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MOVIMENTO IMPARCIALISTA

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IMPARCIALISMO

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Cronopoema: O jardineiro artificial e outros


Cronopoema: O jardineiro artificial e outros

Cronopoema é o fazer literário tendo como base os acontecimentos do dia, a estética desse estilo é formada de poema, prosa, conto, crônica e jornalismo.
O cronopoema não faz críticas, e sim relatos, leituras da realidade e constatações imparciais dessa realidade; esse conceito de imparcialidade é apropriado a nossa Era da Informação e nossa ditadura da opinião.


O jardineiro artificial

Ano dois mil e trinta e três, 
Até então os cientistas tinham a ilusão de manipular a genética,
Até que deu na manchete de todos os jornais: 
Cientista chega em casa e pega sua esposa transando com o jardineiro artificial,
Quando eu digo artificial estou dizendo no sentido conotativo da palavra,
O jardineiro é uma criação do avanço cientifico e tecnológico,
O jardineiro é resultado da manipulação genética.
Como todo marido traído e como todo bom e velho homem primitivo
Que é muito humano em todas suas emoções, sensações, pensamentos
Com toda Irritação à luz artificial, a poluição sonora e outras centenas de poluição,
Com todo o seu subconsciente, com todo o seu desejo de ser amigo,
Amante viril, e com toda suspeita de marido e pai de família
e com todo o seu apego a vida e a matéria,
Esse bom e velho homem primitivo matou a facadas
(Em 2033 ainda existe faca) sua esposa e o amante.
Criação infeliz... Desse cientista, que com tudo é primitivo e não suportou 
A traição de sua mulher artificial, aqui o artificial tem sentido denotativo ok.
Uma observação: O cientista errou na mão...
Deu ao jardineiro artificial um membro viril muito maior e mais grosso que o seu,
E isso custou seu casamento, você sabe como é, marido ausente,
Jardineiro lindo e gostoso ali, justou a fome e a vontade de comer.
(Em 2033 comer é isso mesmo o que você está pensando.)
O cientista em questão descobriu de maneira trágica
Que ele não domina si quer suas emoções, quem dirá a natureza,
Deixemos a natureza para o grande arquiteto do universo e da vida, Deus...
Sejamos humildes como os índios,
Que se integra ao universo e com a vida,
Comem o que a mãe natureza dá,
Banham nas águas das cachoeiras,
Se tornam UM com a vida e o universo
Quando dança e cantam seus mantras tirados da natureza...
Eles respeitam a vida e a natureza 
Porque sentem a presença de Deus em tudo,
E o que são seus deuses se os elementais da natureza, 
Se não o Deus invisível em tudo que foi por criado próprias sua mãos.
“Para que inventar tanto tanta moda,’’
Como dizia meu bom e velho avô.
Somos e seremos sempre primitivos em todas as nossas emoções, sensações,
Limitações, necessidades, nossa biologia... 
Aceitemos a vida e a morte naturalmente, acreditemos na alma no carma
E na evolução da alma, e sejamos simplesmente felizes...
Como um bom o primitivo... Que é o que somos.
O poeta IMPARCIALISTA Josias Maciel disse:
Quer algo novo: faça sexo tântrico com sua esposa
E se torne UM com a natureza e o universo...e Deus está lá...

Salomão Alcantra
J.Nunez

Onde está a fronteira entre o certo e o errado?

