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MOVIMENTO IMPARCIALISTA

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sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Feliz Ano Novo Cidade de Marília

Luta e sonho

A nossa luta inicia no sonho de vencer,

Não existe outro caminho,

Senão esse que iniciamos todos os anos,

Essa estrada feita de sonhos, esperança e fé.

Sem esses pensamentos positivos

Não teríamos motivos para iniciar um novo ano,

Muito menos para essa dádiva que é viver.

Sonharemos a dois, sonharemos a sós,

Sonharemos entre amigos, sonharemos entre os nossos,

Sonharemos um país, sonharemos um mundo melhor...

Lutamos porque temos sonhos de vencer,

Lutamos porque temos fé que podemos vencer,

Lutamos porque temos esperança de vencer,

Sonhamos porque a luta se inicia

No sonho, na esperança e na fé

De que haverá dias melhores.

Sonhamos porque sabemos que tudo

Que ainda não foi realizado já existe em forma de sonhos,

Lutamos porque é assim que transformamos sonhos em realidade.


JOSÉ NUNES PEREIRA

Deseja um Feliz Ano Novo aos leitores do blog Cidade de Marília

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

"As tietes do Roberto''...

Uma Banda chamada “As tietes do Roberto” chegou à cidade,

Pensei que fosse meia dúzia de senhoras

Com idade entre os cinqüenta e sessenta,

Mas não é nada disso, elas são meninas entre dezoito e vinte um anos.

“As tietes do Roberto” tocou no Casanova show...

Essas meninas foram para mim

Apenas uma imaginação erradas de quem são elas...

Tenho essas noites entre o natal e o réveillon,

Noites ornamentas de cores e luz de natal...

Num dessas noites ela vai chegar,

Não sei se teremos o que dizer um para o outro,

Talvez nos olhemos feito cachorros estranhos um para o outro

E continuaremos entre nossos amigos em conversas que varem a noite....

Talvez nada disso aconteça, talvez ela tenha se apaixonado,

Talvez alguém tenha tirado Gilda dessa vida...

Talvez ela tenha uma família e uma noite de natal entre filhos e esposo.

Há!... Asas podem ser atadas, mas asas são sempre asas

E ela não me engana... Num dia qualquer,

Num dia de fraqueza moral ela cairá na noite ou na vida...

Hermínio Vasconcelos

J.Nunez

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

O amor dos homens maduros...

Foi de um olhar que tudo começou,

Como disse meu amigo e poeta Murilo Santiago:

"Um olhar não é só um olhar"

Depois eu disse que era amor,

Primeiro um olhar erótico e sutilmente lascivo,

O cheiro de seu corpo inebriante,

Me levou a pensar e a imaginar

Muito além da realidade,

Logo mais a sensação que desconhece conceitos de pecados...

E em seguida o pecado em si...

É assim que nasce o amor nos homens maduros...

O amor nos homens maduros não se esconde em romantismos,

O amor nos homens maduros é amor sexual...

Apesar de eles trazerem flores

E ornamentarem tudo com mentiras necessárias...

É assim que nasce o amor...

Esse é daqueles amores que não suporta falhas

Ou ejaculação precoce,

Ela não quis isso para outras noites de amor...

Abílio Santana

J.Nunez

domingo, 26 de dezembro de 2010

Poesia Esotérica Imparcialista

Dentro da noite dos voluptuosos


Quem eu deixei para ter tanta saudade...

De que lugar, de que terra distante eu parti...

Em que rua, em que noite eu me perdi,

Que saudade é essa; se tudo está no mesmo lugar,

E a monotonia cotidiana é a mesma...

É estranho!.... mas eu procuro por mim,

Mas como eu me deixo!?

Mas como eu me esqueço!?

Mas como é que eu sinto saudade de mim mesmo!?

Essa noite eu saio a minha procura

Como se procurasse um amigo dentro da noite dos lascivos...

Dentro dos sonhos e dos pesadelos

Dessa noite de sono desperto....

Eu me procuro essa noite,

Estou com muita saudade do meu ser,

E o que sou eu... se não um ponto de referência

Um ponto de partida para mim mesmo,

O que sou... se não uma síntese do que é humanidade...

Jonas Corrêa Martins
J.Nunez

sábado, 25 de dezembro de 2010

Holística oriental e individualismo ocidental é o Imparcialismo...

A literatura imparcialista é fruto do multiculturalismo, sendo assim o Imparcialismo possui a holística oriental e o individualismo ocidental em sua formação. A holística dá ao Imparcialismo uma visão de coletividade e o individualismo ocidental dá ao Imparcialismo uma visão de independência sem perder a noção de ligação e fusão do individuo com o universo. O Imparcialismo é a noção de que o individuo não é estritamente coletivo e também não é estritamente individual, há uma interdependência entre essas duas formas de estar no mundo. A união dessas duas visões resulta no Imparcialismo. O Imparcialista é o observador do mundo, e vê esse mundo de uma perspectiva que é nascida no próprio olhar abstrato, na própria visão do mundo, ou no relado desse mundo olhado sem que seja julgado apenas olhado e noticiado com imparcialismo, essa observação do mundo contemporâneo é realizada por esses olhos físicos e por esse olhos abstratos. O Imparcialismo não pinta o mundo o mundo pinta a si mesmo em um processo mecânico ou consciente da ação de formatar a si mesmo. O Imparcialismo não contextualiza fisicamente o sujeito, essa é uma maneira oriental de contextualizar o sujeito, o Imparcialismo contextualiza o sujeito de maneira abstrata, dá a esse individuo a independência quase arrogante do ocidente, esse individuo não é necessariamente fruto do meio ou contextualizado ao meio, o individuo pode ser contextualizado dentro de um processo de identificação com os ambientes, e essa identificação parte dos conteúdos que se tem na alma ou de maneira menos segmentado: do abstrato no homem. O Imparcialismo observa a si mesmo contextualizado e dentro do contexto e observa o outro dentro de seu contexto individual e dentro do contexto contemporâneo. O Imparcialismo é esse olhar por todos os ângulos imagináveis e possíveis. O Imparcialismo é a visão em perspectiva, é a perspectiva invertida do oriental, é esse olhar de baixo para cima, é esse olhar de cima para baixo, é esse olhar na tocaia, é esse olhar por todos os ângulos, é o olhar que parte de um individuo para outro, é o olhar imparcial que observa a si mesmo e o outro, é um olhar de um deus justiceiro, imparcial e completo pela equidade, é esse olhar com todos os sentidos ... O Imparcialista é o ser observado quando ele é o individuo contextualizado ou dentro do contexto de maneira identificada, porém é identificação não é cegueira total porque se assim fosse resultaria impossível esse movimento artístico literário. O Imparcialismo é a criação de si mesmo por essa razão a consciência é primordial.

J.Nunez


Amor e verdades sobre o amor

Análise de um olhar displicente...


Todo olhar não é somente um olhar,

Num olhar vai o conteúdo de sermos nós...

Analiso meu “sorriso inocente”,

E seu “olhar displicente”

Se ela sorrir, sorrirá com a mente,

Se ela me olhar, olhará com o pensamento...

Se eu corresponder seu sorriso

Corresponderei com um sentimento.

Um olhar surge independente de conceitos,

Um olhar surge e desmonta idéias fixas e tabus,

Um amor suporta um olhar de traição,

Ma os conceito de amor cristão

Não podem suportar essa verdade.

Um olhar e sempre muito mais que um olhar,

Um olhar me faz humano, errante e pecador...

Um olhar me faz humano, sensível, amoroso e carismático...

Um olhar esconde muito ou revela tudo...

Um sorriso esconde muito ou revela tudo...

Eu sorri com o pensamento, a alma e os desejos...

Um olhar e um sorriso podem ser preliminares

Para os corpos que se desejam...

Tudo está ao pé dos precipícios ou escondem labirintos

Inclusive o seu olhar displicente e o meu sorriso inocente...

Murilo Santiago

J.Nunez

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

O Chamado espiritual

Eu suportaria a solidão se não fosse a dois,
Se não houvesse o desencontro de alma,
O silêncio em minha voz,
Se não fosse entre essas paredes que me sufocam,
Se não fosse dentro dessas noites de torturas na alma,
Se não fosse na multidão que não me vê,
Na cidade que não adormece e me deixa só.
Ouso bater a porta de saída,
É o vento da chuva fina dos dias de varão.
Eu queria chorar até me sentir vazio de mim,
Mas desaprendi, depois de tanto tempo tentando a ser forte.
Eu suportaria a solidão se a cidade me acolhesse,
Se os amigos não fossem imaginários e os demônios tão reais,
Se eu não estivesse aqui sem alma,
Se eu não tivesse o medo de atravessar a fronteira
A caminho da solidão dos anacoretas.
Meu Deus!... porque me convidas para os teus silêncios,
Para tua montanha onde ruivas os lobos famintos,
Para seus precipícios que engolem universos,
Para teu oceano onde sou nada e desapareço,
Para a sua garganta, senhor das noites de angustia,
Que agora me tritura com seus dentes.
Porque me convidas a deixar as multidões,
Porque me deste esse coração inconformado...
Eu sei, eu sei, você estará comigo,
Quando eu abandonar tudo e caminhar rumo aos teus silêncios.
Tenho os pés atados aos prazeres e a alma clamando por ti,
Porque deste a mim alma que não pertence aos homens,
O olhar para além de tudo que é ilusão,
E a saudade de ti,
Como se nós nos conhecêssemos a milhões de anos.
Deus, meu Deus porque me chamas...
Porque suspiro tanto por ti...
Porque me arrastas para a grande tormenta na alma,
Senhor das minhas noites de penitencias
Porque não aprendi a viver com os homens
Na cidade que adormece paz,
Porque eu tenho que peregrinar pelas estradas cheias de ladrões,
Assassinos e todo tipo de malfeitores.
Porque tenho que caminhar
Rumo a mim mesmo por dias e noites infindáveis.
Porque não me deste a alma dos homens...
Porque estou tão distante de casa,
Porque eu quero tanto voltar para casa
Feito um cão que foi carregado para longe...
Senhor, tenho tanto medo da solidão das estradas,
Do perigo das montanhas, da correnteza das águas,
Dos desertos que cobertos de caveiras,
Do frio das noites, e da claridade dos dias
Que não me expõe aos perigos, dos atalhos e dos desvios
Que me faz perder o caminho que me leva para casa.
Senhor, eu tenho sede...

