
Quer deixar à favela,
Não quer viver de esmola,
Não quer deixar à escola.

Não existe preconceito, o problema é que o negro,
Não quer descer ladeira,
Não quer resto de feira,
Não quer comer poeira.

Não existe preconceito, o problema é que o negro,
Não se dobra com chicote,
Não se cala com acoite,
Não é servil à elite.

Não existe preconceito, o problema é que essa negra,
Não sacode essa cadeira,
Não desce à ladeira,
Não satisfaz vontade passageira.

Não existe preconceito, o problema é que essa negra,
Freqüenta o baile de gala,
Sabe muito bem o que fala,
Não perde seu tempo com novela.

Não existe preconceito, o problema é que esse negro,
Deixou seu lugar comum,
Não é mais qualquer um,
Não se dobra a senhor algum.

Não existe preconceito, o problema é que esse negro,
Atravessou à margem,
Mais não esqueceu sua origem
E recusou à maquilagem.

Não existe preconceito, o problema é que esse negro,
Não se engana com mentira,
Que marginaliza sua cultura,
E a verdade transfigura.

Não existe preconceito, o problema é que esse negro,
Resgatou sua história,
Tem uma África na memória,
E um canto de vitória.

Não existe preconceito, o problema é que o negro,
Não sangra mais no tronco,
Não se engana nem um pouco,
Não se vende nem quer troco.

Não existe preconceito, o problema é que o negro,
Reclama, pede por mudança,
Não quer mais saber dessa injustiça
E não dá mais para olhá-lo com indiferença.

Não existe preconceito, o problema é que o negro,
Quer sua liberdade,
Sua luta, sua oportunidade,
Seu direito à felicidade.
Com prevê a constituição.

Se o negro aceitasse sua condição,
Se ficasse onde estão.
Se o negro aceita à favela,
Que é uma extensão da senzala,
E vivesse com que lhe dão de esmola,

Se não reclama seu direito,
Não existiria preconceito,
Porque aceita o que lhe é dado, que é o resto...
E não o que lhe é de direito.

Meus versos não têm pele, não tem cor,
Meus versos têm humanidade e amor,
Meus versos é o canto do oprimidos,
Meus versos é o grito dos injustiçados...

4 de abril 2008 J.Nunez

MOVIMENTO LITERÁRIO IMPARCIALISMO




ANTES DE TUDO SOMOS SERES HUMANOS

Antes que me digam que uma sociedade sem os estereótipos e os tipos populares é uma sociedade morta e sem graça; digo as razão pela qual o mulato e o negro não os aceita. Os estereótipos são colocados em um grupo social para divertir o grupo social que exerce o poder na sociedade, são colocados para delimitar e incapacitar um grupo socialmente inferiorizado, um exemplo: o índio é preguiçoso, o negro é vagabundo e o mulato é um pouco de cada coisa. Se os estereótipos existem, inevitavelmente, vá colocá-los em outro grupo social, porque o mulato é sabido de mais para aceitá-los. O negro inteligente não aceita ser chamado de negrão ou qualquer coisa que o delimita, porque esse negro inteligente sabe do peso histórico que por de trás dessa palavra e de outras que o caracteriza socialmente. A resposta para essa questão é uma frase feita: “chamar um branco de alemão não é preconceito, agora, chamar um negro e negrão é’. PORQUE É PRECONCEITO !?.... É preconceito porque na palavra negrão e em outras palavras que não é preciso pronunciar, estão carregada de estereótipos que foram construídos ao longo da história, e que o próprio negro aceitou por carência , necessidade e ilusão de ser aceito, e de certo modo apreciado. Os estereótipos possuem esse poder de iludir, de dar ao excluído um falsa ilusão de que ele é aceito e apreciado: um exemplo claro é o malandro e a mulata que ainda possuem essa ilusão de que são aceitos. Não é difícil observar que o malandro foi aceito até o momento que era conveniente e proveitoso aceita-lo como um produto da cultura popular, mas o que o grupo social a qual esse malandro pertence, ganhou com essa caricatura de si mesmo? Absolutamente nada, a não ser mais um estereótipo que os delimitam. Para que serve esse malandro hoje? Agora a mulata serve e muito! Basta que essa mulata continue com seu rebolado enlouquecedor que ela continuará servindo para alguma coisa. Um vez me disseram que as mulatas são mais quentes que as mulheres brancas, perguntei a esse individuo:_ Onde você imagina essa mulata trabalhando? Eu mesmo respondi:_ Certamente essa sua mulata idealizada sexualmente não trabalha como gerente do Banco do Brasil; certamente essa sua mulata idealizada e quente é uma prostituta de esquina...ou qualquer outra coisa que a exclui de participar dignamente da Sociedade, e aquela loira que não é muito quente ao seu modo de ver, onde você a imagina trabalhando? Certamente em algum lugar no mínimo digno!...Esse é o motivo pelo qual o negro não aceita os estereótipos. Quando chamamos um alemão de alemão estamos nos referindo apenas a sua características físicas, agora, quando chamamos um negro de negrão, ressuscitamos todos os estereótipos e preconceitos históricos que há por de trás dessa palavra. Basta lembrarmos os sinônimos associados a palavra negrão que foram construídos ao longo da historia.

J.Nunez


Apartheid sem Cor

Não podemos permitir isso:
Crianças comendo em lixão,
Barracos feitos de papelão,
Casebre pendurado no morro,
Crianças trabalhando no sinal,
Crianças vendendo o corpo,
Mulheres dando seus filhos,
Pais vendendo seus órgãos,
Modernidade destruindo o planeta,
Cabanas embaixo de viadutos,
Moradias dentro do esgoto,
Roubos e mulatos bandidos,
Dança que insinua sexo,
Velhinhos catando lixo,
Morte em corredor hospitalar,
Crianças trabalhando para comer,
Padre e pais pedófilos,
Políticos e sociedade corrupta...
Essa geração sem rumo,
Esse consumismo, essa genética...

Nossa conservação cultural é também a conservação de nossa miséria.

Não podemos aceitar isso:
Essa visão unilateral especialista,
Esse nosso passado histórico,
Essa nossa exclusão social,
Essa conservação da pobreza,
Abolição que não veio,
O preconceito já enraizado,
Esse apartheid sem cor,
Essa nossa miséria cultural,
Essa preservação da ignorância,
Essa nossa visão colonial,
Essa escola, vergonha pública,
Esse histórico abismo social,
Essa nossa clássica corrupção,
Essa cegueira de excluído,
Esse orgulho de favelado,
Esse preconceito de vira-lata,
Essa brasilidade não assumida,
Esse nosso jeitinho jeca,
Essa nossa baixa estima...

Octavio Guerra J.Nunez O IMPARCIALISMO

Poesia escrita na métrica Imparcialista

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