Eu não posso ficar calado, não vou ficar calado!...
Eu imploro! Não fique calado!... Grite reclame, implore...
Pelo amor de Deus!
Vamos sair dessa passividade brasileira clássica e ridícula.
Essa minha fúria é fruto da primeira notícia que eu recebi 
Nessa manhã de sexta-feira, 14 de maio de 2010
É a noticia de uma mulher sendo roubada dentro de uma delegacia,
E os policiais não fizeram nada, você escutou bem! Não fizeram nada!...
Porque não fizeram nada? Certamente tiveram medo dos bandidos,
Certamente temeram por suas famílias e por suas vidas...
Não posso acreditar que a polícia e o bandido 
Se aliaram para roubar pobre que não possui segurança particular.
Pelo amor de Deus alguém de me dê uma arma de fogo,
Eu preciso sair para trabalhar!
Eu preciso me armar, eu preciso proteger minha família...
Minha filha que tem apenas um ano e seis meses...
Eu preciso sair agora e comprar uma arma de fogo!...
Esse fato não é só feito por policiais que não fizeram nada,
E por bandidos que romperam com a fronteira,
Que deveria ser intransponível, entre a sociedade de homens de bem
E os criminoso e expurgo da sociedade...
Nossas teorizações inconscientes nos leva a pensar 
Em socialização de expurgos sociais e lixos humanos,
Quem seria capaz de sentar-se a mesa com o assassino de seu filho?
Nesse ponto temos que deixar de ser hipócritas!
É o fim do mundo, agora eu tenho certeza de que é o fim do mundo,
E esse fim do mundo não foi profetizado!...
Esse fim do mundo se realizará através do caos social que estamos vivenciando,
Perdemos totalmente a noção de certo e errado,
Na educação somos estúpidos quando damos 
Camisinha para crianças na escola para que façam sexo seguro,
Deveríamos educar essas crianças para que formem família,
Que trabalhem, estruture a vida, respeito seu próprio corpo,
Respeite o sentimento e o corpo do outro, 
que descubram o amor no namoro,
E que o casamento e a família seja sua meta na vida,
Que tenham virtudes cristãs,
Que sejam capazes que exercer a cidadania, que saibam diferenciar
O homem de bem que trabalha para o bem comum de bandido e criminosos,
Que possam saber ao menos de que lado estão,
Mas o que fazemos é dar o braço a torcer,
E o que mais poderíamos fazer, 
Se muitos pais de seus filhos são distantes e não possuem
A menor noção de educação e formação básica de um ser humano,
E como poderiam ter essa noção? Se eles são fruto da exclusão
E a educação de seus filhos reflexo do reflexo dessa exclusão 
Que nos levou a esse caos social.
Rompemos com tudo! Puteiro e porta de nossa casa onde educamos nossos filhos
Está se tornando a mesma coisa, policia, justiça e bandido de confundem,
Homens e bem, pais e família, assassinos e outro criminosos se confundem,
Não sabemos onde começa a sociedade de formada
Por seres humanos com virtudes cristãs
E os homens que rompem com todas as leis...
Onde está a fronteira, entre o certo e o errado?
Nesse caos social em que vivemos não sabemos mais onde 
É o puteiro e a porta de nossa casa, em nossa sala garotas de fio dental
Rebolam na TV, enfrente a nossos filhos e nossa esposa,
Se hipocrisia é sinônimo de sensatez, equilíbrio e noção de certo e errado
Devemos voltar ser hipócritas, e logo.
Nesse ponto devemos ser mais hipócritas!
O que mais me impressiona desse lixo cultural 
Produzido pelos filhos da exclusão é o fato de que os filhos das classes sociais
Que se preparam para ser o poder na sociedade,
Está envolvida até o pescoço do lixo cultural que está na mídia
E que é produzido nos lugares de exclusão social de nosso país,
Mas como não ser seduzido pelo lixo cultural que é 100% sexo.
Com o sexo ninguém pode!
Meu Deus! Esses doutores, juízes, administradores, professores, formados
De conteúdo de faculdade é lixo cultural que vem lá dos lugares
Mais baixo da sociedade...Ai de nós e do futuro em suas mãos.
Eu os amo, lugares mais baixo da sociedade!.., Porém não posso ficar calado
Sou o imparcialista e também estou ai na zona de exclusão...
Jesus amado, perdemos a noção de leis biológicas, leis humanas, lei de Deus...
Fazemos tudo em nome do prazer, afinal somos a sociedade do prazer.
Nos como brasileiros e cidadãos do mundo 
Vivemos o caos social universal de nosso tempo,
Porém temos um agravante!...Somos frouxos na moral, tolerantes em demasia, 
Excessivamente flexíveis, passionais, passivos etc. 
Somos os típicos colonizados!... 
Com mentalidade e passividade de colonizados,
Pelo amor de Deus...ACORDEMOS!... 
Porque foi que aceitamos ser desarmados!..
Porque somos coniventes e passivos 
Deitados eternamente em berço esplendidos!...Colonizados!...

Salomão Alcantra
J.Nunez

De que céu estamos falando!...