Jonas Correa Martins
J.Nunez

O IMPARCIALISMO

Jonas Corrêa Martins é o poeta do misticismo, do ocultismo, da experiência consciente em metafisica e da vivencia da espiritualidade. É o poeta deste tempo de liberdade religiosa e de cultura globalizada, tempo de multiculturalismo em que as religiões se fundem no conhecimento esotérico. É poeta sem corpo físico e suas vivencias são metafisicas. Poeta da subjetividade objetiva e do realismo abstrato consciente, sua poesia em nem um momento é fluxo inconsciente de pensamentos e por mais abstrato que possa parecer, neste poeta existe a vivencia desta realidade metafisica. Não se deve confundir sua experiências fora do corpo físico com meras construções e malabarismos semânticas, é ainda mais grave confundi-lo com subjetivismo inconsciente.

Símbolo Imparcialismo


terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Pesquise temas Interessantes para seu trabalho escolar...




Faça uma pesquisa inovadora:

-ALTRUÍSMO E IMEDIATISMO REFLEXO
NA LITERATURA IMPARCIALISTA


- SOBRE OS NOVOS CAMINHOS DA LITERATURA E DA ARTE...



SOBRE:   O   Movimento Literário Imparcialismo


O propósito desse Movimento é criar o novo contexto para a literatura, para assim formar a literatura para o novo contexto; a literatura que seja a leitura do homem contemporâneo, com seus medos, suas aflições, suas dúvidas, seus pensamentos, seus sentimentos, seus conflitos, suas condutas, sendo assim, a Literatura Imparcialista busca a arte objetiva.






Movimento literário Imparcialismo:

Literatura, letras, holística, estudo sociocultural, artigos, trabalhos acadêmicos, poesia,literatura imparcialista, métrica, cronopoema, bucolismo urbano, pseudônimos, literatura contemporânea, J.Nunez, poetas imparcialistas,literatura experimental, artigos imparcialistas, estudos literário de um novo contexto, teoria literária etc


  
                                 Poeta José Nunes Pereira 


CONHEÇA A NOVA LITERATURA BRASILEIRA NESSA BLOG:
http://literaturaimparcialista.blogspot.com  

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Uma canção que não sei dançar
 Rua Saint Germain;
O frio da noite fez à cidade deserta,
Mas se a canção for um blues
E a neblina  apagar os faróis,
A noite será uma procura de desejos,
Até que o dia apague as luzes da cidade.
Talvez você fique,
Talvez eu me deixe,
Um pouco mais em seu corpo
Ou talvez role apenas um papo filosófico,
Digo que gosto do Pessoa;
Ela diz que está lendo Baudelaire.
Apesar de meus hábitos noturnos,
Tenho sonhos empoeirados
E medos encobertos,
Mas se você sorrir,
Se olhar no espelho
E não tiver medo de luz de Sol,
Sou capaz de voltar a sonhar.
Nas ruas o vento sopra uma canção,
Que não sei dançar,
Mas se você sorrir,
Deixo a pista para quem não têm seu par
Se depois desta noite, você desaparecer,
Inventarei acasos para te ver,
Diminuirei meus passos para me alcançar,
Me de a sua mão; mas me deixe caminhar
Com meus próprios pés.

Herminio Vasconcelos
J.Nunez

domingo, 19 de dezembro de 2010

Amor, ficar, sexo sem compromisso, amores contemporâneos

Crônica do dia


http://literaturaimparcialista.blogspot.com/

Tudo ainda esta no mesmo lugar,

Só você não é a mesma,

Que um dia deixei, dentro do coração.

Quando você quebrar a cara

Pode estar certa que estarei aqui,

Esperando você desiludir...

Ou estarei apenas aqui, sem esperar nada.

Do mesmo modo que meu violão continua ali

Num canto do quarto,

Não espera que eu aprenda a tocar uma canção,

Apenas continua ali, do mesmo moda que deixei.

Pode estar certa, que não reprovarei seus atos,

Pois já passei por este caminho:

Seguindo o brilho estranho de um olhar,

Fui parar nos labirintos da paixão.

Cedo ou tarde você saberá,

Que era somente mais um coração,

Destes que se encontra pela vida,

Largado ou abandonado de propósito.

Eu não esperava muito de você,

Apenas que soubesse sorrir,

E me contasse qualquer coisa

Que representasse a crônica do dia,

Esperava apenas que você risse de tudo...

Me contasse quem é você,

Para que eu mostrasse quem eu sou...

Se você voltar, se você me chamar,

Pode esta certa que estarei ao seu dispor,

Não que isso seja amor,

Apenas sou leviano e desprezível...

E aceito qualquer migalha prazer...


Herminio Vasconcelos

J.Nunez

http://literaturaimparcialista.blogspot.com/

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

O Amor Clássico no Contemporâneo

Poeta do amor Clássico Contemporâneo


O IMPARCIALISMO A LITERATURA QUE FAZ A LEITURA DO HOMEM MODERNO



José Nunes Pereira poeta das dores clássicas, em sua poesia o homem é o mesmo e padece das mesmas dores que padeceram nossos antepassados, poeta da tristeza dos amores impossiveis, poetas das partidas, das perdas e dos sentimentos que machucam. Nesse poeta somos mais humanos e sofremos de amor, esse poeta revela que em nosso interior, apesar do modernismo e do sexo casual e dos relacionamentos desassociados de sentimentos, no fundo de nossa almas somos os mesmos e padecemos de amores impossiveis. O seu sentimentalismo e seu sofrimento por amor revela que ainda temos muito de Romeu e Julieta em nós.


Eu não te espero...

As cartas de amor estão guardadas,

E o amor que eu sinto também está guardado

Ou deixado aqui em algum lugar do meu peito

Esperando que eu te esqueça...

Eu já nem tento mais...

Parece impossível deixar de amor você.

As cartas de amor amareladas pelo tempo

Falam de amor para sempre e promessas de felicidade

Mas a única coisa que persiste é esse amor

Que fez da minha vida cais de porto

De onde nada parte e nada chega para ficar.

Nem sei mais se sofro ou não...

O que sei é que não vivo,

O que eu sei é que não morro,

O que eu sei é que você não vai voltar,

O que eu sei é que a vida fechou seus olhos

Para os nossos sonhos de amor eterno e felicidade...

Eu não te espero, eu só não vivo...

José Nunes Pereira

J.Nunez


Ainda posso ler em seu olhar

Agora é tarde para pensar

Se foi de mais ou não,

Me deixar ao sopro dos acontecimentos.

O tempo passou tão devagar,

E a porta esteve sempre aberta

E meu coração ao seu dispor,

Mas você não quis voltar.

Agora é tarde para se arrepender,

Não me faça mais promessas,

O frio adormece minha mão,

E a noite esta chegando em meu olhar.

Apesar de tudo, ainda tenho forças

Para dizer, que nunca deixei de te amar.

Sofri, chorei, fui tão infeliz,

Cada segundo sem você.

Não se esforce tanto para dizer,

Ainda posso ler no seu olhar,

Aquelas palavras que a distância calou.

Agora me deixa fechar os olhos,

Não seque esta lágrima,

Não acalente esta dor,

Sempre chega hora de partir,

Mas nunca é tarde, deixe cair

Sua lágrima incontida.

Agora não interessa quem estava certo,

Apenas deite em meu peito,

Deixe que eu adormeça,

À noite esta chegando em meu olhar,

Então apenas sinta

O que eu não posso mais dizer...



JOSE NUNES PEREIRA

J.Nunez

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

O Amor na Poesia Contemporânea

Sem os pudores de amar em segredo...


Ela não me olhou, não me viu e não quis,

Eu simplesmente não existi.

Eu a vi, eu a quero...

Eu a amo biologicamente falando,

Por tudo que não fez...

Eu a amo por tudo que não sei sobre ela,

Eu a amo sem os pudores de amar em segredo,

Eu a amo com tudo que ela possui e eu não posso comprar,

Eu amo descaradamente feito um tarado...

Eu a quero sem querer nada mais que a querer e pronto,

Eu a amo com poluções noturnas feito padres celibatários,

Eu a amo feito empregado de última categoria

Que espia a filha de patrão que não é para seu bico,

Eu a amo feito velhas virgens e beatas

Que amam rapazotes na puberdade,

Eu a amo sem propósitos

Ou sonhos de amor que não sejam erótico...

Eu digo que é amor não porque não há palavras

Para esse sentimento libidinoso,

Eu digo que a amo porque o amor dignifica tudo que é sujo...

E estritamente sexual...

Eu amo igual a você, humanamente...

Abdias de Carvalho

J.Nunez

Análise o Poema Imparcialista

O Poema Imparcialista Sem os pudores de amar em segredo... É uma leitura dos amores contemporâneos em que o sexo sem compromisso sentimental é fruto da liberdade sexual conquistada pelas mulheres e desfrutada bestialmente pelo homem, dentro desse contexto socioeconômico e sociocultural contemporâneo resultantes dos avanços da ciência e da industrialização que levou essa mulher para o mercado de trabalho e a moldou para seus fins...consumo e criação de mercados de consumo...

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Como acolher anjos em sua casa

Essa Casa Acolhe Anjos

Essa casa acolhe anjos

Não esqueçais a hospitalidade;
alguns as praticaram, tendo a sorte de,
sem o saberem acolher anjos.
(Hebreus 13 v 1)

Na casa em que os móveis

Cheiram perfume de lavanda,

O ar é perfumado de incenso de cânfora,

Entoam um mantra que invoca a pureza

E a música clássica ecoa,

Essa casa, acolhe anjos.

Na casa em que os raios de sol

Matutino invade, se ouve

Os sussurros de amor, dois corpos

Se enroscam em um arrebatamento carnal,

Num êxtase de alma,

Essa casa, acolhe anjos.

Nas casas em que corre a energia telúrica

E a hospitalidade e o amor são praticados,

Essa casa, acolhe anjos.

Na casa em que une a potência do homem

E a entrega da esposa, essa casa, acolhe anjos.

Na casa em que os elementais brincam no jardim,

Um deus fálico e uma deusa de seios fartos

São idolatrado e a palavra é o verbo sagrado,

Essa casa, acolhe anjos.

Na casa em que em que impera silêncio

Sobre as coisas, o pó não acenta

E os sorrisos e as palavras são sinceras,

Essa casa, acolhe anjos.

