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IMPARCIALISMO

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Antes de tudo, humano....

Qualquer pessoa, antes de qualquer estereótipo é um ser humano, e essa condição faz por si só qualquer pessoa de bem, digna de respeito, admiração e conscideração...
Antes que me digam que uma sociedade sem os estereótipos e os tipos populares é uma sociedade morta e sem graça; digo as razão pela qual o mulato e o negro não os aceita. Os estereótipos são colocados em um grupo social para divertir o grupo social que exerce o poder na sociedade, são colocados para delimitar e incapacitar um grupo socialmente inferiorizado, um exemplo: o índio é preguiçoso, o negro é vagabundo e o mulato é um pouco de cada coisa. Se os estereótipos existem, inevitavelmente, vá colocá-los em outro grupo social, porque o mulato é sabido de mais para aceitá-los. O negro inteligente não aceita ser chamado de negrão ou qualquer coisa que o delimita, porque esse negro inteligente sabe do peso histórico que por de trás dessa palavra e de outras que o caracteriza socialmente. A resposta para essa questão é uma frase feita: “chamar um branco de alemão não é preconceito, agora, chamar um negro e negrão é’. PORQUE É PRECONCEITO !?.... É preconceito porque na palavra negrão e em outras palavras que não é preciso pronunciar, estão carregada de estereótipos que foram construídos ao longo da história, e que o próprio negro aceitou por carência , necessidade e ilusão de ser aceito, e de certo modo apreciado. Os estereótipos possuem esse poder de iludir, de dar ao excluído um falsa ilusão de que ele é aceito e apreciado: um exemplo claro é o malandro e a mulata que ainda possuem essa ilusão de que são aceitos. Não é difícil observar que o malandro foi aceito até o momento que era conveniente e proveitoso aceita-lo como um produto da cultura popular, mas o que o grupo social a qual esse malandro pertence, ganhou com essa caricatura de si mesmo? Absolutamente nada, a não ser mais um estereotipo que os delimitam. Para que serve esse malandro hoje? Agora a mulata serve e muito! Basta que essa mulata continue com seu rebolado enlouquecedor que ela continuará servindo para alguma coisa. Um vez me disseram que as mulatas são mais quentes que as mulheres brancas, perguntei a esse individuo:_ Onde você imagina essa mulata trabalhando? Eu mesmo respondi:_ Certamente essa sua mulata idealizada sexualmente não trabalha como gerente do Banco do Brasil; certamente essa sua mulata idealizada e quente é uma prostituta de esquina...ou qualquer outra coisa que a exclui de participar dignamente da Sociedade, e aquela loira que não é muito quente ao seu modo de ver, onde você a imagina trabalhando? Certamente em algum lugar no mínimo digno!...Esse é o motivo pelo qual o negro não aceita os estereótipos. Quando chamamos um alemão de alemão estamos nos referindo apenas a sua características físicas, agora, quando chamamos um negro de negrão, ressuscitamos todos os estereótipos e preconceitos históricos que há por de trás dessa palavra. Basta lembrarmos os sinônimos associados a palavra negrão que foram construídos ao longo da historia.

J.Nunez
Movimento Literário Imparcialismo

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