Apesar do céu ter amanhecido azul na cidade de Marília,
Definitivamente é o fim dos tempos, 
haja igreja para tanto gente desejando o céu... 
já não basta o clima agora os cientistas 
dizem que um meteoro pode colidir com a terra em 2014
Um céu como recompensa é o que espero,
mas que céu é esse, 
se o céu do qual eu tenho direito é patronizado pelo cristianismo
com um felicidade e um monotonia insuportável.
Como podemos patronizar o céu e a felicidade, 
se o nosso céu é um inferno. 
O meu céu não pode ser igual ao de todo mundo,
Cá entre nós, queremos ir para o céu, mesmo que seja esse cristão,
com tudo que nos condena ao inferno, não conseguimos desapagar.. 
O céu de um carnavalesco deveria ser feito 
de mulatas rebolando eternamente e samba a eternidade inteira, 
o céu de um banqueiro deveria ser de muito dinheiro e muito, 
mas muito consumo, 
o céu da socialite não pode ser igual ao meu,
eu não suportaria tanta superficialidade,
e ela não suportaria todas as pesteiras que falo sem pudor,
o céu das fanqueiras deveria ser um proibidão, 
o céu de um jogador de futebol deveria ser de loiras mulatas, outras, 
mais carros e música de mau gosto, 
o céu na verdade deveria ser o Inferno de Dante,
sem diabo e muito fogo, é claro! 
Esse céu patronizado não serve nem para as mais beatas das beatas 
com seus sonhos eróticos e absolutamente molhados. 
Que céu você está esperando, 
um céu de música instrumental e anjos gordinhos tocando a eternidade inteira, 
isso seria um inferno em forma de monotonia.
Passamos a vida inteira desejando um céu 
que no fundo de nós mesmo sentimos que seria uma tortura infernal 
ter que suportar anjinhos fofinhos tocando eternamente,
e nós lá escutando feito um gato gordo que se deixa no sofá da sala,
na verdade o que desejamos mesmo é o inferno,
mas sabemos que o diabo é malvado 
e não nos deixará em paz para curtir nossa devassidão eternamente. 
O diabo sempre vem com aquela história de fogo eterno. 
Cá entre nós, não somos cisnes brancos!... 
Se não fosse esse medo da morte trazidos pelas catástrofes, 
o mundo é um céu para muito de nós.
Em fim não é que desejamos o céu; é que borramos de medo do inferno. 
Acredito na espiritualidade em que a entrega é total 
e a felicidade e a segurança vem dessa entrega...
Criamos um deus moldável e mais o menos, 
um deus simpatizante a tudo que é podre em nós...
Há! como eu amo a entrega a DEUS de Santa Rita de Cássia,
Os estigmas de são Francismo de Assis,
Esses santo de penitências mortificadoras, são os escolhidos de DEUS.

Salomão Alcantra 
J.Nunez


Musas, patrões da beleza e famosas em dias de carnaval.

Uma famosa, dessas que só é musa e famosa no carnaval
Foi levada à justiça porque um rapaz que acabou de sair da puberdade
Comprou uma revista em que essa famosa, que é famosa nos quatro dias de carnaval,
Está fazendo o famoso nu artístico,
Porém o rapaz que por sinal e por incrível que pareça é virgem,
Contudo versadíssimo em computadores,
Desfez todos os recursos que o computador coloca nas mulheres de revista,
Depois desse feito extraordinário a famosa em dias de carnaval,
Ficou um pouco parecida com sua avó materna,
O rapaz ficou desiludido como se fosse a primeira traição de sua vida,
Depois ele acostumou, no entanto a traição da famosa 
Em dias e carnaval não ficou barato,
O rapazinho contou tudo para a mamãe,
A mãe ficou furiosa... como era de se esperar,
Ela esbravejou bastante e decidiu procurar o direito do consumidor,
Afinal, ela tem toda razão... Como pode seu filhinho ainda virgem
Ser enganado por essa superficial ou artificial.
No tribunal a famosa que é famosa só no carnaval negou tudo!...
O que é natural, alguma coisa tem que ser natural...
O juiz disse _ a senhorita (oh senhorita!) está sendo acusada de ser inteirinha falsa,
O advogado de defesa interveio _Meritíssimo,
Minha cliente pode ser falsa na personalidade, mas no corpo não!
O juiz continuou:
_ A senhorita pode nos dizer quais dessas cirurgias a senhorita realizou.
Estão o juiz passou uma lista das cirurgias que ele conhece
Porque sua esposa já realizou algumas delas.
A senhorita já realizou rinoplastia, blefaroplastia, 
Lipoaspiração, ritidoplastia, mamoplastia
Otoplastia, botox, durepox, fotoshop, abnominoplastia, himenoplastia,
Drenagem linfática, silicone e outras que desconheço.
Nego, nego até a morte, tudo que eu tenho foi consegui com meu Suor e meu dinheiro, isso é uma difamação, um calunia...
Disse furiosa a famosa em dias de carnaval.
Mas o juiz que sabe tudo de cirurgia plástica não entrou na dela,
E ordenou que ela pagasse ali mesmo os nove reais e trinta centavos 
Que o rapaz gastou para comprar a revista de nu artística.
Ela sai do tribunal morrendo de medo de que outros consumidores
Que se sentirem lesados entrarem na justiça pedindo o dinheiro de volta...
Que é justo!
Eu pessoalmente prefiro as mulheres de Renoir,
Mas quem disse que as mulheres se cuidam para os homens,
Elas se cuidam para as outras mulheres,
É uma espécie de orgulho e vaidade feminina.
Esse cronopoema é a informação da desinformação,
A notícia que não é notícia, muito mais comum em dias de carnaval.
Agora vamos a notícia:
“Homem mata esposa porque foi traído com o chefe de sua filha,
Que também andou pegando sua filha.”
Onde esse mundo vai parar, como é que os homens suportaram
Tanta falta de dignidade, humilhação e destruição de sua família.