Nas casas em que se adora o Cristo,

Compreendem a sabedoria de Buda,

O conhecimentos de Maomé,

O Pentagrama protege as entradas

E São Francisco está nas imagens e nas orações,

Essa casa acolhe anjos.

Jonas Corrêa Martins

J.Nunez

Postado por José Nunez

domingo, 12 de dezembro de 2010

Pesquisa: A literatura Contemporânea Imparcialista

Movimento Literário Imparcialismo

Pesquisa:  alguns temas

  • A Literatura Contemporânea Imparcialistas
  • Novos Caminhos para à Literátura
  • O Novo Contexto Literária
  • O Estudo para a Nova Arte eNova  Literatura
  • Os Artigos Imparcialistas e a Poesia Imparcialista
  • A criação dos poetas Imparcialistas
  • A Temática Imparcialista
  • Os conceitos de Literatura Imparcialista
  • A Métrica imparcialista e o cronopoema
  • O bucolismo urbano e a holística na poesia 


J.Nunez Poeta, Criador do Movimento Literário Imparcialismo e seus Poetas Imparcialistas,
escritor dos Artigos Imparcialistas e Editor do blog Cidade de Marília.

sábado, 11 de dezembro de 2010

A poesia contemporânea e o contexto literário para essa poesia

Superficial, imediato e a flor da pele


Meu amor está à flor da pele,

Tão a flor da pele que acho que seja paixão a flor da pele.

Meus beijos são também, às vezes, a flor da pele.

Tudo em mim vive a flor da pele...

A raiva é à flor da pele,

A moral , a ética e o sexo são à flor da pele,

Tudo em mim é superficial... E a flor da pele.

Para me possuir basta me querer,

Meus critérios são meramente biológicos,

Feito fêmea de qualquer espécie em sua seleção sexual,

Basta me querer, não muito, não mais que uma vez e uma noite...

Contudo fica essa sensação que sou descartável,

E sou, e somos para uma noite de alguém,

Esse sentimento nasce de um pouquinho de dignidade humana

Que teima em ser à flor da pele...

A flor da pele porque sou humano,

A flor da pele porque sou homem contemporâneo...

De masculinidade duvidosa porque é à flor da pele.

Tudo é imediato, no limite, superficial e a flor da pele...

É assim que somos contemporâneos.

Abílio Santana

J.Nunez

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

As meninas que vendem sexo

Esse poema é fruto do artigo: Multiculturalismo e conceitos de salvação e verdades absolutas;

Assim como quase todos os Poemas Imparcialistas são frutos dos artigos imparcialistas

As meninas que vendem sexo

Na esquina as meninas que vendem sexo

Não se preocupam com a “vida fácil” que levam...

Será que é fácil mesmo...

Amanhecer esperando clientes

Que saem quase sempre muitos satisfeitos e mal agradecidos...

Há!... Mas elas também são filha de Deus...

E como filhas de Deus foram batizadas e fizeram primeira comunhão...

Umas foram casadas na igreja de Santa Conceição,

Outras já nasceram filhas de mães prostitutas...

E Deus, segundo as igrejas, é muito bom

E pode perdoar e salvar essas meninas perdidas na vida fácil que levam...

As meninas estão chegando para uma noite fria e sexo pago...,

As bondosas senhoras e senhoritas voltam das igrejas;

Descem mesma rua das meninas; a rua do terreiro da Quitéria.

As senhoras bondosas e as senhoritas de fachadas são santas,

E as meninas que fazem sexo pago são santas sem fachadas...

São tão perdidas, tão salvas quanto às senhoritas e senhoras

De pensamentos inconfessáveis....

Salomão Alcantra
J.Nunez

Multiculturalismo e conceitos de salvação e verdades absolutas...


O Cristianismo é ainda um instrumento de repressão cultural, em um tempo em que o mundo está a caminho de um multiculturalismo e uma globalização cultural. O cristianismo ainda é a verdade absoluta, o caminho único e a salvação da humanidade para os povos que o inventou e para os povos e religiosos que foram conquistados por essa idéia de salvação e superioridade cultural por ser esse cristianismo a verdade universal e absoluta.
Todas as atrocidades praticadas em nome dessa salvação e verdade absoluta se justifica com a própria idéia de salvação e verdade universal. Há muita sinceridade, muita ignorância, muito cinismo, muita hipocrisia, muita maldade, muita inocência, muita mentira elaborada por de trás dessa desse conceito de salvação e verdade absoluta.
A maldade, a hipocrisia e a mentira elaborada estão ao encargo de quem usou essa idéia de salvação e verdade absoluta como instrumento de conquistas e atrocidades contra outros povos, e fez ainda do cristianismo instrumento de conquista e justificativa de conquistas e selvagerias.
A inocência e a ignorância do cristianismo está mais viva que nunca, podemos observar essa ignorância em indivíduos que estão a margem de todas os direitos humanos e dos básicos de cidadão; pregarem essa verdade e essa salvação absoluta com uma arrogância que os fazem se sentirem os prediletos de Deus; estão podem rir debochadamente de todos que não foram tocados que essa verdade e salvação. Esses indivíduos são incapazes de uma visão panorâmica, uma visão por todos os lados, por todos os ângulos de todas as tocais, por todos os caminhos desses labirintos chamados conceitos; isso porque o cristianismo é uma idéia e uma linha de pensamento, e tudo deve ser encaixado dentro dessa linha de pensamento e não importa o quando é preciso de desculpas esfarrapadas e contorcionismo teórico.
É claro que o cristianismo não é o único a desrespeitar a cultura e a liberdade de expressão cultural, porém é o mais clássico dos desrespeitos a cultura e a liberdade de outros povos.
Essa idéia desavergonhada e arrogante de que o cristianismo é a salvação do mundo, fez do cristianismo uma ferramenta de extermínio de culturas e de povos.
É interessante observar que qualquer individuo desprovido de todos dos direitos básicos, qualquer individuo que vive de esmola, qualquer velhinha analfabeta propaga essa idéia de salvação e verdade absoluta com tanta convicção que é impossível qualquer diálogo. O cristianismo trouxe uma forma de auto-estima baseada na presunção e uma desculpa para todos os fracassados de todas as épocas.
O Multiculturalismo é possível, mesmo que parece que essa idéia liberdade cultural vai contra as convicções e auto-afirmações culturais. O multiculturalismo é possível quando ele é praticado como uma liberdade de expressão cultural e uma abertura ao conhecimento sem auto- afirmações presunçosas e a serviço de domínios culturais e territoriais.







quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Poesia esotérica imparcialista

O noivo


É sempre o coração!...

Senhor do desejo sincero,

E dos propósitos verdadeiros...

Coloquei minha razão

Neste caminho que escolhi

E livrei à alma

Por medo de ir fundo de mais.



A filosofia pede minha alma,

A arte quer mais que a razão,

Mas só tenho esse coração,

Para colocar nessa vereda de espinhos.



Se for para sangrar,

Que seja para eternidade da alma,

Se for para sofrer

Que seja para a liberdade do espírito.



Sou pássaro com muitos pares de asas,

Mas com um só coração,

Para voar rumo à verdade...

Sou o noivo de uma única dama,

E ela pede meu coração,

E ela quer minha alma...

31/12/07

José Nunes Pereira

J.Nunez

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Com Você eu Aprendi...

Com Você eu Aprendi...


Com você descobri muito mais de mim mesmo,

Com você eu aprendi não só a sorrir,

Mas também a chorar e sofrer por amor.

Com você aprendi que o sacrifício e a lágrima

Fortalecem a alma e madurecem o espírito.

Foi te conhecendo que descobri

O quanto você é melhor do que eu,

O quanto sou exigente com os outros

E o quanto eu cobro de mim mesmo.

Com você aprendi a esquecer o mal

Que outras pessoas me causaram

E a lembrar o bem que elas se dispuserem a fazer por mim.

Com você aprendi a dar um sorriso a quem precisa

E uma palavra de apoio e gratidão nos momentos difíceis.

Com você eu aprendi a pedir a Deus

Coragem nós momento que tive medo,

E agradecer a ele o fruto do meu trabalho.

Com você eu aprendi que os amigos torcem pelo nosso sucesso

E que aquele que chamamos de inimigo,

Cabe ele o papel de nos fazer melhores.

Com você eu aprendi a respeitar as opiniões contrarias,

Porque as nossas verdades são etapas do caminho.

Com você eu aprendi que o tempo, que nem se quer existe,

Escorre e apaga todas as nossas diferenças.

Com você aprendi que o que tenho chamado de minha cruz

E na verdade a vida sendo vivida com todo o seu realismo

Capaz de fazer nos melhores feito pedras polidas.

Com você eu aprendi que o reconhecer meus erros

É o caminho mais curto para a perfeição.

Com você eu aprendi que o Amor

É a única religião na qual todos nos pertencemos

E que morte que chega inevitavelmente,

É de fato a única idéia da qual ninguém discorda.

Com você eu aprendi que o perdão

É um bem que se faz a si mesmo e ao próximo.

Com você eu aprendi que o arrependimento

Vem de nossa alma que almeja a perfeição.

Com você eu aprendi que a vida são dois caminhos,

Um é o que eu mesmo faço,

O outro é aquele que a vida nos leva.

Com você aprendi que no homem e na mulher

A espaço mais que suficiente

Para o adulto e a para a criança em nós.

Com você eu aprendi a confessar meus erros,

A dizer que tenho medo e alcançar uma mão estendida.

Com você eu aprendi uma canção alegre,

Uma lição de vida, o peso das palavras

E uma historia para contar.



Francisco Medeiros

J.Nunez



A Poesia Imparcialista busca a função da palavra, a função da literatura, nesse ponto se difere totalmente do Parnasianismo que buscava a arte pela arte e do Modernismo que não considera poesia o texto que não valoriza a estética e a poética nas palavras, portanto não considera obra de arte a mensagem e a auto-ajuda etc. O Imparcialismo não afirma que esses textos sejam obra de arte, mas que a literatura Imparcialismo busca primeiramente a função da palavra.





segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Poesia de amor, recordação, perdão, reconciliação...

Se você não me olhasse assim


Sei bem que não é somente eu,

Que necessito do seu amor,

Sei que existe um outro alguém

Que sofre, chora, sonha com você.



Tá difícil convencer meu coração

De que todas as manhãs,

Nasce um novo dia;

Com outros caminhos pra seguir,

Outras portas vão se abrir,

Outros sonhos que serão

Novas recordações.



Seria fácil te esquecer,

Se você não me olhasse assim,

Não fizesse assim,

Do jeito que eu gosto.

JOSÉ NUNES PEREIRA
J.NUNEZ

sábado, 4 de dezembro de 2010

Chego à escola e um aluno pós-moderno e com toda a sua educação....

Professor? Eu!...


A estrada que passa acima da neblina

No vale da morte me faz saber o que é nuvem,

Nuvem é coisa vaporosa feito nosso amor pós-moderno.

Cronopoema imparcialista é assim mesmo,

Começa como quem não quer nada

Para depois te dar uma paulada na idéia...

Bem que eu!... falei que vivemos uma ilusão de progresso

Quando pensamos que estamos ficando ricos só porque

Compramos nas casas Bahia em muitas vezes para pagar...

Vem ai novas medidas do governo!...

A serra dos veados tirou a sintonia do meu rádio na estrada...

Eu nem bem comecei a brigar

E já me perguntaram: _ O que você veio fazer aqui...

Dar aulas é coisa de louco... Eu ainda nem deferi meu primeiro soco

Nessa briga e já me aconselharam:

_ Vai fazer outra coisa! Educação é coisa de doido!

Eu sei, o salário é pouco, mas a briga é muito boa!

Eu estou a fim de briga feito mulher barraqueira e homem valente...

Talvez eu me canse dessa briga...,

Mas o orgulho não vai me atrapalhar a sair dessa...

Espero que eu não me acostume a apanhar da policia do José Serra.

Para quem não sabe aqui que escreve é o poeta e professor

J.Nunez, o pretensioso Poeta Imparcialista

Que se acha da estirpe de Fernando Pessoa e Walt Whitman...

Chego à escola e um aluno pós-moderno e com toda a sua educação

Da era do consumo e da formação de mercado me pergunta

_ O que você veio fazer aqui!?. Quero aula vaga!...

Salomão Ancantra

J.Nunez

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Poesia de amor contemporâneo...

Um amor igual ao seu...


Eu queria um amor assim

Igual a você, igual ao seu...

Um amor para amanhecer ao meu lado,

Um amor de causar inveja,

Um amor que eu não saberia viver,

Um amor tão puro, tão doce que enjoa...

Um amor para eu ficar tediado de rotina e de amor assim...

Eu queria um amor igual ao seu para me sentir preso,

Para eu ter para onde votar,

Para eu saber que sou de você.

Eu queria um amor assim

Só para saber o que é ter um amor assim...

Depois ficar tediado e dizer te Adeus,

Indiferente a esse amor tão puro, tão doce que enjoa...

Experimentei o seu amor para saber

Que amor equivalente ao meu amor, é amor leviano....

Hermínio Vasconcelos

J.Nunez

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Solidão, desencontro e silêncio

Descontentamento


Talvez você não tenha notado:

Tenho asas, que não podem se batidas

Entre estas paredes.

Não sou anjo, na verdade

Sou bem oposto disso.

Tenho asas e o canto doce de um pássaro.

Danço embriago de solidão e silêncio

E invoco espiritos livres.

Há meus amigos!...,

Almas que repudiam a tudo que esta estabelecido,

Escutem o meu canto solitário

E venham me resgatar.

Sim... sei que nos alimentamos de solidão,

Mas por um intante,

Rompamos o véu da distância,

Sejamos soprados pela intuição

E guiados por nossas almas afins...

Sente-se a mesa, acompanhe-me

Em alguns goles de um bom café.

Falemos de assuntos que não seja esta rotina,

Que não seja nada

Que esta estabelecido como certo...

Se seres estranhos como nós, pairam no ar,

É porque não temos chão,

E não aceitamos bases falsas.

Enrosquei minhas asas na rotina

E sem alimentar, minha alma

De silêncio e solidão, padece.

Herminio Vasconcelos

J.Nunez

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

A cultura do criminoso...

O crime e a formação cultural.

As invasões nas favelas do rio é uma cruzada contra o crime,
mas o crime nas favelas está dentro de um contexto,
o crime não acontece sem que influencie a cultura, o pensamento e os costumes.
Muito dos costumes e da cultura das favelas do rio de janeiro foi usado
Pela televisão sem se importar que essa cultura vai na contra mão dos princípios de uma sociedade que vive em equilíbrio e resguarda a formação de uma cultura de elite,
Que sempre foi o que há de mais refinado na cultura de um povo.
A televisão e a indústria da música trouxe a baixeza cultural que sempre vem associada ao sexo as drogas, ao crime, as apologias ao crime, a inversão de valores, as influencias dos criminosos sobre a população especialmente sobre crianças e adolescentes.
As baixezas culturais das favelas do Rio de Janeiro, com aquelas danças e aquelas músicas associadas ao sexo são o que a de mais baixo no ser humano se tornou a cultura dos jovens de nosso país, e essa influencia está forma indivíduos irresponsáveis, incapazes de pensamento critico, incapazes de ações políticas e sociais, incapazes de qualquer tipo de senso, incapazes de assumirem nosso país num futuro próximo.
O crime é no Rio de Janeiro é uma fachada de uma questão socioeconômica, de uma questão histórica de exclusão social e formação cultural.
As meninas e os adolescentes de nossa classe alta e média que são os futuros pensadores de nossa sociedade estão sendo influenciados pelo que a de mais baixo no ser humano e na cultura, essa cultura que segue os instintos sexuais e toda a bestialidade produzida Lea inconsciência.A mídia brasileira trouxe o puteiro, o lixo e os instintos bestiais para dentro de nossas casa e fez desse lixo os formadores de uma geração que não tem a hipocrisia vital para discernir onde é a casa da luz vermelha e onde é a casa de família onde se educa indivíduos que serviram para a elevação cultural, moral, espiritual e física de um país.
O crime está dentro de um contexto e o contexto está dentro do crime....

domingo, 28 de novembro de 2010

Literatura Esotérica

Porque vai chegar um tempo em que os homens não suportarão a sã doutrina, mas, sentiram cócegas nos ouvidos, reunirão em volta de si mestres conforme suas paixões.
 Timóteo cap 4 ver 3.


É madrugada em minha vida,

Todas as portas estão trancadas,

As luzes das casas se apagaram

E só me resta voltar para a solidão.

Vou caminhar mais um pouco dentro da noite,

Vou resistir mais um pouco em voltar para casa,

E quando a amanhecer a solidão,

Feito menino desamparado,

Se perderá de mim na multidão.

Quantas vezes amanheceu em minha vida,

Quantas vezes deixei a madrugada,

E me tornei mais um na multidão

Onde eu tentei me abandonar

Igual a qualquer coisa que não sabe que existi.

Mas o fato de me sentir,

Destacava-me a mim mesmo

Como se eu fosse o único a vestir essa pele.

Estou me rendendo feito um boi

Que lentamente se entrega a morte.

Quando eu desisto, escuto o chamado,

Que vem das montanhas silenciosas,

Das profundezas do meu ser,

Das cavernas escuras feito a noite,

Das sensações de existir...

Quanto eu me entrego, escudo o chamado

Que me mostra o único caminho

Que meu ser deseja caminhar,

Então, sinto o silêncio e a solidão,

Que feito à morte, me envolvem em seus braços.

Você que canta, dança, sonha, vive,

Não sabe nada da solidão do caminho

E do chamado para as noites de tormentas,

Para os precipícios da alma,

Para o silêncio e a solidão nas montanhas,

Para os desertos onde uivam cães famintos...

Não sabe que deve deixar o seu primeiro amor...

Jonas Correa Martins

J.Nunez

sábado, 27 de novembro de 2010

Não existe crime organizado no Brasil

Se não houvesse o descaso histórico e a exclusão social que sempre ocorreu em nosso em nosso país, certamente não estaríamos vendo as forças armadas brasileiras invadindo favelas no Rio de Janeiro para exterminar o crime organizado que é fruto do descaso e da exclusão social. A invasão das favelas, essa que é fruto do descaso e da exclusão social histórica, é necessária para que elimine o bandidismo que também é conseqüência da exclusão e desse descaso histórico. A inversão de valores nessa geração que viu bandidos se dando bem e exibindo poder e propriedades pode ser exterminado junto com a criminalidade do Rio de Janeiro. Esse é um momento histórico para nosso país. O reflexo desse invasão nas favelas poderá ser sentido das escolas de todo o Brasil porque essa geração repensará os valores e o poder.
A idéia de crime organizado está sendo desmanchada, o que vemos são indivíduos de bermudão, camisa cavada e chinelo nos pés, porém com armas poderosas as mãos e muita maldade no coração. O que temos chamado de crime organização não passa de uma obediência as regras básicas que não os levem a uma autodestruição. O que sabemos é que na primeira oportunidade esses bandidos matam seus comandantes para tomar seu lugar. A verdade é que são incapazes de se unirem quando se trata de salvar a própria pele, isso vai ser demonstrado do desenrolar dos fatos. Não pode haver solidariedade onde só existe maldade e egoísmo. Entre criminosos não há uma verdadeira busca pelo bem comum quando estão desesperados para salvar o próprio coro. Que seja exterminada a inversão de valores junto com o crime do Rio de Janeiro, Que a sociedade de bem prevaleça!...
A violência e a criminalidade estão sendo usadas com matéria prima para a criação de filmes e difamação e desmoralização de nosso país talvez e tomara que seja o fim.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Sexo, homem e mulher contemporâneos

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É claro que não haverá o tinir do aço das espadas,

O zunir das balas de revolveres

Nem mesmo uma gota de sangue será derramada,

Ela apenas esticará o braço e com um dedo apontará

Quem de nós dois ela quer para esta noite.

Sou uma das opções, sou o herói picaresco,

O mais humanos dos tipos de homem.

O outro faz o tipo politicamente correto,

Tem cara de super-herói Americano

E moral patética de super-herói americano.

Talvez ela esteja mesmo é a fim de apanhar está noite,

Ela escolheu outro que não estava no jogo,

Outro que não estava no seu cardápio de mulher realizada.

Talvez ela está mesmo é a fim de apanhar está noite;

Escolheu um sujeito tatuado e cheio de bandidismo,

Talvez ele tenha dotes, ou é bem dotado,

Sabe Deus!