Salomão Alcantra 

J.Nunez

O Cheiro da Fossa 

Levantaram a tampa da fossa,
Deixando em Brasília
Esse inigualável cheiro de bosssssssque.
Quem abriu a boca, quem ousou destampar à fossa...
E remexer na merrrrrrrcadoria secreta.
“Quem é que se importa com a opinião pública”
Estamos na democracia, e a confundimos
Com falta de vergonha na cara.
Você me diz o que pensa,
Eu faço de conta que não é comigo,
Que “não sei de nada” 
E assim fazemos um país cada dia mais cínico.
Não sou nem um pouco romântico, 
Sei do jogo de poder,
Mas também não precisamos ser tão desavergonhados,
Precisamos de um pouco de virtude, 
Mesmo que sejam elas cristãs.
Com tudo, ainda nos sobra uma qualidade, 
“A ética” esse decoro não nos deixa ser injustos
Com nossos companheiros de cumplicidade. 
Você não me enche o saco com seu civismo barato,
“Quem se importa com a opinião pública”,
Ela não passa de um cachorro de rua, 
Velho fraco e desdentado.
Quem se importa com esse povo sem atitude,
Com esse povo que é colonizado colonizador de si mesmo.
Você não me enche o saco com seu civismo frouxo
Senão eu te mando ir tomar no...
Igual o Chico Bento na nova gramática,
Igual ao senador na entrevista.
Em fim “relaxa e goza” 
Porque se fazer resistência, 
Vai doer muito mais que está doendo agora.

Salomão Alcantra

J.Nunez

Verdade é o que você quer ouvir.

Verdade é aquilo que você está disposto a ouvir,
E não outra coisa que venha a incomodar
Sua estabilidade emocional.
O pastor de gentes sabe muito bem disso,
Tanto é que mudou o discurso, ou o produto,
Agora ele vende prosperidade,
Antes ele vendia salvação meramente.
Enquanto lá dentro do salão comercial, 
Que chamam de templo, ele gritava
Com sua voz rouca padronizada que manifesta
Quase uma agonia e seu timbre feito,
Eu descia a Rua: da Consolação.
Se vende salvação e felicidade
E eu só quero comprar o que não encontro, 
Um remédio e uma mascará contra a epidemia.
Se vende salvação e felicidade
E eu só quero livrar-me da grande catástrofe natural.
Queria ter dinheiro para comprar 
Um terreninho lá em Marte, 
Que venha com esgoto e água encanada.
Quero uma salvação científica.
Enquanto tudo isso lá nos Estados Unidos
Mais um homem fatalista e fracassado, 
Entra atirando em mulheres na academia LA Fitness.
Enquanto tudo isso o Abílio Santana
Vem descendo a Rua: da Consolação 
Saindo da casa da índia, 
Onde gastou todo o seu salário semanal,
Numa ejaculação precoce.
A verdade é o que você quer ouvir,
Por isso digo que te amo.
A verdade é diferente para outras mulheres,
Por isso é tão fácil viver,
Basta ser leve e dizer
O que o outro está disposto a ouvir.
Se você assim quiser, posso te arrastar para dentro
E beijar te descompassadamente,
Se assim preferir posso de jogar para fora,
Te implorar que não vá embora,
Posso fazer escândalo, 
Posso dizer que te mato, 
Posso dizer que morro de ciúme.
Mas também não posso nada disso,
E viveremos sem mentiras na calmaria da vida,
Escorreremos pela madrugada 
Contemplado esse bucolismo urbano
Aqui da ponte Getúlio Vargas.