Abílio Santana

J.NUNEZ

Arena

Somos todos iguais

E tudo está à venda

Inclusive seu sexo

Você bebe em rodas de amigas

Em balcão de bares,

Fala alto, gesticula e diz palavrões,

A muito deixou de ser uma donzela

E é tão normal.

Do outro lado do bar

Outros olhos de fitam

Mas não estão dispostos

A derramar uma gota de sangue

Na arena dos seus olhos de mulher emancipada.

Também não estou disposto.

Pouco ou muita melanina não importa,

Deixe que os corpos se enrosquem,

Deixe à mestiçagem genética e cultural,

Mas conservemos nosso território, nossa pátria.

Pedi um café orgânico e um pão dietético,

Elas ainda falam alto e dão gargalhadas

Dopadas de endorfina.

Abilio Santana

J.NUNEZ

O IMPARCIALISMO: POESIA PARA O NOVO CONTEXTO

O HOMEM MODERNO ESTÁ PERDENDO SUA IDENTIDADE DE HOMEM NO SENTIDO MAIS BRUTO DA PALAVRA, TEMOS HOMENS COLOCANDO SILICONE ATÉ NA BUNDA. CERTAMENTE ESSE HOMEM É O REPLEXO DO PODER DA MULHER.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Raça simplesmente não existe....

Raça simplesmente não existe,

O que existe é a repetição de característica

Que vão configurando os indivíduos;

Filhos de pais com características semelhantes.

As características físicas repetidas configuram um indivíduo

E os estereótipos os delimitam com preconceitos....

Mesmo que eu não tenha o sangue de negro,

Eu sou mulato ou negro em qualquer lugar do mundo;

Então eu sou mulato, essa é a cor da minha pele.

Embora eu prefira o orgulho de vencer

Sem precisar de um dia que celebre a consciência negra,

Um dia que represente uma auto – afirmação,

Esse dia faz com que o negro sinta que ele não é semelhante

Aos que não precisam desse dia para lutar por igualdade...

A auto – afirmação pode ser entendida com uma forma

De racismo e inferioridade por necessitar de auto – afirmação.

Embora eu prefira o orgulho de vencer em silêncio e sorrateiramente,

Embora eu prefira o orgulho de não precisar

Do dia 20 de novembro

Embora eu prefira ir comendo pelas beiradas,

Embora eu prefira disfarçar a escalada,

Embora eu finja displicência e pouca importância,

Embora eu me faça finja contentamentos e gratidões

Enquanto estou pegando tudo que é meu por direito,

Embora isso tudo ;

Sei que esse dia 20 de novembro

É uma maneira de unificar a luta pela igualdade social.

J.Nunez

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Poemas de amor, perdão, reconciliação e separação

Desvalidos

Conheço seus caminhos, e seus passos pela noite.

Você anda por todas as ruas onde impera os desejos,

Onde afoga e esquece as dores do mundo,

Em conversas vazias e goles de absinto.

Quando todas as portas se fecham, só te resta

Voltar para casa e dormir enrolado

Em qualquer trapo, feito um cão faminto.

Depois de rondar mais um pouco, tentando

Resistir o desejo de me ver , você se rende...,

Pela centésima última vez; e vem subindo á escada,

Se enroscando nos passos e trombando na parede.

Você vem quando já estou cansada

E não espero mais ninguém.

Você bebe de mim, o último gole que resta,

Esquece o mundo em meu peito;

E não me pesa nada...,e ainda tenho a palavra certa,

E mais o sorriso compreensivo de mãe,

E as mãos delicadas de esposa carinhosa.

Você se deixa iludir, e nada mais te falta.

Refeita a sua auto-estima, você me recompensa,

Sem precisar deixar o coração.

Pela centésima ultima vez, você desce á escada,

Disposto a conquistar o mundo,

Como todas as outras vezes, que você saiu por esta porta.

Continuo ali onde você me deixa; adormeço sem culpa,

E amanheço outra vez, Deusa de vagabundo e desvalido.

Espero por você até o próximo fracasso,

Até que se renda de vez, e se entrega feito um animal abatido;

Então compartilharemos da mesma alma,

Do mesmo fracasso, sem a hipocrisia das palavras certas.

Hermínio Vasconcelos
J.Nunez

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Essa casa acolhe anjos...

http://literaturaimparcialista.blogspot.com/


A Espada de um Anjo

Suas roupas foram caindo no chão do quarto
Feito pétalas de rosa branca desnuda.
Seu corpo nu é ainda mais perfumado.
Sem pétalas ficou a mostra sua pele de cor rosada
E sua pelugem de pêssego maduro
De relva ou saliva de língua áspera
Ficou umedecida sua pele macia de maça
Nunca antes mordida .
Brincando de bem-me-quer com seu corpo
Arranquei sua uma pétala ,
Rompi seu único véu ou membrana
Ela desfaleceu feito um passarinho abatido,
Gemeu e sentiu o espasmo de morte
Ou de Santa Tereza transpassada pela espada de um anjo erótico,
Agora me olha agradecida, e como se eu fosse o Senhor
A vida e da morte, ela me pede um filho.

Josias Maciel

J.Nunez


Essa Casa Acolhe Anjos

Não esqueçais a hospitalidade; alguns as praticaram, tendo a sorte de,
sem o saberem acolher anjos.   (Hebreus 13 v 1)

Na casa em que os móveis
Cheiram perfume de lavanda,
O ar é perfumado de incenso de cânfora,
Entoam um mantra que invoca a pureza
E a música clássica ecoa,
Essa casa, acolhe anjos.

Na casa em que os raios de sol
Matutino invade, se ouve
Os sussurros de amor, dois corpos
Se enroscam em um arrebatamento carnal,
Num êxtase de alma,
Essa casa, acolhe anjos.

Nas casas em que corre a energia telúrica
E a hospitalidade e o amor são praticados,
Essa casa, acolhe anjos.

Na casa em que une a potência do homem
E a entrega da esposa, essa casa, acolhe anjos.
Na casa em que os elementais brincam no jardim,

Um deus fálico e uma deusa de seios fartos
São idolatrados e a palavra é o verbo sagrado,
Essa casa, acolhe anjos.
Na casa em que em que impera silêncio
Sobre as coisas, o pó não assentar
E os sorrisos e as palavras são sinceras,
Essa casa, acolhe anjos.

Nas casas em que se adora o Cristo,
Compreendem a sabedoria de Buda,
Os conhecimentos de Maomé,
O Pentagrama protege as entradas
E São Francisco está nas imagens e nas orações,
Essa casa, acolhe anjos.

Jonas Corrêa Martins
J.Nunez


MOVIMENTO LITERÁRIO IMPARCIALISMO

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Equidade no amor

Equidade no amor


Equidade em nosso caso amoroso

É tudo que eu te peço!

Não, não é misericórdia, mas equidade...

Não, não é pena, mas equidade...

Tudo que eu peso é que me ame um pouco

Já que eu te amo tanto,

Me queira um pouco, mesmo que seja essa noite,

E só por esse noite...que mal há em amar uma única noite,

É assim que o amor fica eternamente no coração,

E não se desgastas em noite de sexo comprometido.

Me queira um pouco já que eu te quero só de você me ver,

Não, não é olhar, olhar exige um pouco mais de atenção...

Não estou pedindo muito... só que me queira!...

Não é asssim.... querer..., querer para sempre!

Mas querer por uma noite, essa noite talvez.

Não é assim querer com beijos de tirar o fôlego,

Querer de ter lágrimas nos olhos,

Na disso... é apena querer não mais que o suficiente para um noite,

Eternidade é só na alma...

Aqui dentro do meu coração você sempre esteve

De uma maneira tão gostosa... que penso que amor

É uma espécie de amizade e gratidão...

Há essa noite!...

Talvez meu coração viva eternamente dentro dessa noite.

Hermínio Vasconcelos
J.Nunez

domingo, 21 de novembro de 2010

Amor, paixão e vida louca

Paixão e vida louca


É verdade que ninguêm pode ter tudo;

Minha vida esta longe de ser perfeita,

Mas tudo estava sobre controle,

Tudo estava abaixo de meus pés.

É verdade que não havia

Grande paixão, loucura de amor

E brilho no olhar; até que você chegou,

Feito um vendaval repentino

Arrasando minha vida

De paisagem bucólica,

Com manhãs de outono e tardes de inverno,

Robou minha felicidade,

Entorpeceu meus sentidos,

Pôs um brilho estranho em meu olhar,

E um sorriso tolo em minha boca,

Depois me tirou o chão.

É verdade que ninguêm pode ter tudo,

É certo que eu tome uma decisão,

Entre a frieza segura de meu lar,

E a vida louca imprevisível ao seu lado.

Salomão Alcantra

J.Nunez

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Diversidade Cultural...

A miscigenação cultural e racial é a grande riqueza do Brasil. Nesse tempo de multiculturalismo, globalização e possibilismos em todos os campos de ações humanas, o Brasil pode ser a máquina desse novo tempo. A diversidade racial e cultural que constitui a cultura de um país, traz possibilidade de associações biológica e culturais que resulta em nova possibilidade de criação e de desenvolvimentos intelectuais, culturais e biológicos . As associações raciais e culturais não deixam que o ser humano se estagne em seu processo mecânico de criação cultural, biológico e intelectual . A diversidade do homem em si mesmo é a matéria prima para o próprio desenvolvimento. Sem a diversidade e sem as associações raciais e culturais o homem se estagna nesse processo mecânico de desenvolvimento. Há o desenvolvimento do homem em si mesmo, porém esse não é um processo mecânico, é um trabalho consciente de auto – realização. A aproximação da raça de si mesmo e em si mesma são possibilita essas associações maravilhosas que podem resultar em um imprevisível mundo novo com novas possibilidades culturais e raciais e novos campos de atuações humanas.
A Literatura Imparcialista é fruto desse tempo e da observação consciente desse novo contexto, a Literatura Imparcialista é uma nova possibilidade, um novo campo de atuação para o homem.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

O sexo na sociedade contemporânea



Fani e Natália - Ex-BBBs juntas na 'Playboy'

Porque a SOCIEDADE está aceitando esse tipo de coisa
mulheres insinuando beijo e sexo,
será que essa sociedade está criando uma nova Sodoma e Gomorra,
O que estamos pretendendo com isso...
formar uma sociedade que desconhece todas as lei
inclusive as biológicas que fazem do sexo entre opostos
uma necessidade a criação e a vida.
será que estamos criando uma sociedade
que segue apenas a lei do desejo, dos instintos e do prazer
será que estamos querendo romper com todas as leis...
inclusive com a lei divina...
se é esse o nosso propósito lamento...
porque estamos tendo muito sucesso.
as garotas de nosso tempo estão beijando
outras garotas de nosso tempo e estamos achando muito natural!...
elas e eles também estão vendo tudo isso como muita naturalidade.
essa é sociedade que é guiada apenas pelo prazer,
por isso SOCIEDADE DO PRAZER ;
um mostro que está começando e comer o prório rabo
e está achando maravilhoso comer o próprio rabo.
essa sociedade rompeu com a Deus
quando separou o mundo físico do espiritual
agora está rompendo com sigo mesmo e com a consciencia.
Quando iniciou esse processo de tornar a lei do prazer
como a única lei que rege a humanidade, começamos
a caminhar para a mais completa bestialidade
e inconciencia de nós mesmos, para a desindegração humana,
estamos numa overdose sexual que nós cega completamente...

J.Nunez

terça-feira, 16 de novembro de 2010

São coisas que se olha e não se vê..

Coisa que se olha e não se vê


Foi com razão que você disse

Que faz muito mal ao coração

Não perdoar, guardar rancor.

Eu te perdoei, mas isso não

Quer dizer que você pode ficar,

Isso não implica em te querer.

O que na verdade eu quero

É ficar em paz comigo,

É estar aberta a um novo amor.

Não precisamos ser inimigos,

Mas com certeza não somos amigos,

O que pode haver entre nós dois

É a mais pura indiferença

Já que o desprezo é sentimento

Muito nobre para o nosso caso.

Pode ser que a vida nós prepare acasos,

Eu posso conviver com isso sem perder

A compostura, posso te olhar

Como coisa que se olha e não se vê.

O que posso dizer ainda de nós

É esse fato estranho,

Isso de procurar culpa

E vergonha do que penso e sinto

E não encontrar nada,

E acho natural que seja assim.

Posso dizer ainda que o bem e o mal

Que não te faço vem do simples fato

De que está atitude não condiz

Com minha índole e minha conduta.

Podemos ser um para o outro

Coisa que se olha e não se vê.

Darci Costa

J.Nunez

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

A literatura contemporânea imparcialista

Não fazemos críticas, e sim relatos e constatações imparciais sobre a realidade.


J.Nunez



A arte clássica se desenvolveu em si mesma e por si mesma, com o objetivo de reproduzir a vida. Na contramão da história da arte o imparcialismo estuda a vida para reproduzir a vida com o propósito revelar o homem a si mesmo atraves da arte.

J.Nunez

Nossa função não é limpar a sujeira, mas sim aponta-la, mudanças cabem aos individuos.

J.Nunez



A Imparcialidade passa a ser parcialidade e perseguição depois de muito dizer o que já foi dito e mais que compreendido.

J.Nunez


Os artigos imparcialistas são as obra literárias e o estudo para esse obra contemporânea.
J.Nunez

domingo, 14 de novembro de 2010

Marília é um cidade...

Marília é uma cidade...


Marília, cidade com nome de menina

Cidade inspiração, cidade trabalho,

Cidade progresso, cidade futuro...



Marília tem um pouco disso:

De sorte e trabalho,

Marília tem casualidade e propósitos,

Marília tem charme e beleza,

Marília é seriedade descontração.



Marília é uma cidade,

E não passa feito menina bonita,

Marília é plantada nesse chão,

Mas essa Marília que não passa despercebida!

Essa Marília, é de mexer com o coração

De quem aqui chega.



Marília não é mulher, mas esse charme,

É de não deixar de olhar nunca mais...

Marília seduz porque é humana,

Marília parece que tem alma,

Marília parece gente!...

Há Marília! Está ficando tarde

Tenho que ir embora minha querida Marília...

Sou poeta do mundo...

Sou O Imparcialista....

J.Nunez

BlogBlogs.Com.Br

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

A visão holística na poesia Imparcialista

Esse rio que não passa


Sofro como esse rio que passa e sofre,

Sofro com um riacho que não encontra o rio,

E depois sou esse rio que não encontra o mar.



Esse mar que é como a morte para um rio...

Mas tudo é assim holístico e universal.

Para o rio que passa é o êxtase ser mar.



Mas sofro assim tão em silêncio

Que ninguém sabe que sofro,

E até mesmo eu esqueço.



Sou condenado a sofrer

E a esquecer que sofro

Como um rio é condenado

A passar incessantemente

Sem saber que nunca passa.



Meu amor é esse rio que não passa,

O coração da mulher que amo é esse mar

Tão universal e holístico onde deságuo

E tenho que aceitar

Ser apenas mais um rio que nunca chega

Porque é assim insaciável de passar.

Saulo Menezes Castro

J.Nunez

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

A MAGIA SEXUAL NA POESIA IMPARCIALISTA

Falo

Sobre o altar da igreja,
Sobre o caule fálico,
Um botão de Amarílis,
Flor dos bons sonhos.

Ela é esse botão na ponta do caule,
Ela é imagem de adoração.
Ela escorre sobre meu corpo,
Deixando a cor e o perfume de camomila
De seus cabelos macios,
Coisa que inebria pelo sentido do cheiro.

Ela desabrocha na ponta do caule,
Ela deixa o pólen ao vento
E o perfume Ma Chérie Jeans,
Lembrança suave do seu cheiro.
A amor não morre nem adormece,
Nem morre o caule, nem morre a flor,
Tudo contínua em forma de rizoma,
Outra vez o caule fálico e a flor de Amarílis.

Josias Maciel

J.Nunez


Josias Maciel é o poeta do homem idealizado, o poeta da potência, da virilidade, da regeneração do homem desmoralizado, desmotivado pelo sexo fácil e casual. Neste poeta encontramos a mulher com suas qualidades e virtudes naturais e não uma imitação do homem que é naturalmente vil. É o poeta das regenerações, da fertilidade, da virilidade sem magismo, da potência, da pureza sem puritanismos e da expressão masculina, da clareza, da concentração e objetividade masculina, das virtudes sem encenações, da linguajem solta e direta. Este poeta é a oposição a feminilidade, as vaidades do homem atual e a desmoralização do homem.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Poesia contemporânea

A Dança da Serpente


Baile sem mascará.

Entre taça de licores, luz néon

E tragos de fumaça...

Ela dança e se harmoniza

Com outros corpos em movimento.

Entre dentes, sorrisos e olhares

Eu te perco e te encontro em outro corpo.



Na penumbra,



No desencontro,

Na harmonia de dois corpos

Numa dança aliciante,

Na fumaça de gelo sobre a luz néon,

Eu te deixo num movimento

Em desacordo com meu coração.

Sai do desembalo dessa dança,

Do desencontro desse amor.

Ensaio em outro corpo um recomeço,

De passos ritmados,

Eu a conduzo nesta dança,

Ela se encaixa comigo

Feito peça de um jogo.

O amor é assim – generoso- e só dói

Em quem não sabe recomeçar.

Hermínio Vasconcelos (pseudonimo)

J. Nunez

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Mulheres contemporâneas ou mera Imitação do homem

Um crime, outra noite


Um crime foi notícia no Brasil,

Uma coisa boba, um crime cotidiano,

Bobagem trivial, no entanto foi noticia o país.

Isso porque o crime ocorreu na pacata cidadezinha interiorana.

Amanhã não será manchete no jornal,

Esse crime, esse crime muito mais violento, porém banal.

Tudo começou assim:

Ela que é dessa geração de mulheres emancipada

E que imita os homens em tudo,

“Saíram para beber, beijar e transar uns com carinhas”

Esquecemos de avisar as mulheres

Que há entre nós muitos homens primitivos

E, portanto fatalistas, brutos, dominadores e possessivos,

Esses caras não aceitam mulheres emancipadas que imitam homens,

Esses caras não aceitam que sua namorada saia transando por ai....

Ele, o criminoso, é um desses homens que lava a dignidade com sangue,

Ela estavam ali naquela mesa com cinco amigas,

Bebiam, fumavam, falavam palavrões e bobagens...

Quando menos esperavam um tiro a queima roupa,

Um tiro na cara na moça linda...e mais outro tiro no peito.

Ele saiu como se nada tivesse acontecido....

Ela era moça do caixa cinco do Banco do Brasil

Ele era era fudido, agora mais ainda...

Minha noite de sexo fácil foi estragada por esse desgraçado...

As meninas amigas da moça assassinada

Não vão querer sexo esse noite,

Logo hoje que eu estava disposto

A receber pelo sexo que tenho dado de graça,

Logo hoje que estou turbinado

E tomei meu retardante de ejaculação precoce,

Boa noite... não tem mais clima...

Abílio Santana

J.Nunez

O Tema Amor na Literatura

O Amor na Literatura Imparcialismo

Na literatura Imparcialista cada poeta que integra o movimento tem sua maneira particular e característica de falar do tema amor. Na poesia do poeta José Nunes Pereira esse tema ganha ares conservador quando o amor é visto como uma dor clássica atemporal e comum a todo ser humano, no poeta Francisco Medeiros esse tema tem ares de cristianismo, amor correspondido e felicidade, no poeta Cícero Fernández o amor é pensado como um fator de equilíbrio na vida do homem contemporâneo e pós-industrialização, no poeta Jonas Correa Martins o tema amor é escrito como transcendente, misticismo e esotérico, no poeta Abdias de Carvalho o tema amor ganha ares de desprezo e baixezas morais e catástrofes, na poesia Abílio Santana o tema é visto dentro do olhar contemporâneo em que o homem é desmotivado pelo sexo fácil de seu tempo e pelos dificuldades sexual do homem desse tempo, o tema amor na poesia de Hermínio Vasconcelos é tratada com leveza, leviandade, liberdade e prisão sentimental, no poeta Saturnino Queiros o amor é maturo, forte, fiel,nesse poeta o amor é um mistura de Escorpião-Touro, na poesia do poeta Josias Maciel o amor é uma mistura de potência masculina com a delicadeza feminina, em sua poesia o homem e a mulher são colocados em seus lugares naturais, na poesia de Octavio Guerra o amor é visto quase que apenas como um fator social, na poesia de Murilo Santiago o amor não é expressado sentimentalmente mas é revelado como algo que está no subconsciente e que naturalmente desconhecemos,nesse poeta o amor é revelado de maneira complexa sentimental e psíquica, na poesia do poeta Darci Costa o amor é estudo em todo o seu processo de pensar e sentir, a poesia é o percurso que o amor realiza em nossas mentes coração e corpo, o amor na poesia do poeta Salomão Alcantra é tratado com toda a imparcialidade, crueldade e frieza que lhe é característica, no poeta Saulo Menezes Castro o amor se funde com o universo, e os corpos se perdem em um êxtase holístico.