Hermínio Vasconcelos 
J.Nunez

Pizza Sarney com borda secreta 

Na nova didática 
O Chico bento manda ir tomar no...
Na mesma e sempre política,
Tudo acaba em pizza bordada de cumplicidade masculina.
Uma baixaria cotidiana lá do outro lado da rua, 
Interrompe minha Cronopoética, 
É a Dóris sendo jogada pra fora,
Seu amante a pegou traindo 
Com o amante traído de sua esposa. 
_“Todo mundo faz”: ela dizia aos gritos.
O Bill Clinton e a celebridade faz.
Ela esqueceu da regra; há uma enorme diferença 
Em ser ou não pego com a “boca na botija” 
Ou em outro lugar qualquer de sua preferência.
Ele dizia: _ Nunca mais pise aqui...
Aqui quem manda sou eu!...
É o que o Hugo Chaves está preste a dizer.
_ Ele manda lá do outro lado da fronteira,
Porque aqui quem manda é o Sarney.
Disse meu amigo crítico. 
Existe tanta coisa com nome de Sarney 
Aqui na sarneylandia, que a pizzaria ali da esquina
Já criou o que faltava:
Pizza Sarney com bordas secretas. 

Abílio Santana
j.Nunez 

CRONOPOEMA é uma escrita com características de crônica, conto e poesia e jornalismo.

De tão miseráveis, não somos nem se quer excluídos.

Acima ou abaixo da linha do equador,
Certamente abaixo da linha da miséria,
Não somos os esquecidos,
Somos os que nunca foram lembrados,
Aqueles em que o grito nem se quer é sufocado,
Porque não temos força para um grito.
Aqueles que nem se quer são explorado,
Porque não temos nada para ser tomado,
Somos esses da miséria inútil.
De tão miseráveis, não somos nem se quer excluídos.
Nosso gemido de dor é abafado,
Por nossa própria fraqueza.
Não incomodamos ninguém
Porque nem se quer existimos
O suficiente para incomodar.
Não temos o luxo de ser classificados
Em qualquer classe social,
Somos aqueles sem estatísticas,
Somos aqueles que nem se quer são desprezados;
Para que fossemos desprezados
Seria preciso antes que fossemos vistos.
Não somos aqueles que é ignorado,
Não nos olham com indiferença,
Simplesmente não somos nem se quer olhados.
Não somos o Jeca Tatu de Monteiro Lobato,
Porque esse é ao menos um classificado,
Somos esses incapazes de explicar a própria dor,
Somos esses que nem se quer foi abandonado a própria sorte, 
Porque não temos nem a sorte nem o azar.
Se existimos, se é que existimos,
Não incomodamos o suficiente para sermos vistos,
Não temos voz, não temos grito, não temos lágrimas,
Em nós tudo é tão seco como esse chão.
Não temos o horizonte dos homens que sonham,
Não temos o pesadelo dos homens que sonham,
Somos apenas corpos plantados,
E a nossa dor não tem gemido,
Então olhe nos meus olhos,
Então olhe no meu rosto desfigurado de sofrimentos.
O que se vê em meu corpo não são marcas do tempo,
Porque nem se que somos estagnados,
Estamos muito abaixo disso...
Não nos negaram nada, não nos ofereceram nada,
Porque ainda nem se quer fomos vistos.
Não nos perguntaram nada, porque não temos voz.
Não nos reprimiram de nada, porque nosso grito já é silenciado
Por nossa fome e nossa fraqueza. 
Meu Deus, meus Deus
Se tu és o pai de todo homem
Porque nos colocou aqui.
Senhor, não sei dos vossos mistérios...
Homens, não sei nada das vossas maldades.

Octávio Guerra 
J.Nunez 

Atos Secretos 

Nevoeiro encobre a cidade,
Ela voltou mais cedo 
E me pegou em “atos secretos”
Embaixo do edredom.
Tentei explicar: ela disse que não precisava,
Mas a vergonha ainda persiste
E continuo tentando explicar:
“Não fiz nem menos nem mais 
Do que você faz em pensamento 
Quando esta em público.”
Talvez eu seja só mais um sujo querendo
Justificar nivelando você comigo.
O nevoeiro foi ontem; hoje o Sol
Deixa entrar pela janela sua claridade raliada de verão,
Deixa essa vontade do seu beijo úmido e quente.
Tudo é noticia; estatística de sexo casual também é noticia,
Violência não é mais noticia é matéria prima para o cinema,
É produto de consumo para a tv,
Mas o que me importa mesmo
É trazer de volta seu beijo quente e úmido
E nosso sexo casual que rolava 
Antes de eu ser pego em “atos secretos”.
Ela voltou, entendeu que foi solidão e até me perdoou,
Mas para me dizer isso, 
Ela veio com um homem elegantíssimo e bem sucedido
Certamente ela espera que eu tenha um pouco de nobreza
E corte os pulsos quando saindo ela bater a porta.
Talvez ela pensa que sou uma gueixa suicida
Ou um político asiático, ela realmente não me conhece!...

Abílio Santana 
J. Nunez
Sou degenerado e frouxo na moral quando sou Abílio Santana. 

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