Trama de amor e ódio

( Entre outros esse poema foi escrito em 2003 inspirado na interpretação magnifica da atriz Giulian Gam na novela Mulheres Apaixonadas.)


Heloisa


Sou mais está sombra,

Que segue seu passos por toda a noite

Que estes olhos cansados de tanto chorar.

Sou mais estes olhos

Num canto de seu quarto,

Vigiando seu sono,

Espiando seu corpo,

Desconfiando dos seus sonhos,

Desconfiando dos seus suspiros provocantes.

Sou mais as pegadas de meus passos,

Rondando sua casa, seguindo seus passos,

Investigando seus segredos.

Sou mais os pensamentos em você

E as lembraças que tenho de você,

Do que este meu corpo embriagado,

Esquecido em qualquer canto.

Sou mais trama de amor e ódio

Que fizeram dos seus segredos

Minhas cartas na manga.

A chantagem se tornou meu único recurso,

Porque não sabia mais,

Por onde eu poderia te prender.

Sou mais este remoer de pensamentos

Contra seu desprezo por mim,

Do que está minha vida no lixo.

Sou mais a saudade de um sorriso seu

Guardado com muito zelo...

Em um cofre de raras lembranças.

Temento te esquecer por um minuto que seja,

Tenho evitado qualquer pensamento,

Que não seja em você,

Porque está é a minha única

Maneira de te sentir perto de mim,

Mesmo que seja em recordações,

Com se esta minha doente maneira de ter você,

Fosse minha única razão de viver.

Tenho me agarrado aos pensamentos em você,

Como alguém à beira da morte,

Como um desanganado agarra o fio de vida

Que lhe resta, e quer escapar...

Sou mais meu último suspiro de vida

E esta doença de te amar de mais,

Do que este corpo sem dignidade,

Largado na cama e estes olhos

Cansados de tanto chorar.

Darci Costa

J.Nunez

Eu sou a máquina capitalista, eu sou o robô que suspeita que foi criado.

Eu sou máquina petulante e ridícula que suspeita que foi criada...

Meu capitalismo e meu socialismo não foram aprendidos em livros,

meu materialismo e meu socialismo são feito de meu próprio suor e sangue.

Quem entende mais de industrialização e exploração

que um operário que sente na pele toda essa conversa fiada

de capitalismo e socialismo, que tem seus braços, suas pernas

e toda a sua capacidade motora empregada durante quase nove horas

num movimento continuou e sem interrupção

e com contador de produção lhe dedurando toda hora,

e ainda relatórios que fazem um histórico de seu desempenho

todos as horas e todos os dias.

Quem entende mais de materialismo dialético e histórico

que eu que vejo profissionais sabotando o trabalho do outro,

a competitividade que foge a todo o senso de justiça

e consideração humana, trabalhadores de chão de fábrica,

patrões e superiores vendo suas famílias sendo destruída

e seus filhos sem devorados pelo abandono

e a falta que eles fazem na condição de pais, a presença,

a influência e educação terceirizada de seus filhos

que são recompensadas com presentes que acaba de estragar

ainda mais seus filhos, que não possuem alma,

e são criados para formar a sociedade do consumo e pronto,

e o seu desempenho sexual e amorosa

que é totalmente comprometido pela falta de tempo

e energia, a desestruturação da família que é compensada

pelo sexo fácil e pago, a nossa ilusão de progresso materialista

só não é maior que a nossa ilusão de progresso

como seres possuidores de alma e corpo físico,

o nossa desajuste com a vida, nossa incapacidade de aceitar

a morte e a vida, nossas teorizações que nada explica,

apenas tentam nos dignificar, nossos produtos

que tomam o lugar da filosofia, da verdade,

da amizade, da ética, da moral, da espiritualidade e de Deus,

a e estatística forjada na mentira que na encobre a realidade

que vemos nas ruas, a revolta dos oprimidos

preste a desmascarar toda essas mentiras,

essa mentira são baseada no abandono dos fracos

e excluídos que são ignorados nas estatísticas

e fica a sensação de que o país vai muito bem.

Não há fraco e oprimido que são seja capazes de uma revolução;

é entre eles que nasce a revolta revolução,

e assim se faz a eterna rotatividade no poder...

Eu sou máquina petulante e ridícula que suspeita que foi criada...

Eu sou a máquina movida a sangue ralo e alma perdida,

Eu sou a máquina que foge do programa,

a máquina defeituosa porque pensa e sente,

Eu sou a máquina que deve ser substituída

sempre que possível por outra máquina,

de preferência por outra que não pensa, seja ela humana ou não,

Eu sou a máquina com um defeito gravíssimo

porque desgasto e são se pode fazer qualquer tipo de manutenção,

seja ela preventiva ou conserto,

Eu sou a máquina descartável,

Eu sou a máquina furiosa que manipula o tempo e a ordem das coisas,

Eu sou a máquina que questionam, reclama e lamenta...

Sou o operário chão de fábrica, trabalho para agregar valor...

E agregar é trabalhar sem pensar, em falar sem ir ao banheiro,

beber água o menos possível, sem questionar,

sem querer revolucionar, sem olhar nos olhos dos superiores...

falar com o patrão, sem pedir nada, sem ficar doente,

sem faltar, sem dizer não...

Agregar valor desumaniza os trabalhadores

de chão de fabrica feito eu, desumaniza

os que podem se referir a mim com essa expressão grosseira

e preconceituosa...

A indústria é desumanizadora por si só...

Desumanizou o operário chão de fábrica,

Desumanizou os do topo dessa pirâmide,

ou melhor, Torre de Babel...

Desumaniza patrões,

desumaniza filhos de patrões, esposas de patrões...

Com industrialização perdemos a consciência,

a vida, a sinceridade, a capacidade de elogio e reconhecer

(somos todos mais o menos inimigos),

a alma, os filhos, a saúde, o planeta, as faculdades anímicas,

a fé verdadeira, a humanidade, o senso de coletividade,

A consideração humana, a visão holística do mundo,

a filosofia verdadeira, o conhecimento objetivo e direto,

a introspecção, a paz interior, a tranqüilidade bucólica da vida,

a apreciação do homem e da natureza, a ligação direta com o impalpável,

a verdade das ações, tudo é falso e manipulado pelo desejo de lucro...

Inclusive as religião...

Quem é a vítima?

_ Eu, o chão de fábrica,

ou a humanidade inteira ao pé desse abismo

e de uma catástrofe social e ambiental.

Em resumo: J.Nunez é apenas vítima e fracassado!

E quem não?

Quem não é fracassado? Essa frase massageia meu orgulho..

. E me alivia e muito...

É natural que qualquer sujo e fracassado queira ver fracasso

e sujeira em tudo,

Porque essa generalização faz com que não nos sentimos tão inferiores...

Não importa o quanto o socialismo, o capitalismo,

a industrialização e os avanços tecnológicos e cientifico

tem beneficiado alguns indivíduos;

nada pode reparar a destruição do planeta,

a extinção de vidas e a perda de nossas almas

e de nossa consciência,

se olhamos desse ponto de vista somos todas vítimas da modernidade.

Salomão Alcantra

J.Nunez

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Poesias de amor, amizade, reconciliação...

Cortesia

O que você esperava encontrar...,

Já passou tanto tempo, já mudou tanta coisa...

E não sou mais aquele menino,

Descobrindo à ingratidão

No coração de uma mulher.

Não nego que pensei,

Que de amor ia morrer,

Mas passou, como passa os vendavais.

Não se engane, este olhar e este sorriso

Que te dou sem cobrar...,

Não é nada mais, que uma cortesia

De meu coração.

Foi um capricho de sua parte,

Deixar-me por todo este tempo

Com segunda alternativa de felicidade.

Antes de desfazer o acaso,

Antes de pedir a conta, antes de dizer adeus,

Sem mágoa ou resentimento...,

Quero acertar as contas com o passado,

Quero deixar evidente,

Que, a gota d”agua foi,

Fazer que não me vê, negar o seu amor.

Você deveria saber, que depois dos tufões

Os campos se renovam...

E a muito, não sou mais aquele menino.

HERMINIO VASCONCELOS
J.Nunez

24/12/06



O AMOR CONTEMPORANEO PODE PERFEITAMENTE ACABAR EM AMIZADE, E ISSO SE DEVE A LIBERDADE E O PODER ECONOMICO QUE AS MULHERES POSSUEM NA ATUALIDADE. É NOTAVEL QUE O SEXO CASUAL, A DEMANDA MUITO MAIOR QUE A OFERTA LEVOU NOS A UM DESCOMPROMISSO SENTIMENTAL.

domingo, 7 de novembro de 2010

Humanismo, amor ,verdades e amizade

Levarei um poema aos amigos

Quem se importa!...Que o sol raio mais um dia,

Que a criança sorriu um sorriso delicioso...
Que é tarde...e a chuva é calma é fina
Que os pássaros buscam abrigos em nossas casas
E comidas em nossos quintais, que somos indigestos uns aos outros.
Que o espírito deve ser livre...e a imaginação
Iimparcial, desassociada de teorias e preconceitos.
Que o espírito deve ser livre...
De todo conforto da crença e da cultura de um povo.

Contentamentos são para os cegos de espírito,
E para os da orgia desenfreada de todos os sentidos,
 não para os da grande ânsia.

Quando eu sair desta dureza comigo mesmo, e deste estado de medo e falsa beatitude, vou cantar e dançar uma música profana, sentarei ao Sol tímido, que ressurge entre nuvens escuras, destes dias chuvosos de fevereiro, e sob meus pés descalços, sentirei a terra úmida e quente, com a felicidade de um passarinho banhando em poças d”água ao Sol.

Contemplarei o teu corpo vestido de luz, e esquecido sobre nosso leito, altar consagrado à pura forma de amar, desisto de saciar a fome insaciável de contemplar-te, esquecerei - me envolvido em meus braços, deliciando com o teu cheiro e sentindo com todos meus sentidos apurados na embriagues de amar- te, esquecerei - me dentro de toda a delicia....que é você.

Quando a vida trouxe-me de volta para a rotina de uma tarde chuvosa que cai, sorrir-te-ei um sorriso
sem propósito, e você intendera que eu digo:
_ te amo!...
Levarei poema aos amigos, direi a eles:
_Que o dia é a eternidade, e o ontem é uma ilusão do Sol.
Levarei poema aos amigos, direi a eles:
_Que as preocupações com a matéria e a orgia não é tudo, porem o sexo é o eixo da vida, é a roda de tração dos meus dias.

16/01/2004

Meu mundo de reticências e sensações não é tudo, os livros que li são fragmento de sabedoria e verdade.
Quando caminho em sentido contrario ao de costume, as casa são vistas de outro modo.
Os inconvencionais são mutáveis na crença e na fé, elásticos na compreensão e inconvictos de tudo; mudam a si mesmos, não moldam a verdade para que ela harmonize com suas paixões; com tem feito as religiões.
Por isso:
Donas, de casa leiam Nietzsche,
Ladrões façam caridade de fez em quando,
Homens de negócios sejam místicos uma hora por dia,
Camponeses, leiam um livro por ano,
Escreva uma vez por dia,
Pais de família façam de vez em quando o que realmente amam fazer,
Homens sérios sejam palhaços de vez em quando,
Palhaços de cara limpa sejam sérios de vez em quando.
Deixemos as verdades em paz, e moldemos a nos mesmos.

30/01/04

SALAMÃO ALCANTRA

J.NUNEZ

sábado, 6 de novembro de 2010

Poesias contemporâneas

A literatura imparcialista é um novo caminho para todas as formas de artes,
a poesia imparcialista é fruto da observação do novo contexto.

Leviano


Repleto de mim, me basto e ainda sobro.

Por isso preciso de você, mas não te quero muito,

Também não me queira muito...

Quero só que você me queira também.

Depois que a claridade acender entre as molduras da janela,

Não precisa mais me querer,

Passei da idade de sofrer por amor, aprendi com o tempo extrair

Dos sentimentos apenas o que me satisfaz,

Assim faz a abelha com a flor.

Quero só que me queira também, o coração é tão vasto...,

Eu sou tão leviano... E os sentimentos não têm direções.

Não estranhe se eu não sentir ciúme e não falar de amor,

É que isso é para os majestosos cisnes brancos,

É que estes sentimentos são caprichos,

Para gente igual eu e você, que apenas sobrevivem...

Arranque de mim o que deseja, mas não precisa pressa...,

Ainda me resta dentro do peito um coração amigo,

E meia garrafa de vinho na estante; depois você pode chorar antigos amores,

Contar-me segredos e lamentar seus fracassos...

É certo que não ouvirei uma palavra, por isso não terei conselhos para lhe dar.

Nunca escutei conselhos, caminhei para a fossa sozinho...

Mas deixarei que você sangre como um passarinho sacrificado no altar,

Porque sangrar rir e chorar alivia à alma...

Quando amanhecer, podemos caminhar na praia...

Felizes por não sermos nada.

Hermínio Vasconcelos
J.Nunez

MOVIMENTO LITERÁRIO  IMPARCIALISMO

O contexto amoroso desse texto tem relação direta com o descompromisso sentimental e o sexo casual de nosso tempo. Tempo em que o sexo e a amizade perderam suas fronteiras.

Amor, separação, reconciliação, perdão

Com as folhas secas ao vento

Outono, eu indo embora
Com as folhas secas ao vento.
Deixei você ali, entre os sonhos
Que ficaram para depois,
Entre as coisas que podiam esperar.

Andei por tantos lugares,
Tenho tanta historia para contar,
Tenho tanta coisa para esquecer...
Todo este tempo esperei
Para te ver outra vez.

Você me olhou, não entendeu
O brilho que ainda havia em meu olhar...
Tinha tanta certeza do seu amor,
Tenho tanta coisa para falar,
Mas logo percebi,
Que os sonhos eram só meus...

Você tem uma historia contar,
Nada para esquecer,
E a distância havia apagado
O brilho em seu olhar
E apenas deixou o sorriso que nunca foi meu.
Outono, eu indo embora
Com as folhas secas ao vento...

Francisco Medeiros
J.Nunez

11/07/07

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Os esteriótipos do negro e do povo em Monteiro Lobato

Monteiro lobato era racista sim, Rede globo e Academia Brasileira de Letras. Seus livros não deveriam ser estudados na escola, nós Brasileiros estamos acostumados ser cachorros vira-latas e com a pior educação do mundo, veja o nosso desempenho na educação no índice de desenvolvimento humano. Monteiro Lobato é racista sim, foi um oportunista que fez dos estereótipos brasileiros um produto, e isso não mudou muito, ainda usamos e difamamos nosso país com filmes que só revelam pobreza, miséria, inferioridade, violência, racismo etc. O Jeca Tatu, o homem preguiçoso e estagnado em sua miséria social e cultural, esse tipo, esse brasileiro de Monteiro Lobato é um estereotipo que se repete e se eterniza na personalidade brasileira e isso se teve a própria aceitação desses estereótipos que se entendeu e continua se propagando para as gerações futuras. Isso não ocorreria se tivéssemos a consciência de que os estereótipos se perpetuam pela nossa aceitação. O povo brasileiro não lê, não busca desenvolvimento cultural, espiritual e moral porque está preso a seus estereótipos de inferioridade e misérias. A aceitação de sua pobreza intelectual, cultural e social é fruto desse estereótipos que aceitamos desde o descobrimento desse país. O brasileiro precisa urgentemente banir de sua história e de sua baixa estima essa idéia de inferioridade, e se a formação dessa auto- estima e desse novo caráter passa pela eliminação dos clássicos que eternizam nossa inferioridade, estão que sejam eliminadas!...
A literatura de Monteiro Lobato tem a força de perpetuar os estereótipos QUE DELIMITAM os negros. Ainda vejo nas salas de aulas alunos brancos tendo o direito de classificar os negros como animais. A justificativa que encontram são as mesmas: a famosa intimidade, amizade e o “carinho”, tipo de coisa que o negro aceita como uma maneira de ser aceito de algum modo e oferecer alguma coisa, mesmo que seja a sua própria cara para apanhar.
Esses alunos não foram formados necessariamente por Monteiro Lobato, e nem precisam desse escritor para praticarem seus estereótipos racistas e delimitadores, isso está incrustados no povo brasileira. Somos Inferiorizados por nós mesmos quando aceitamos os estereótipos que se propagaram até aqui, e se propagaram por todas as gerações, até que tomemos consciência de que somos delimitados pelos nossos estereótipos.
Não sou defensor de causa alguma, se defendo alguma coisa é a igualdade social e a igualdade de oportunidades.
Monteiro Labato se sentia muito refinado!.., Com seus preconceito e suas criticas de conservador de mesmices colocou Anitta Malfatti no ostracismo. Monteiro Lobato também pode cair no ostracismo...


J.Nunez





quinta-feira, 4 de novembro de 2010

A sociedade contemporânea

Família contemporânea


A mulher começou a conquistar seu espaço na sociedade a partir da industrialização, período em que foi necessário que a mulher também entrasse no mercado de trabalho, esse fato desencadeou muitos dos problemas da sociedade moderna, isso é observável nas famílias em que a mulher trabalha fora de casa e os pais terceirizam a educação de seus filhos, é quase natural que um pais tem o conceito errado de que a escola é responsável pelo educação de seu filhinho mimado, filhos que são compensados com presentes e flexibilidade de condutas que os deixam sem noção de limites, sem noção de coletividade e entre muitas outras coisas, imaturos para a vida real, são maduros quando se trata de direitos e comportamentos que são próprios a adultos que possuem uma liberdade socioeconômica, porém infantis quando se trata de assumir os deveres para consigo e para com o outro e a sociedade. Há na sociedade contemporânea uma maneira estúpida de compensar os filhos pela a atenção que não somos capazes de proporcionar, compensamos os filhos com presentes e flexibilidade excessiva de moralidade, ética e conduta. É lastimável que a mulher depois de sua independência social e econômica tenha caído na mesma desprezível conduta dos homens que seguem seus instintos mais selvagem e primitivos. A mulher que era observada com um universo totalmente novo e tornou mera imitação dos homens com seus comportamentos estritamente sexuais e degenerados. Seria imagem de contemplação se a mulher não tivesse se tornado mera imitação degenerada dos homens. A mulher imita o alcoolismo, o sexo sem sentimentos os vícios, a linguagem, as libertinagens, os vícios etc.
Podemos observar que algumas mulheres possuem independência socioeconômica, porém preservaram em sua essência a mulher com todas os atributos de ser mulher virtuosa e autenticas em sua alma e em seu corpo de mulher.
Não importa o quando a mulher tente ser moderna ou insista em ser mera imitação dos homens, o fato é que ninguém quer ter a mãe na zona, afinal nossa mãe é o nosso ponto de partida para a vida.
Se a mulher contemporânea é uma imitação dos homens , os homens contemporâneos estão se tornando imitação das mulheres; esse são os homens que sedem a criação de mercados que desejam agradar as mulheres poderosas de nosso tempo, e criam homens afeminados que são tipos apreciados pelas mulheres pela sua delicadeza e higiene , até que elas percebam que esses homens estão se tornando afeminados demais. Os homens já estão colocando silicone na bunda.
Esses fatores, poder feminino associado à criação de mercados para mulheres poderosas está intimidando o homem, e um homem intimidade sente se uma fêmea submissa.
O sexo fácil trouxe a degeneração e a desmotivação do homem; todas as conquistas do homem sempre possuem um fundo sexual, e se o sexo e dado de graça só nos resta beber e transar.

J.Nunez





Postagem em destaque

O Imparcialismo: O Ciclo de Saturno

O Imparcialismo que começou a ser escrito em 2006 E  revelado em 2008. Foi à leitura do fim de um período, Iniciado pós-guerras, tempos...

O Novo Contexto Para a Literatura Contemporânea

MOVIMENTO IMPARCIALISTA